Archive for julho, 2010

29/07/2010

Onde estava o São Paulo no jogo do Beira Rio?

Onde estava o Tricolor Paulista no jogo do Beira Rio?
Parecia que a equipe de Gomes entrou em campo apenas para se defender, propondo o contra-ataque. Até aí tudo certo. Pelo menos há uma proposta de jogo.
O que aconteceu foi o seguinte: o São Paulo não tinha a bola, e para se fazer gol num contra-ataque, se precisa da bola. Joga-se futebol com uma bola, sabem?
O Sampa foi totalmente dominado pelo Inter. A equipe colorada tocava a bola, virava o jogo, chutava, se a bola voltasse, mais toques de bola para os lados, abrindo o jogo. Mas não havia uma chance clara para o Inter. O São Paulo também não conseguia armar um contra-ataque.
O Internacional chegou a ter 70% de posse de bola. Nem a Espanha chegava a isso na Copa. Sorte do Sampa é que o Inter não encaixava uma finalização clara, pois a dupla de zaga são-paulina fez um ótimo jogo ontem.
As chances do Inter foram em uma falta, com D’ale e uma cabeçada de Taison, e Rogério pegou bem. De Sampa no ataque nada. A equipe marcava bem o Inter no começo, mas o time gaúcho começava a se soltar e criava jogadas de perigo.
Na segunda etapa, a mesma coisa. O São Paulo só queria se defender, mas não encaixava nem ao menos passes certos para haver um ataque decente. O Inter criava, mas de novo a defesa do Sampa ia bem, e Ceni era o Salvador da Pátria.
Roth tirou Andrezinho e colocou Giuliano. Seis por meia dúzia.
Certo tempo depois a substituição, em um bate-rebate na área tricolor, a equipe colorada abriu o placar com um chute do predestinado Giuliano, que acabara de entrar. Um a zero Inter.
O Sampa não tinha mudado nada. Dagol tinha apenas chutado uma vez, e a bola havia desviado e ido para fora. De mais, nada.
O Inter podia ter feito bem mais. Kléber perdeu uma chance. Alecsandro cabeceou outra bola pra fora. E houveram outras. O que acontece é que na meta tricolor havia um tal de Rogério Ceni, que pegou muita coisa.
Final de jogo, e Inter largava na frente contra o Tricolor. Para mim, o São Paulo tomou a atitude correta. Só que a equipe não tinha a bola, e como ter um contra-ataque sem ela? O meio-de-campo não tinha criatividade. Marlos não levava perigo pelo lado de Kléber, e Dagol também não no lado de Nei. Fernandão foi péssimo, afinal a bola nem ao menos chegava. E a atitude do Sampa durante o jogo foi estranha. Nem ao menos conseguia ficar com a bola, nem tentava.
Pro Inter, tudo ótimo. Mas não se esqueçam de que há mais um jogo. O Inter tem uma ligeira vantagem. O Sampa só não pode ter essa atitude.

Por: Felipe Saturnino

28/07/2010

Inter e São Paulo: Liberta é outra coisa

É, acho que o título do post diz tudo. Libertadores é outra história, e quando digo isso, me refiro claramente ao time do São Paulo. Quando a equipe não mostrava um futebol convincente, enfrentou o Cruzeiro. Que era sim, dado como favorito.
Na primeira partida no Mineirão, o São Paulo mostrou o que sabia fazer. A equipe do Morumbi marcou muito bem o Cruzeiro, que foi anulado. Houveram chances para o time de BH, mas não aproveitadas. O Sampa fez dois a zero com um de Dagol e outro do Profeta Hernanes.
Na volta em São Paulo, outro dois a zero. Com o mesmos marcadores.

O que quero dizer é que o Sampa, mesmo não vindo bem, e sem mostrar um futebol convincente, pode vencer o Inter no Beira Rio. Porém será complicado. O Colorado vem de 4 vitórias consecutivas, e é por muitos considerado favorito.
Para mim, tudo pode acontecer. O que dizer de um time que ganhou 12 pontos de 12 disputados. E de outro que eliminou o Cruzeiro, e tem a melhor defesa da competição, e é muito forte mesmo não estando bem.
Não sei o que dá, só sei que não se pode descartar uma equipe que sabe o que é jogar Libertadores. E esse é o caso da boa equipe do São Paulo, e por isso acho que hoje o Tricolor pode ganhar. O ruim é que do outro lado haverá uma boa equipe do Internacional.
Vamos ver. Hoje é o dia. Se o Sampa ganhar, Gomes será gênio. Se perder, vão falar para sair. É o futebol.

Por: Felipe Saturnino

26/07/2010

A primeira de Mano

Saiu nessa segunda-feira à tarde a primeira convocação de Mano Menezes com a Seleção Brasileira. Mano valorizou principalmente jogadores jovens.
Desses, ele não poderia de trazer, pelo menos para mim, Marcelo, Ganso, Neymar, André e Sandro. A molecada do Santos nem se precisa explicar. Marcelo é ótimo lateral-esquerdo, ex-Fluminense, que joga no Real Madrid, tanto como lateral-esquerdo ou meia. Sandro é um bom volante, muito jovem que atua pelo Internacional, e já está vendido para o Totthenham da Inglaterra.
Em geral, a proposta da convocação é evidente: renovar e rejuvenescer a nossa Seleção Brasileira. Isso é feito para se pensar nas Olimpíadas de 2012, em Londres. Para se participar das Olimpíadas tem de se ter no máximo 23 anos de idade. Nessa convocação de Mano, pelo menos 7 dos 24 convocados terão condição de disputar as Olimpíadas em Londres.

Vamos aos nomes convocados por Mano Menezes:

Goleiros
Victor (Grêmio) – 27 anos
Jefferson (Botafogo) – 27 anos
Renan (Avaí) – 19 anos

Zagueiros
David Luiz (Benfica) – 23 anos
Thiago Silva (Milan) – 25 anos
Henrique (Racing Santander) – 23 anos
Réver (Atlético-MG) – 25 anos

Laterais
Daniel Alves (Barcelona) – 27 anos
Rafael Possebon (Manchester United) – 20 anos
Marcelo (Real Madrid) – 22 anos
André Santos (Fenerbahçe) – 27 anos

Volantes/Meias
Hernanes (São Paulo) – 25 anos
Sandro (Internacional) – 21 anos
Jucilei (Corinthians) – 22 anos
Ramires (Benfica) – 23 anos
Lucas (Liverpool) – 23 anos
Paulo Henrique Ganso (Santos) – 20 anos
Carlos Eduardo (Hoffenheim) – 23 anos
Ederson (Lyon) – 24 anos

Atacantes
Neymar (Santos) – 18 anos
André (Santos) – 19 anos
Alexandre Pato (Milan) – 20 anos
Diego Tardelli (Atlético-MG) – 25 anos
Robinho (Santos) – 26 anos

Foram chamados 11 jogadores que atuam no Brasil, e ao contrário do que se pensava anteriormente, Mano chamou jogadores que atuam no exterior. Para muitos a surpresa foi o goleiro de 19 anos, Renan, do Avaí.
Esse grupo de 24 jogadores terá uma mudança: um dos jogadores Hernanes e Sandro, do São Paulo e do Internacional respectivamente, disputará a final da Libertadores no dia 11 de agosto e a volta no dia 18. Então não seria possível para quem passar, jogar o amistoso contra os Estados Unidos.

MÉDIA DE IDADE DA EQUIPE DE MANO: 23,1 anos

Para mim, é só o começo de uma nova equipe para o Brasil, que lentamente se desenvolverá. Mano tem de começar do zero, pelo fato de que Dunga não deixou um legado, uma jóia para o futuro. Hoje, se dá uma nova era na Seleção Brasileira, esperando-se que o principal objetivo seja alcançado: a conquista do hexa-campeonato em casa diante de seus torcedores, daqui a pouco menos de 4 anos.

Por: Felipe Saturnino

25/07/2010

Santos vence Tricolor que vê sinal de alerta

O São Paulo de novo, perdeu. É a terceira vez em quatro jogos.
O pior nem ao menos é isso. A equipe são-paulina já na quarta-feira encara um embaladíssimo Internacional, que vem de 4 vitórias em 4 jogos no período pós-Copa.

A equipe de Gomes vinha modificada. Naturalmente, pelo fato de disputar a Libertadores na quarta-feira. A defesa ainda tinha RC, porém com o contratado Samuel e o jogador da base Diogo. Eles atuaram como zagueiro e lateral-esquerdo respectivamente. Renato Silva “tentava” dar apoio como lateral pela direita, e Xandão fazia sua tradicional posição de zagueiro, e como sempre, com eficiência. No meio-de-campo atuavam Richarlyson e o jovem da base Casemiro – como dois volantes – e Cléber Santana com Jorge Wágner atuando como meias de aproximação. Na frente, Fernandinho e Marcelinho Paraíba jogavam. O Santos tinha Rafael, Maranhão, Edu Dracena, Durval e Alecsandro; Rodriguinho, Danilo, Marquinhos e Ganso; Neymar e Marcel.
No primeiro tempo, jogo sem graça. Não houveram muitas chances.
O São Paulo tinha Diogo jogando mal pela esquerda, Samuel fazendo ótima partida e Renato Silva, pela direita, tentando ser o que não podia. Quando o Sampa atacava, ele não avançava. Porém haviam vezes que ele tentava. Casemiro era o volante de contenção e Ricky era o segundo volante que tinha maior liberdade. Santana e Jorge Wágner teriam de armar as jogadas ao lado de Marcelinho Paraíba pelo meio-de-campo. Paraíba encostava mais em Fernandinho. O que tinha de ter, não tinha. Não havia. Só não tinha criatividade no meio-de-campo são-paulino. Eram passes errados e jogadas mal-feitas. Fernandinho fazia o de sempre, caindo pelo lado de Maranhão, o lateral-direito santista que avançava muito tentando dar apoio. Jorge Wágner constantemente jogava pela esquerda, sem muito perigo e objetivo. Cléber Santana parecia querer jogo. Pegava a bola, rodava, passava, recebia, devolvia… Até que o Santos começou a pressionar e ser mais objetivo que o São Paulo. Ganso levava trabalho com seus passes imprevísiveis e decisivos. A chance do Santos surgiu em uma falta, cobrada por Marquinhos, que foi defendida por RC. No rebote, mesmo impedido, Neymar chutou e RC fez uma defesa absolutamente sensacional, provando que seus reflexos não estão nada ruins.
Neymar, o craque não teve o seu dia. Caindo pelos lados e deixando Marcel como um jogador mais centralizado, ele não levou muito perigo ao gol de Rogério Ceni. Apenas em um lance, após um toque genial de Ganso de calcanhar, a jogador ocorreu e houve espaço para o arremate do garoto Neymar, mas sem sucesso. O Sampa voltou a dar um certo perigo após péssimo desempenho por uns 15 minutos no primeiro tempo, com dois chutes de fora da área: um de Richarlyson, rasteiro, em que Rafael teve de espalmar, e uma outra cassetada de Paraíba para outra defesa do goleiro santista. De resto, Fernandinho insistia em jogadas em que ele recebia de costas para seu marcador, girava e tentava algo. Mas não conseguiu nada. Jorge Wágner errava passes e Santana não conseguia fazer o que queria. O Sampa na primeira etapa não tinha sido realmente exigido, e teve dois chutes perigosos a seu favor. Primeiro tempo foi melhor para o time do Morumbi.
Na segunda etapa, veio o segundo tempo. E foi difícil. O Santos não conseguia fazer seu gol, mas era mais incisivo quando tinha a bola. Vinha pra cima, e não errava tanto como o São Paulo.
Após uma falta pela direita – não sei o que Renato Silva queria fazer na área – o “zagueiraço” do Tricolor fez um gol contra. Era o gol santista.
O que faltava para o Sampa? Criatividade. Um Ganso ajudaria muito, aliás, ele jogou bem.
O Santos também marcava bem, e o Sampa não. Dava espaço ao Santos, que poderia fazer o que quiser com a bola nos pés.
Faltava rapidez. Marlos?
Após as entradas de Washington, Hernanes e Marlos, o São Paulo não mudou absolutamente nada. Claro que houve uma chance, mas talvez tenha sido ocasional. Após cruzamento de uma falta na direita, “Washingol” cabeceou na trave e na volta da bola, após certa confusão na área, ele escorou novamente para outro lugar que não era o gol.

Então, esse foi o jogo.
Para mim, não é crise no São Paulo. Pelo menos por agora.
O time de Ricardo Gomes tem um jogo terrível contra o Internacional, em Porto Alegre, pela tão querida pelos são-paulinos, a Libertadores.
É sem dúvida, o jogo do ano para o Sampa. E se perder esses dois confrontos, acho difícil Gomes não dizer “tchau” ao Tricolor do Morumbi.

Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Rodriguinho, Danilo (Wesley), Marquinhos (Breitner) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Zé Eduardo) e Marcel. Técnico: Dorival Junior
Rogério Ceni; Renato Silva, Xandão, Samuel e Diogo; Casemiro, Richarlyson, Cléber Santana (Hernanes) e Jorge Wagner (Washington); Fernandinho e Marcelinho Paraíba (Marlos).
Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Renato Silva (contra), aos 14min do 2º tempo
Cartões amarelos: Maranhão (Santos) e Diogo (São Paulo)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP). Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Marcio Luiz Augusto(SP). Renda e Público:
R$ 255.380,00 / 9.367 pagantes
Melhor do jogo para mim: PH Ganso

Por: Felipe Saturnino

24/07/2010

Na mão de um Mano…

Após uma sexta-feira conturbada depois de receber um “não” de Muricy Ramalho, a CBF, nesta manhã de sábado acertou com Mano Menezes para ser nosso novo comandante.

Era o que muitos previam. A CBF não gostaria de levar um possível “não” do Flu, novamente. Seria como um soco, aliás, outro soco.
Mano foi uma boa escolha. Faz um bom trabalho há tempos. Na verdade, tivemos várias escolhas, que poderiam ter sido pegas pela CBF. Luxa, Muricy e Mano eram os favoritos para mim. Mas Luxa não iria, e quem se aproximava mais era Leonardo.
Então, tínhamos várias ótimas escolhas a serem feitas. Mano Menezes pode não ser tri-campeão brasileiro, mas mesmo assim é bom. Arma times geralmente ofensivos e bem eficientes. Agora, Mano terá que suportar uma pressão gigantesca que nunca na vida, suportou. Aqui, na Copa de 2014, no Brasil, dirigindo nossa Seleção Brasileira, todos dão como obrigação ganhar. Mas não existe obrigação no futebol. Tem que fazer uma boa Copa. Se for pífia, vai ter problema. Mas o Brasil tem time pra ganhar. E tem tempo pra formar um.

O que devemos dizer é que nossa Seleção Brasileira está nas mãos de um Mano. Um bom técnico que veremos por aí.
Espero que nosso novo treinador não faça o que o seu antecessor fez. Espero que a CBF tenha entendido seu erro de não esclarecer as coisas com Dunga. Também, era a personalidade dele. E Mano é mais equilibrado.

Outra coisa é a palavra RENOVAÇÃO. Isso tem que acontecer com “coerência”, como diria Dunga.

Já na segunda-feira Mano Menezes deve começar o seu trabalho na CBF, se apresentando e convocando para o amistoso do dia 10 de agosto contra os Estados Unidos.

O que fica, para acabar de Dunga? Nada. Mano terá de começar do nada, pois Dunga não deixou uma jóia, um legado para o futuro. Confio nele e espero que vá bem. Só tem de ir firme, pois ele é Mano.

Por: Felipe Saturnino

23/07/2010

E agora CBF?

E agora CBF? O que fazer nessas horas quando se leva um não.

De manhã, conversa boa, e tudo indicava que Muricy Ramalho, vitorioso treinador, seria o novo comandante da Canarinho.
Pouco tempo após a mídia saber que Muricy estava conversando com Teixeira – Presidente da CBF – e Rodrigo Paiva, – assessor de imprensa da CBF – jornais, blogs etc. já davam Muricy como certo no cargo de técnico da Seleção Brasileira. Tudo ótimo. Técnico tri-campeão brasileiro no São Paulo, era com certeza uma das escolhas mais seguras.
Após determinado tempo de ser confirmado o nosso novo treinador, esquecemos que Muricy tinha de avisar seu patrão no Flu, o presidente do Tricolor Carioca. Foi quando veio a notícia de que o Fluminense não o liberaria. Muricy tinha que dizer não ao sonho de muitos técnicos de futebol.
Outra coisa é que, Muricy também não teria concordado com o fato de não ter ouvido algo concreto de chance para dirigir o Brasil na Copa do Mundo de 2014.

E agora Teixeira?
Alguns dizem que ele irá atrás de Muricy Ramalho, mesmo com essa resposta do Flu. Outros voltam a dizer que Mano é agora, prioridade e que ele é o foco da CBF.
Depois de vários pitacos horríveis, principalmente o meu, acho que, do jeito que é nossa Confederação de Futebol, pode pintar qualquer nome.
Já ouvi várias pessoas dizendo que um tá confirmado, e outro tá confirmado, e ninguém acerta. Só espero que eles não coloquem qualquer um no cargo de comandante da Seleção Brasileira, pois da última vez, colocamos um tal de Dunga. Por isso, muita conversa é necessária, e tudo tem de ficar bem esclarecido na proposta.

Vamos ver no que dá…
Eu não me arrisco mais a pitacar, pois nem ao menos eu tenho um polvo Paul para me auxiliar…..

Não acho que a CBF insistirá, acho que partirá pra outra, mas do jeito que ela é…

Por: Felipe Saturnino

21/07/2010

Rapidinha

Coloco aqui que o novo técnico da Seleção Brasileira deve ser sim, Mano Menezes. Não é um palpite apenas, é certeza.

20/07/2010

Não esquecemos da Seleção…

Caro leitor, a CBF divulgou que o nosso comandante será decidido no máximo, até domingo.

Depois de vários nomes citados, agora quem ganha força é Mano Menezes.

Mano vem fazendo uma ótima campanha no Brasileiro, e é mesmo um bom técnico. Mas será que vai dar certo? Vamos analisar.

Mano Menezes tem apenas 48 anos e realmente, só dirigiu dois times de grande expressão, – Grêmio e Corinthians – mas já provou ser muito bom. Conseguiu vários títulos, talvez o mais importante deles o ano passado na Copa do Brasil com o Corinthians.

Certo, parece ser mesmo bom. Mas não é muito cedo. Quero dizer que esse nosso próximo técnico ficará até as Olimpíadas de 2016. Fazem pouco mais de 2 semanas que nossa seleção dava adeus ao hexa na África do Sul. São 18 dias. Eu não acho muito.
A CBF tem de conversar mais com seu treinador, tem que ver o que ele tem de melhor, sua forma de treinar. Não deixar um louco fazer isso, como da última vez. Tem que pensar com calma.
E mais, tem de haver uma conversa em relação a imprensa. Todos sabem que há vezes que eles podem fazer perguntas desagradáveis, mas tem gente que é mesmo um pouco ignorante. E eu espero que seja alguém que não xingue uma simples pessoa que apenas realiza seu trabalho. Tinha que ter dito isso ao Dunga.
6 anos é muita coisa pessoal. E além do mais, o nosso novo técnico vai ter que suportar uma pressão gigantesca na Copa do Mundo e ainda nas Olimpíadas.
RENOVAÇÃO é a moda, pessoal. Mas tem que ter cabeça, e muita calma.
Conversar muito, conhecer quem treina sua equipe é fundamental para o sucesso. Não chame qualquer um.
RENOVAR com cabeça. Mano é um ótimo técnico, e temos outros bons técnicos. Mano é muito bom mesmo. Ele tem meu voto. Leonardo é outro bom nome, mas não sei quanto ao termo técnico. Pense: no Milan ele terminou o Italiano em 3º lugar, 10 pontos atrás da Roma, com 80 pontos. Classificou ao menos para a Champions League. Na mesma Champions League, foi eliminado nas oitavas-de-final contra o Manchester Utd., tomando uma sapatada de 4 a 0 em Old Trafford. Era apenas seu 1º ano como treinador, porém pode ser ligeiramente arriscado.
Felipão assinou com o Palmeiras, e dificilmente vai, pelo menos para mim.
Luxemburgo, bem, já teve sua chance, mas é bom também.
Muricy é bom, mas é outro nome bom, no meio de outros vários nomes bons. Pois são várias opções. Pegue um sabor, e o saboreie. Tenha calma, não precisa de pressa. Pressa pra que? Calma.

Por: Felipe Saturnino

20/07/2010

9ª rodada do Brasileirão consagra dois técnicos e palpites para a décima rodada

Consagrar pode ser um termo muito forte, mas é quase isso.
Os times de Corinthians e Fluminense são dirigidos pelos dois, talvez, melhores técnicos brasileiros no momento.

Muricy Ramalho já é conhecido, por ter sido tri-campeão brasileiro no Sampa nos anos de 2006, 2007 e 2008. Era constantemente cobrado pelo fato de seu time não render tudo o que rendia no Nacional na Libertadores. Mesmo assim, era muito eficiente, e quando o time parecia ficar em um lugar desconfortável, fazia a equipe renascer vencendo jogos importantes. Seus times não jogavam o futebol bonito, mas muito eficiente e competitivo. Essa era a mentalidade Muricy Ramalho.
Nesse Nacional de 2010, seu trabalho no Flu já dá resultados, e o time carioca já está em 2º lugar no Brasileiro. E ainda sua defesa é a 2ª menos vazada do campeonato. Esse é Muricy.
Mano Menezes é um jovem técnico de apenas 48 anos. É outro que forma ótimos times, consistentes que jogam um bom futebol. Não chegou a ponto de ganhar três Nacionais consecutivamente, mas é muito bom. Passou realmente, por dois times de grande expressão: um é o que ele está hoje – Corinthians – e outro foi o Grêmio, onde ele faturou o Nacional da Série B (em 2005), levando o bi-gaúcho em 2006 e 2007. Outra observação sobre Mano é seu aproveitamento: no Tricolor gaúcho ele chegava quase a 60%, e no Corinthians ultrapassa esses 60%. É muito eficiente. O Corinthians é o líder do Brasileirão e muito favorito a levar o título.
O que acontece é o seguinte: cogita-se muito agora, o nome de Mano Menezes na Seleção Brasileira, e talvez, se ele aceite o cargo, o Corinthians terá o mesmo rendimento? É inquestionável que tem um bom elenco, mas ele fará falta? Mano Menezes é tão fundamental no time do Parque São Jorge? Pelos números, ao menos ele parece.

Bem, depois desse post farei outro sobre a Seleção Brasileira, já que o nosso técnico sai antes do domingo. Lá deixarei meu voto, e haverá uma enquete sobre o nosso novo comandante. Mas isso é assunto pra depois.

Vamos aos palpites dos jogos da 9ª rodada:

Corinthians 1 x 0 Atlético-MG – acertei o palpite

Internacional 2 x 1 Ceará – acertei o palpite

Atlético-GO x Flamengo – acertei o palpite

Avaí 4 x 2 Palmeiras – errei o palpite

Botafogo 1 x 1 Guarani – errei o palpite

Cruzeiro 1 x 0 Goiás – acertei o palpite

Prudente 2 x 0 Grêmio – errei o palpite

Santos 0 x 1 Fluminense – errei o palpite

Vamos esclarecer certas coisas aqui: o Grêmio, time de que eu esperava mais coisas, não está indo nada bem no Campeonato. O Prudente provou ser um bom time. Ainda mais em casa, aonde o time disputou doze pontos, e levou dez: três vitórias e um empate.
Fluminense e Corinthians vão se consolidando no G-4, nos comandos de Muricy e Mano respectivamente. São até agora, os dois mais fortes times do campeonato, com Ceará e Flamengo em suas costas.
O Cruzeiro vai voltando bem após o desastre da Libertadores. O Santos depois de um bom primeiro semestre não conseguiu uma única vitória.
O Flamengo é outro carioca muito bem no Brasileiro. Parece uma equipe forte e consistente, com um bom goleiro, Lomba, é claro!
O São Paulo não voltou bem, após um ótimo período pré-Copa do Mundo. Já são duas derrotas em dois jogos, mas tem tempo para recuperação. Aliás, se quiser seguir vivo na Libertadores, o Sampa tem que jogar bem mais, já que tem um bom Internacional pela frente.
O Vitória, não podemos esquecer conseguiu dois resultados importantes: um empate no RS contra o Grêmio e a vitória contra o Tricolor Paulista. Vitória sobre dois tricolores. É um dos finalistas da Copa do Brasil e enfrenta o Santos no dia 28. Tá chegando.
E o Palmeiras? Bem, Felipão chegou agora. Tem um bom nome, se me entendem…

Jogos do sábado:
Vasco 3 x 1 Atlético-PR
Vitória 3 x 2 São Paulo

MELHOR JOGO DA RODADA: dou esse selo ao jogo Santos e Fluminense. O Santos pressionou a maior parte do jogo, e quando deu uma brecha, Alan garantiu a vitória para os cariocas comandados e cada dia mais parecidos com Muricy. Eles tiveram uma chance e aproveitaram. São muito técnicos. Muito mesmo.
MELHORES TIMES DA RODADA: Corinthians, Fluminense e Flamengo

Palpites para a décima rodada:
Quarta-feira
São Paulo x Prudente – 19h30 – Morumbi – Palpite: São Paulo
Atlético-MG x Internacional – 19h30 – Arena do Jacaré – Palpite: Internacional
Vitória x Goiás – 19h30 – Barradão – Palpite: Vitória
Flamengo x Avaí – 21h00 – Maracanã – Palpite: Flamengo
Grêmio x Vasco – 21h50 – Olímpico – Palpite: Vasco
Atlético-GO x Corinthians – 21h50 – Serra Dourada – Palpite: Corinthians
Atlético-PR x Santos – Arena da Baixada – Palpite: Santos
Quinta-feira
Palmeiras x Botafogo – 21h00 – Pacaembu – Palpite: Palmeiras
Fluminense x Cruzeiro – 21h00 – Maracanã – Palpite: Fluminense
Guarani x Ceará – 21h00 – Brinco de Ouro – Palpite: Ceará

JOGO DA RODADA: rotulo o jogo entre Fluminense e Cruzeiro, no Maraca.

Por: Felipe Saturnino

18/07/2010

Corinthians (2) vs Palestra (1)

Prrrrii!
– Aí, Heitor!
A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
– Aaaah!
Miquelina cravava as unhas no braço gordo da Iolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mi1 pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
Delírio futebolístico no Parque Antártica.
Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorcionavam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
– Neco! Neco!
Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
– Gooool! Gooool!
Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
Aleguá-guá-guá! Aleguá-guá-guá! Hurra! Hurra! Corinthians!
Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
– Go-o-o-o-o-o-ol!
Miquelina fechou os olhos de ódio.
– Corinthians! Corinthians!
Tapou os ouvidos.
– Já me estou deixando ficar com raiva!
A exaltação decresceu como um trovão.
– O Rocco é que está garantindo o Palestra. Aí, Rocco! Quebra eles sem dó!
A Iolanda achou graça. Deu risada.
– Você está ficando maluca, Miquelina. Puxa! Que bruta paixão!
Era mesmo. Gostava do Rocco, pronto. Deu o fora no Biagio (o jovem e esperançoso esportista Biagio Panaiocchi, diligente auxiliar da firma desta praça G. Gasparoni & Filhos e denodado meia-direita do S. C. Corinthians Paulista, campeão do Centenário) só por causa dele.
– Juiz ladrão, indecente! Larga o apito. Gatuno!
Na Sociedade Beneficente e Recreativa do Bexiga toda a gente sabia de sua história com o Biagio. Só porque ele era freqüentador dos bailes dominicais da Sociedade não pôs mais os pés lá. E passou a torcer para O Palestra. E começou a namorar o Rocco.
– O Palestra não dá pro pulo!
– Fecha essa latrina, seu burro!
Miquelina ergueu-se na ponta dos pés. Ergueu os braços. Ergueu a voz:
– Centra, Matias! Centra, Matias!
Matias centrou. A assistência silenciou. Imparato emendou. A assistência berrou.
– Palestra! Palestra! Aleguá-guá! Palestra Aleguá! Aleguá!
O italianinho sem dentes com um soco furou a palheta Ramenzoni de contentamento.
Miquelina nem podia falar. E o menino de ligas saiu de seu lugar. todo ofegante, todo vermelho, todo triunfante, e foi dizer para os primos corinthianos na última fileira da arquibancada:
– Conheceram, seus canjas?
O campo ficou vazio.
– Ó… lh’a gasosa!
Moças comiam amendoim torrado sentadas nas capotas dos automóveis. A sombra avançava no gramado maltratado. Mulatas de vestidos azuis ganham beliscões. E riam. Torcedores discutiam com gestos.
– Ó… lh’a gasosa!
Um aeroplano passeou sobre o campo.
Miquelina mandou pelo irmão um recado ao Rocco.
– Diga pra ele quebrar o Biagio que é o perigo do Corinthians.
Filipino mergulhou na multidão.
Palmas saudaram os jogadores de cabelos molhados.
Prrrrii!
– O Rocco disse pra você ficar sossegada.
Amilcar deu uma cabeçada. A bola foi bater em Tedesco que saiu correndo com ela. E a linha toda avançou.
– Costura, macacada.
Mas o juiz marcou um impedimento.
– Vendido! Bandido! Assassino!
Turumbamba na arquibancada. O refle do sargento subiu a escada.
– Não pode! Põe pra fora! Não pode!
Turumbamba na geral. A cavalaria movimentou-se.
Miquelina teve medo. O sargento prendeu o palestrino. Miquelina protestou baixinho:
– Nem torcer a gente pode mais! Nunca vi!
– Quantos minutos ainda?
– Oito.
Biagio alcançou a bola. Aí, Biagio! Foi levando, foi levando. Assim, Biagio!
Driblou um. Isso! Fugiu de outro. Isso! Avançava para a vitória. Salame nele, Biagio! Arremeteu. Chute agora! Parou. Disparou. Parou. Aí! Reparou. Hesitou. Biagio Biagio! Calculou. Agora! Preparou-se. Olha o Rocco! É agora. Aí! Olha o Rocco! Caiu.
– CA-VA-LO!
Prrrrii!
– Pênalti!
Miquelina pôs a mão no coração. Depois fechou os olhos. Depois perguntou:
– Quem é que vai bater, Iolanda?
– O Biagio mesmo.
– Desgraçado.
O medo fez silêncio.
Prrrrii!
Pan!
– Go-o-o-o-ol! Corinthians!
– Quantos minutos ainda?
Pri-pri-pri!
– Acabou, Nossa Senhora!
Acabou.
As árvores da geral derrubaram gente.
– Abr’a porteira! Rá! Fech’a porteira! Prá!
O entusiasmo invadiu o campo e levantou o Biagio nos braços.
– Solt’o rojão! Fiu! Rebent’a bomba! Pum! CORINTHIANS!
O ruído dos automóveis festejava a vitória. O campo foi-se esvaziando como um tanque. Miquelina murchou dentro de sua tristeza.
– Que é – que é? É jacaré? Não é!
Miquelina nem sentia os empurrões.
– Que é – que é? É tubarão? Não é!
Miquelina não sentia nada.
– Então que é? CORINTHIANS!
Miquelina não vivia.
Na Avenida Água Branca os bondes formando cordão esperavam campainhando o zé-pereira.
– Aqui, Miquelina.
Os três espremeram-se no banco onde já havia três. E gente no estribo. E gente na coberta. E gente nas plataformas. E gente do lado da entrevia.
A alegria dos vitoriosos demandou a cidade. Berrando, assobiando e cantando. O mulato com a mão no guindaste é quem puxava a ladainha:
– O Palestra levou na testa!
E o pessoal entoava:
– Ora pro nobis!
Ao lado de Miquelina o gordo de lenço no pescoço desabafou:
– Tudo culpa daquela besta do Rocco!
Ouviu, não é Miquelina? Você ouviu?
– Não liga pra esses trouxas, Miquelina.
Como não liga?
– O Palestra levou na testa!
Cretinos.
– Ora pro nobis!
Só a tiro.
– Diga uma cousa, Iolanda. Você vai hoje na Sociedade?
– Vou com o meu irmão.
– Então passa por casa que eu também vou.
– Não!
– Que bruta admiração! Por que não?
– E o Biagio?
– Não é de sua conta.
Os pingentes mexiam com as moças de braço dado nas calçadas.

Conto do livro “Brás, Bexiga e Barra Funda”, da obra de Alcântara Machado.