Santos vence Tricolor que vê sinal de alerta

O São Paulo de novo, perdeu. É a terceira vez em quatro jogos.
O pior nem ao menos é isso. A equipe são-paulina já na quarta-feira encara um embaladíssimo Internacional, que vem de 4 vitórias em 4 jogos no período pós-Copa.

A equipe de Gomes vinha modificada. Naturalmente, pelo fato de disputar a Libertadores na quarta-feira. A defesa ainda tinha RC, porém com o contratado Samuel e o jogador da base Diogo. Eles atuaram como zagueiro e lateral-esquerdo respectivamente. Renato Silva “tentava” dar apoio como lateral pela direita, e Xandão fazia sua tradicional posição de zagueiro, e como sempre, com eficiência. No meio-de-campo atuavam Richarlyson e o jovem da base Casemiro – como dois volantes – e Cléber Santana com Jorge Wágner atuando como meias de aproximação. Na frente, Fernandinho e Marcelinho Paraíba jogavam. O Santos tinha Rafael, Maranhão, Edu Dracena, Durval e Alecsandro; Rodriguinho, Danilo, Marquinhos e Ganso; Neymar e Marcel.
No primeiro tempo, jogo sem graça. Não houveram muitas chances.
O São Paulo tinha Diogo jogando mal pela esquerda, Samuel fazendo ótima partida e Renato Silva, pela direita, tentando ser o que não podia. Quando o Sampa atacava, ele não avançava. Porém haviam vezes que ele tentava. Casemiro era o volante de contenção e Ricky era o segundo volante que tinha maior liberdade. Santana e Jorge Wágner teriam de armar as jogadas ao lado de Marcelinho Paraíba pelo meio-de-campo. Paraíba encostava mais em Fernandinho. O que tinha de ter, não tinha. Não havia. Só não tinha criatividade no meio-de-campo são-paulino. Eram passes errados e jogadas mal-feitas. Fernandinho fazia o de sempre, caindo pelo lado de Maranhão, o lateral-direito santista que avançava muito tentando dar apoio. Jorge Wágner constantemente jogava pela esquerda, sem muito perigo e objetivo. Cléber Santana parecia querer jogo. Pegava a bola, rodava, passava, recebia, devolvia… Até que o Santos começou a pressionar e ser mais objetivo que o São Paulo. Ganso levava trabalho com seus passes imprevísiveis e decisivos. A chance do Santos surgiu em uma falta, cobrada por Marquinhos, que foi defendida por RC. No rebote, mesmo impedido, Neymar chutou e RC fez uma defesa absolutamente sensacional, provando que seus reflexos não estão nada ruins.
Neymar, o craque não teve o seu dia. Caindo pelos lados e deixando Marcel como um jogador mais centralizado, ele não levou muito perigo ao gol de Rogério Ceni. Apenas em um lance, após um toque genial de Ganso de calcanhar, a jogador ocorreu e houve espaço para o arremate do garoto Neymar, mas sem sucesso. O Sampa voltou a dar um certo perigo após péssimo desempenho por uns 15 minutos no primeiro tempo, com dois chutes de fora da área: um de Richarlyson, rasteiro, em que Rafael teve de espalmar, e uma outra cassetada de Paraíba para outra defesa do goleiro santista. De resto, Fernandinho insistia em jogadas em que ele recebia de costas para seu marcador, girava e tentava algo. Mas não conseguiu nada. Jorge Wágner errava passes e Santana não conseguia fazer o que queria. O Sampa na primeira etapa não tinha sido realmente exigido, e teve dois chutes perigosos a seu favor. Primeiro tempo foi melhor para o time do Morumbi.
Na segunda etapa, veio o segundo tempo. E foi difícil. O Santos não conseguia fazer seu gol, mas era mais incisivo quando tinha a bola. Vinha pra cima, e não errava tanto como o São Paulo.
Após uma falta pela direita – não sei o que Renato Silva queria fazer na área – o “zagueiraço” do Tricolor fez um gol contra. Era o gol santista.
O que faltava para o Sampa? Criatividade. Um Ganso ajudaria muito, aliás, ele jogou bem.
O Santos também marcava bem, e o Sampa não. Dava espaço ao Santos, que poderia fazer o que quiser com a bola nos pés.
Faltava rapidez. Marlos?
Após as entradas de Washington, Hernanes e Marlos, o São Paulo não mudou absolutamente nada. Claro que houve uma chance, mas talvez tenha sido ocasional. Após cruzamento de uma falta na direita, “Washingol” cabeceou na trave e na volta da bola, após certa confusão na área, ele escorou novamente para outro lugar que não era o gol.

Então, esse foi o jogo.
Para mim, não é crise no São Paulo. Pelo menos por agora.
O time de Ricardo Gomes tem um jogo terrível contra o Internacional, em Porto Alegre, pela tão querida pelos são-paulinos, a Libertadores.
É sem dúvida, o jogo do ano para o Sampa. E se perder esses dois confrontos, acho difícil Gomes não dizer “tchau” ao Tricolor do Morumbi.

Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Rodriguinho, Danilo (Wesley), Marquinhos (Breitner) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Zé Eduardo) e Marcel. Técnico: Dorival Junior
Rogério Ceni; Renato Silva, Xandão, Samuel e Diogo; Casemiro, Richarlyson, Cléber Santana (Hernanes) e Jorge Wagner (Washington); Fernandinho e Marcelinho Paraíba (Marlos).
Técnico: Ricardo Gomes
Gols: Renato Silva (contra), aos 14min do 2º tempo
Cartões amarelos: Maranhão (Santos) e Diogo (São Paulo)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP). Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Marcio Luiz Augusto(SP). Renda e Público:
R$ 255.380,00 / 9.367 pagantes
Melhor do jogo para mim: PH Ganso

Por: Felipe Saturnino

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