Alemanha x Espanha

Em duelo de europeus válido pela semi-final da Copa do Mundo de 2010, Alemanha e Espanha se enfrentam, reeditando a final da Euro 2008. Naquela ocasião, os espanhóis venceram por 1 a 0, com gol de El Niño Torres.
Conheça as armas e as formas de jogo dessas duas equipes que, derrotando ótimas equipes durante a fase mata-mata da Copa do Mundo, são favoritíssimas a ganhar o torneio.

A Alemanha de Joachim Löw é uma equipe que mudou, sem o meia Ballack e hoje, pelo menos para mim, é a melhor seleção do mundo.
Sem Ballack, Löw foi forçado a mudar a forma de jogar de sua seleção, a tornando mais ofensiva, com três atacantes – Müller, Podolski e Klose – e com ótima saída de bola, com bons volantes e um meia de criação jovem – Özil, de 21 anos. A defesa também é segura, com Friedrich e Mertesacker – dois bons zagueiros, que nas jogadas aéreas raramente falham – o capitão Phillip Lahm – lateral-direito que oferece apoio e tem grande capacidade de marcação – e na esquerda o destro Jermoe Boateng, que substitui Badstuber, que foi mal no jogo contra a Sérvia.
O que ocorre é o seguinte: amanhã, Thomas Müller não jogará pois está suspenso, então resta saber quem jogará. Muitos falam que será Cacau, e com isso, Löw não perderia a quantidade de atacantes, porém Cacau não é igual a Müller; haverá perda de velocidade e Cacau no Sttutgart atua com centroavante, e deverá encostar mais em Klose.

Suas armas: Sem Müller, a equipe alemã terá Özil como seu grande armador ao lado de Schweinsteiger – outro grande jogador alemão – e não podemos esquecer do artilheiro Miroslav Klose, que amanhã pode se tornar o maior goleador da história das Copas do Mundo

Sua forma de jogar: 4-3-3 deve permanecer, mesmo sem Müller. A equipe alemã terá Podolski aberto pela esquerda, Özil sendo centralizado e Cacau deve encostar mais em Klose. A defesa consistente e segura não deve ter mudanças baseada em dois zagueiros – Friedrich e Mertesacker – na direita Lahm, lateral que sabe apoiar porém marca eficientemente e Boateng na esquerda que não sobe para o ataque então ajuda mais defensivamente.

Sem dúvidas, Klose é uma das armas para a Alemanha


Agora é a Fúria de quem iremos falar. Uma equipe que preza o toque de bola e valoriza a posse da bola. Porém é uma equipe, pelo menos hoje para mim, dependente de David Villa. Tanto que dos 6 gols da Espanha na Copa do Mundo 5 foram do Villa. O que acontece é que El Niño Torres não está em uma fase boa. Na verdade, está numa fase péssima. Além de não ter deixado sua marca no Mundial da África do Sul, Torres não tem feito bons jogos na equipe espanhola. Opções para substituí-lo não faltam: Pedro, Llorente, Silva…

Suas armas: Atualmente, Villa é o jogador em destaque da Fúria, que é um dos artilheiros da Copa do Mundo, porém há outros grandes jogadores em seu time. Um exemplo é o meia Iniesta, que também não mostrou toda sua maestria nos campos da África do Sul

Arma espanhola, Villa é um dos artilheiros da Copa com 5 gols


Sua forma de jogar: A Espanha joga em um 4-4-2, em que Villa fica aberto pela esquerda e Torres (se jogar) fica mais centralizado, porém abre o jogo pelas pontas; Iniesta é o meia que articula as jogadas ao lado de Xavi, enquanto Busquets é o primeiro homem de marcação e Xabi Alonso é segundo volante que aparece mais no ataque. A defesa tem uma dupla muito boa – Piqué e Puyol – e nas laterais, a Espanha possui Sergio Ramos – lateral que apóia muito, porém seus cruzamento muitas vezes não são dos “melhores”, e é zagueiro de origem – e na esquerda possui Joan Capdevila, lateral do Villareal, que não aparece muitas vezes no ataque e fica mais para cobrir o espaço deixado por Villa, e também coberto por Xabi Alonso.

Löw (à esquerda) terá confronto decisivo contra Bosque (à direita)


O meu palpite para o jogo: Alemanha

Ficha da partida: Alemanha x Espanha – Durban no Moses Mabhida
Horário: 15h30

Árbitro : Viktor Kassai

Prováveis escalações :

Alemanha – Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng; Khedira, Schweinsteiger, Özil; Podolski,Cacau e Klose. Técnico: Joachim Löw

Espanha – Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Iniesta; Villa e Torres. Técnico: Vicente Del Bosque

Por: Felipe Saturnino

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