São Paulo 2 x 1 Inter: 5ª queda consecutiva do Tricolor na Liberta

De novo, e de novo. Novamente, de novo e, por fim, mais uma vez. É assim que foram as 5 últimas Libertadores para o São Paulo. A equipe que não é mais de Gomes perdeu mais uma no torneio sul-americano.
O curioso é que essas 5 últimas derrotas vieram contra brasileiros. Cinco derrotas que assustarão os torcedores são-paulinos sempre que enfrentarem times brasileiros na Liberta. Não é fácil. Então vamos ao jogo em si. O que foi o jogo contra o Internacional?

Vamos lá. Para explicar o confronto como um todo temos de pegar a parte 1 do combate brasileiro: o jogo no Beira Rio.

Lá, o Sampa tinha de jogar o que não vinha jogando, para pelo menos mostrar ao seu torcedor o que podia fazer futuramente. Mas não foi que era pra ser. O Sampa se fechou, não conseguiu ao menos criar uma jogada que levasse perigo ao gol de Renan. O Inter empurrava o time de Gomes, e atacava muito, porém sem grande eficiência. Efetivamente, houve uma “grande chance”, que foi a cabeçada de Taison para o gol de Ceni. Na segunda etapa, o Inter levou mais perigo, com chutes mais perigosos de fora da área. Até que o predestinado Giuliano, em grande jogada, girou rapidamente e anotou o tento que deu a vitória ao Inter.

Em São Paulo o cenário teria de ser outro, se realmente o Sampa quisesse chegar a mais uma final de Libertadores. E o cenário parecia que ia mudar. Após a vitória no Brasileirão, o Tricolor do Morumbi tinha mudado.
No começo do jogo, porém, eram chutões pra frente, sem tanta criatividade. A jogada era normalmente um cruzamento pra área, e que tivesse alguém pra cabecear. Mas era um time que brigava, jogava com determinação. De tanto insistir, o tento veio. Após uma falha gravíssima de Renan, Alex Silva escorou pro fundo do gol colorado. 1 a 0. Aí parecia que iria ser diferente, a equipe brigava. Começava a ensaiar uma pressão em cima do Inter, que já tinha chutado duas vezes no gol de Ceni.
No entanto, a equipe do Inter sabia jogar. Saía tocando a bola, e não sentia tanto o Sampa. O prêmio pela calma surgiu em uma jogada engraçada, após um desviou que matou totalmente Ceni. Era o empate tão esperado para o Internacional. O ruim é que essa segurança durou apenas pouquíssimos minutos. Uns dois, ou menos ainda. Após sobra, a bola veio pra Souto que chutou em um estilo “seja o que Deus quiser” pra área. A bola chegou em Ricardo Oliveira, que de novo deu esperança ao São Paulo. 2 a 1.
“Ah, é agora então. A gente vai conseguir!” Era o pensamento do torcedor são-paulino. A equipe criava chances, e os ataques perigosos vinham. Assustavam o Inter. Pelo menos, pareciam. Só que o Internacional sabia jogar o jogo. Era frio. E sabia o que fazer. Quase fez o tento do empate, pois Tinga perdeu uma chance incrível após cruzamento de Sandro. Nisso era o adeus do Tricolor Paulista.
Era uma equipe que sabia jogar mesmo. Marcava bem o São Paulo, que começava a jogar na raça, após certos lances de perigo. Fernandão parecia funcionar bem como meia de armação. Dagoberto, bem, que eu me lembre não levou perigo pelo lado de Nei. Oliveira fazia algumas coisas pelo lado direito. Hernanes tentava, e fazia o que tinha de fazer, e o que sempre fez no Sampa. Era o volante que era totalmente diferenciado no meio-de-campo, que driblava, que dava um passe genial e decidia o jogo, pois era fora do normal. Levava perigo em chutes ao gol de Renan. Após lindo passe de Jean, – que jogou bem na posição – Hernanes recebeu, cruzou pra Fernandão que quase fez… Foi passando perigosa.
Foi isso, e se acabava de novo o sonho do tetra.
No agregado dos dois jogos, o Inter foi mesmo melhor. Sabia tocar a bola, foi mais frio e mais eficiente. Foi um time que soube o que fazer quando precisava, não que o Sampa não tenha feito isso. Talvez o grande erro do São Paulo tenha sido ver a equipe de um jeito estranho no primeiro jogo, que apostava na saída rápida de Marlos e Dagoberto pelos flancos, e que não funcionou, e que foi empurrada pelo Inter muito forte no ataque, e não fazer nada. Não tentar arriscar outra coisa. Tudo bem que funcionou contra o Cruzeiro, mas foi outra história no RS. Foi um time um pouco muito dependendo da proposta do jogo, que não teve nada de sólido. Nenhum contra-ataque. Não foi fácil. O Inter mereceu, e o Sampa ficou pelo menos entre os três melhores da América do Sul. Fica pelo menos uma boa imagem, reparem:

O São Paulo, ao longo de três anos, sempre está ali. Em 2008 caiu nas quartas, em 2009 também nas quartas e neste ano, nas semi. Sempre eficiente, pois sempre tem time bom pra chegar.
Para o Inter, uma boa imagem de chegar na final e de estar no Mundial de dezembro em Abu-Dhabi. Porém, antes tem a Liberta. Aí há uma maldição a ser quebrada. Todos os times que eliminaram o Sampa em Libertadores, desde 2007, chegam na final e perdem. Foi assim com o Grêmio, Fluminense e Cruzeiro. A única exceção foi, coincidentemente, o Inter, na final da Libertadores de 2006, onde foi a única de suas conquistas no torneio.

Por: Felipe Saturnino

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