Alemanha 0 x 1 Espanha: vitória com cabeça

Em um jogo que a Espanha mostrou tudo o que sabe sobre futebol, e a Alemanha fez um jogo atípico, – pelo menos em relação a esse Mundial – o time de Vicente Del Bosque alcançou a sua 1ª final de uma Copa do Mundo na história dos Mundiais.

No primeiro tempo, a Espanha já era superior, tocava bem a bola e queria mais jogo, enquanto a equipe dirigida por Joachim Löw não tinha as mesmas ambições. A Alemanha parecia querer jogar apenas no contra-ataque.
O time de Löw fazia uma linha de 4 defensores, sendo que Lahm era o lateral-direito que mais avançava e Boateng na esquerda, tinha Sergio Ramos para marcar e Pedro encostava também naquele lado do campo.
No meio, Schweinsteiger não fazia boa partida – errava passes e era marcado – e Khedira também não. A equipe ainda tinha Trochowski na direita que chutou uma bola perigosa no gol de Casillas e na esquerda como sempre Podolski – que também ajudava Boateng na marcação de Sergio Ramos – subindo ao ataque frenquentemente – e na de Pedro; Özil atuava centralizado e era o jogador que mais encostava em Klose.
A Espanha tinha além de seus dois laterais abertos – porém Capdevila subia bem menos do que Ramos – Busquets protegendo a defesa e Xabi Alonso o segubdo volante mais a frente; Iniesta jogava na esquerda e parecia pela direita haviam vezes, e Xavi jogava mais centralizado, com Pedro pela direita – dando trabalho para Boateng e Podolski – e Villa mais a frente fazendo o papel de Torres, no banco.
Na primeira etapa a Espanha levou perigo em uma cabeçada de Puyol e a Alemanha teve um chute de Trochowski.
Na etapa complementar, a Alemanha parecia voltar com a mesma estratégia: esperar por espaços para armar seu contra-ataque mortal.
O que acontece é lógico: se você não tem a bola, não tem o contra-ataque; a Espanha permanecia com a bola nos pés, e tocava livremente, virava o jogo, chutava, se a bola voltasse era da Espanha e no momento, era óbvio que o gol espanhol era apenas questão de tempo. Frequentes subidas de Pedro e Ramos na direita traziam pesadelos para Boateng, enquanto na esquerda Iniesta partia pra cima de Lahm. Villa não aparecia muito pois não atuava na sua posição original, e na marcação a Espanha ia bem também: Busquets não errava um passe se quer e protegia muito bem a sua defesa.
De tanto insistir por terra, o gol do caminho para a final foi de cabeça: Puyol subiu alto, alto mesmo, para cabecear pro gol de Neuer e era 1 a 0 Espanha. O time espanhol jogava muito bem, tocando a bola e mereceu o gol.

Puyol sobe muito e chuta com sua cabeça: 1ª final da Espanha em Copas


Vendo o resultado desfavorável, e com apenas uma substituição que podia ser usada – pois Löw já trocara Boateng por Jansen e Trochowski por Kroos – o técnico alemão resolveu colocar Mario Gomez e tirar Khedira. Será que dava?
Parecia que não. Pedro pôde perder uma chance, foi fominha demais, não deu o passe a Torres que tinha entrado a pouco tempo, – o que mataria o jogo – dando uma chance a equipe alemã. Porém a Alemanha não conseguiu nada após essa chance perdida de Pedro. Era um time que jogava um futebol de alto nível contra uma equipe que não soube jogar como estava jogando anteriormente, e precisava jogar do jeito que jogava. A Espanha consagrou o toque de bola nessa partida, tocando passes rapidamente e sendo muito ofensiva em seus ataques. A Alemanha? Esperava mais da equipe alemã. Löw deve ter falado para os jogadores: ”Podemos ganhar na hora em que bem entendermos. Ganhamos da Inglaterra e da Argentina de 4. A Espanha, bem, podemos também.”

Löw errou ao optar por esperar pelo contra-ataque; resultado: derrota


Klose? Não apareceu. Deve ter chutado umas três bolas, mas todas sem perigo. A bola não chegou também. Özil não conseguiu render o que estava rendendo ao decorrer das partidas. Trochowski deu um chute perigoso e só. Subiu algumas vezes ao ataque mas nada que levasse perigo. Schweins? Nada. Marcado e errando passes, não fez boa partida. Foi o dia da Espanha. Dia histórico.
Fim de partida: jogadores da Espanha comemoram
Ficha do jogo: Alemanha 0 x 1 Espanha
Gol: Puyol, aos 27 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Nenhum.
Local: Moses Mabhida em Durban – Horário: 15h30 – Data: 07/07
Árbitro: Viktor Kassai (Húngria) – Assistentes: Gabor Eros (Húngria) e Tibor Vamos (Húngria) – Público: 60.960
Alemanha: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gómez), Schweinsteiger, Podolski, Özil e Trochowski (Kroos); Klose. Técnico: Joachim Löw
Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso, Xavi; Iniesta, Pedro e Villa. Técnico: Vicente Del Bosque.

Homem do jogo FIFA: Xavi
Meu homem do jogo: Busquets

Por: Felipe Saturnino

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