Holanda 3 x 2 Uruguai: só garra não basta

Jogo emocionante até o último minuto.

No jogo desta terça-feira, no Green Point na Cidade do Cabo, a Holanda se classificou para a sua 3ª final de Copa do Mundo.

No primeiro tempo de partida, jogo complicado, sem muitas chances; o Uruguai marcava bem, fazia uma linha de 4 jogadores, barrando o avanço holandês, nos primeiros 15, 20 minutos de jogo. O meia articulador da Laranja, Sneijder, não tinha tanto espaço e não aparecia no jogo.
Defesa uruguaia se fechava, porém o time ia a frente, ora com Cavani pela esquerda ou pela direita. Álvaro Pereira também dava o apoio pela esquerda, pois Cáceres cumpria uma função não-original na lateral-esquerda uruguaia.
A Holanda tentava achar o gol, e a equipe de Bert Van Marvwijk não fazia uma partida tão boa. Até que Gio Bronckhorst soltou uma pancada em diagonal, da ponta esquerda, e abriu o placar para a Holanda. Com um arremate, a Holanda abria a conta contra a Celeste uruguaia.
A Holanda era pouco superior, tentou uma vez após o gol, com Robben, mas na realidade ele nem ao menos chegou a chutar.
Até que aos 41 minutos da primeira etapa, o craque uruguaio Forlán empatou a partida. Redenção?

Forlán empata a partida com um chutaço de esquerda


Outro arremate, outro gol. O chute de Forlán foi com curva, e confundiu o goleiro holandês, Stekelenburg.
No segundo tempo vimos muitos erros de passe e a Laranja ia fazendo o jogo ruim. O Uruguai, se tivesse feito uma alteração ofensiva naquele momento ruim da Laranja no jogo, poderia ter ganho a parada.
Até que aos 25 da etapa complementar, apareceu Sneijder, que na primeira etapa não teve espaços. Ele arrumou pro meio e chutou. A bola não chegou a bater em Van Persie, mas claramente ele participa da jogada dificultando a vida do goleiro Muslera. Foi impedimento não-marcado. 2 a 1 para a Laranja.
Agora, o rumo era outro. Logicamente a Holanda ia tocar bola pra cá, pra lá, pra cá…
Três minutos depois, a bola chegou em Kuyt na esquerda que cruzou na cabeça do carequinha Robben, e o resultado era três a um para os laranjas. Na torcida, um carnaval holandês e a tristeza uruguaia.
Houveram mais chances para a Holanda, como a de Robben – que enfeitou demais e deu um toquinho embaixo da bola na cara de Muslera, o que o ajudou – o que faria o jogo virar goleada.
A Holanda parecia contente com o placar. Óbvio. Classificação para uma final de Copa do Mundo.
Até que aos 47 do segundo tempo, o heróico Uruguai da partida anterior parecia renascer. Após uma sobra de bola, chute de Maxi Pereira. Será?
Mas a Holanda não queria isso. Apenas um minuto para o fim. Era muita garra e pouco tempo. Não dava.

Robben comemora com técnico holandês: terceira final após 32 anos


Fim de jogo e prevalecia um time que, com um pouco mais de eficiência, conseguiu atingir uma final de Copa do Mundo. Não dá shows como em 1974, mas é um time que é muito bom. Eliminou Brasil e Uruguai. Dois campeões do mundo. Para o Uruguai? A equipe é boa sim. Não é ruim. Só que faltou outra coisa, mais talento, garra apenas não basta.

Ao final do jogo, Lugano que não jogou, reclama com a arbitragem


Talvez, sentiu-se a falta de Suárez. Forlán fez um gol, cobrou uma falta perigosa e fez um ótimo Mundial até o momento e é o craque do time uruguaio, mas faltou mais um desse.

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Ficha do jogo: Holanda 3 x 2 Uruguai
Gols: Van Bronckhorst, aos 18; Forlán, aos 41 do primeiro tempo. Sneijder, aos 25; Robben, aos 28, Maxi Pereira, aos 47 do segundo.
Cartões amarelos: Maxi Pereira, Caceres (Uruguai), Sneijder, Boulahrouz (Holanda).
Local: Green Point na Cidade do Cabo – Horário: 15h30 – Data: 06/07
Árbitro: Ravsham Irmatov (Uzbequistão) – Assistentes: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Cazaquistão) – Público: 62.479
Holanda: Stekelenburg, Boulahrouz, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Zeeuw (Van Der Vaart), Sneijder; Kuyt, Robben (Elia) e Van Persie. Técnico: Bert Van Marvwijk
Uruguai: Muslera, Maxi Pereira, Godín, Victorino e Caceres; Gargano, Arevalo, Pérez e Álvaro Pereira (Loco Abreu); Forlán (Fernández) e Cavani. Técnico: Oscar Tabárez

Homem do jogo FIFA: Wesley Sneijder
Meu homem do jogo: Wesley Sneijder

Por: Felipe Saturnino

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