Vitória santista mostra os defeitos são-paulinos

Hoje, com a vitória santista, ficou exposto o que o São Paulo tem de pior.
Alguns defeitos que, com o tempo, podem ser solucionados, afinal, o time ainda se forma.

Mas além disso, o Santos mostrou eficiência. Aproveitou as chances que teve, diferente do adversário.

Mas enfim, o jogo está na análise.

O Santos mostrou a sua eficiência e também, evidenciou que é um time experiente, mais pronto do que a equipe são-paulina.

Primeiro, ambas equipes começaram com escalações relativamente ofensivas. O Santos, com dois volantes que sabiam jogar – Adriano e Possebon – mas que também voltavam pra marcar. E Elano e Róbson mas a frente, ora com um desses aberto, ou centralizado. O ponto fundamental foi a subida de Elano entrando na área são-paulina para abrir o marcador após um passe sensacional de Róbson: 1 a 0. A defesa são-paulina deu uma cochilada e não conseguiu deter o Santos.
Aliás, como ia o Sampa? Jogando com um meio-de-campo onde Souto era o vértice recuado e Carlinhos Paraíba aberto pela esquerda – fazendo um triângulo ofensivo muito perigoso, com Juan e Fernandinho, atuando pela esquerda do ataque – e pela direita Zé Vítor, revelação da base do tricolor. Fernandão caía pela direita, Dagol ficava mais centralizado. Mas foi Fernandinho que deu mais trabalho pelo lado de Pará. E foi o volante Adriano quem perseguiu o ponta do São Paulo em alguns momentos do jogo.
O jogo era bom. Só que o Santos fez o primeiro. E aí dificultou um pouco pro Sampa. Mas nada que abalasse, e foi isso que tornou o São paulo um pouco melhor no jogo por alguns momentos.
Só que ficou explícito o problema tricolor: o equilíbrio tático. Se de um lado os ataques eram frequentes, do outro eram escassos. Respectivamente, lados esquerdo e direito. O esquerdo com Fernandinho, e a dobradinha Juan e Paraíba. O direito tinha Jean, que mesmo estando adaptado à direita, não é lateral original. E tem atuado bem. É que seu lado não tinha tanta bola pra se jogar. Zé Vítor deu um chute a gol e não jogou nada de mais. Fernandão, que atuava por lá, também não fez uma jogada que mudasse a cara do jogo.

Depois, na segunda etapa, a jogada de perigo foi começou pela esquerda (!!) e terminou com Jean, chutando na trave e foi só. Isso expõe a carência do time de Carpegiani. Falta alguém para ajudar Jean e dar mais equilíbrio tático pela direita.

Para o Santos, foi o jogo. O time eficiente e bem montado mostrou maturidade durante o embate e fez mais um. Elano chutou, Ceni bateu roupa e Maikon Leite ampliou e matou no rebote.
Mesmo finalizando mais e criando mais chances, falta o equilíbrio ao São Paulo. Mais eficiência. Isso pode se arrumar durante a temporada, mas fica para se corrigir.

Na minha opinião, o homem do jogo: Elano voltou da Europa, jogou muito bem, fez o primeiro e participou do segundo.

Por: Felipe Saturnino

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