Mais uma vez, sem conquistar a América

Eu realmente pensava que desta vez o Corinthians ia começar bem a década. De uma certa forma. O time não jogava barbaridades até o momento mas podia muito bem se classificar para a fase de grupos do maior torneio da América do Sul.
Mas, é difícil. Conquistar a Libertadores é algo complicado. Requer mais do que tática e técnica. Requer muita garra e raça. Requer jogar nos mais variados estádios, com as diferentes torcidas e os mais diferentes gramados. E mais uma vez, a equipe corintiana de Tite provou ainda não ser capaz de jogar em tais condições.

Como já citei, o Corinthians mostrou seus defeitos. Não tem nenhum reforço que pode mudar a cara do time, e nem ao menos uma mudança tática pode ajudar um pouquinho.
A venda de Elias enfraqueceu o elenco, e a contratação de Ramírez parece ainda não ter suprido a falta de um volante que suba ao ataque com tanta qualidade e eficiência como Elias fazia.

Falando do jogo em si, o Tolima pressionou nos primeiros minutos de jogo. O Corinthians parecia nervoso, e não criou nenhuma jogada de perigo no primeiro tempo. No segundo, o Tolima deslanchou e fez dois gols. O Corinthians continuava nervoso e errava muitos passes.
E a ousadia? Tite jogou com três volantes. É aceitável. O ruim é quando se tem três volantes e ainda erros de marcação acontecem.

Ganhar a Libertadores quer dizer fazer 14 jogos independente do campo e do adversário. E jogar esses jogos com qualidade e sem nervosismo. Ganhar a Libertadores quer dizer jogar contra o time mais técnico e o time mais perigoso e vencer. Ganhar a Libertadores quer dizer seu time estar inspirado em muitas vezes das 14 oportunidades que se tem para se jogar a final.

O Corinthians provou que ainda não pode ser campeão com esta equipe. Erro tático, técnico e mental. Uma equipe não pode ser tão nervosa como foi em alguns momentos do jogo. Talvez com um elenco mais maduro e com mais opções no plantel, a conquista pode vir a acontecer.
A chave do negócio é jogar a Libertadores com consistência. Tentar uma sequência de participações no torneio para o clube ir se acostumando com a coisa de jogar o torneio que mais se deseja na América.

Não vai ser dessa vez que o Corinthians levantará a taça.
E se continuar jogando isso não vai ser o ano que vem também. E nem o outro. E nem o depois do que vem depois do deste ano.

Domingo já tem clássico. E é contra o Palmeiras.
Um jogo para destruir ou para repor.

Por: Felipe Saturnino

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