Holanda 0 x 1 Espanha: 120 minutos para o 1º título mundial

Final de Copa do Mundo é coisa séria. Muito séria.

Nesta tarde 11 de junho de 2010, vemos algo novo para a Copa do Mundo. Um novo campeão entra para a lista que antes era de 7 seleções e hoje, é de 8 equipes.

A Espanha, no começo da partida pressionava a equipe holandesa. Todos sabem que Heitinga e Mathijsen se atrapalham com qualquer pressãozinha, e com isso, Van Bommel e De Jong tinham que voltar para buscar o jogo. Mas também haviam chutões holandeses.
Enquanto isso, a Holanda não apertava tanto a equipe espanhola, que tinha certa liberdade. Mesmo sem tanta pressão, a equipe se atrapalhou e Kuyt teve a chance para a Holanda abrir o placar, mas chutou mal para o gol de Casillas.
Uma falta na direita e Ramos cabeceia para a defesa de Stekelenburg, e na volta Piqué tenta mas não consegue chutar pra o gol. Era um começo bom para a Fúria. Cruzamento de Xabi Alonso e Villa chutou. Pela rede do lado de fora. 0 a 0. Espanha mais no jogo.
A partir dos 15 minutos, a Espanha deu maior liberdade para sair jogando à Holanda que ainda não tinha chegado com perigo ao gol de Iker. Liberdade era o que os holandeses queriam.
Robben não dava tanto trabalho a Capdevila. Caía demais até então. Só que uma jogada em que ele passou por três mostrou que ele queria jogo.
Escanteio batido pelo próprio Robben, e a jogada holandesa que podia ter gerado mais perigo. Van Bommel deu para Mathijsen que engrossou de vez. Bola murcha Mathijsen!
A Espanha não estava tão bem quanto estava no começo. Eram lançamento para Villa no começo, e agora a equipe se desesperava um pouco, parecia não querer a bola como antes. A Holanda gostava do jogo. No fim da primeira etapa, Robben arriscou e quase tirou o placar oxo no Soccer City.
Segundo tempo começava em Joanesburgo. Será que 45 minutos seriam suficientes para definir o novo campeão mundial?
É. Erros de passe. Mas o jogo estava aberto.
A Espanha tinha chances pelo alto com Ramos, enquanto a Holanda tinha uma chance com Robben, que quase fez o dele. Em passe de Sneijder para o atacante holandês, Casillas salvou os espanhóis. Ninguém queria ser campeão mundial.
Depois, Robben ganhou na corrida com dois espanhóis, levou a bola, mas Casillas salvou de novo. Chances contam demais nessas horas. E foram desperdiçadas.
Um time iria ganhar a Copa. Mas com tantas chances perdidas, parecia que ninguém queria ganhar.
Fim de 90 minutos. Após chances perdidas, pressão, ambos os times estavam exaustos.
No primeiro tempo a Espanha marcava a saída de bola holandesa, com 4 jogadores, e após 15 minutos isso parou de ocorrer. A Holanda apertou um pouco, na segunda metade da primeira etapa, e nada de gol.
Segundo tempo, a Holanda tentou e teve duas chances. A Espanha teve chances também. Os times tinham liberdade, e não conseguiram.
É prorrogação.
Chances desperdiçadas também. Fabregas que entrou no final do segundo tempo perdeu uma chance preciosa para entrar na história do futebol espanhol. Recebeu passe de Ini, e chutou no pé de Stekelenburg. Depois, Casillas saiu mal e Mathijsen quase botou pra dentro. Quase…
É…jogo complicado, final de Copa do Mundo. Van Bronckhorst, o “senhor” da partida, de 35 anos já tinha ido embora para a entrada de Braafheid. Por lá ia Sergio Ramos, que exercia bom apoio. Era o adeus de Gio para os jogos de Copa do Mundo. Muito bom jogador esse lateral-esquerdo era.
É. Quando alguns pensavam em penalidades, Fabregas deu passe a Iniesta, que chutou cruzado e deu um lugar ao novo G-8 do futebol Mundial. España, España, España…

Iniesta: gol histórico para a Espanha


Chances perdidas de Navas, Villa, Ramos e do próprio Iniesta não fizeram falta. As duas de Robben fizeram muita falta a Laranja de Marvwijk.
Gol histórico, que deu o selo à nova potência do futebol. Agora, além de Brasil (campeão em 1958, 1962 ,1970, 1994 e 2002), Itália (campeã em 1934, 1938, 1982 e 2006), Alemanha (campeã em 1954, 1974 e 1990), Argentina (campeã em 1978 e 1986), Uruguai (campeão em 1930 e 1950), Inglaterra (vencedora em 1966), França (venceu em 1998), temos a Espanha, ganhadora do Mundial hoje, na África do Sul.
Foi merecido.

Taça na mão: Espanha entra no grupo das oito seleções que ganharam o Mundial


Ficha do jogo: Holanda 0 x 1 Espanha
Gol: Iniesta, aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (Holanda); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi (Espanha).
Cartão vermelho: Heitinga (Holanda).
Local: Soccer City em Joanesburgo – Horário: 15h30 – Data: 11/07
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra) – Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING) – Público: 84.490
Holanda: Stekelenburg, Van Der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van Der Vaart) e Sneijder; Kuyt (Elia), Robben e Van Persie. Técnico: Bert Vam Marvwijk.
Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (Jesus Navas). Técnico: Vicente Del Bosque.

Ao final do jogo, capitão Casillas comemora


Sem dúvidas, o homem da partida foi Iniesta. Simplesmente, ele fez o gol do título mundial da Espanha.

Campeão em grama inglesa, Rafa Nadal foi a África do Sul para ver a Fúria campeã


Uma observação rápida: essa final de Mundial foi a mais faltosa das história. Pela quantidade de cartões amarelos, você pode reparar.

Por: Felipe Saturnino

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