Au revoir: tabu prevalece no jogo do Stade France

Hoje, fizemos frente aos nossos rivais franceses, em um jogo bom. Bom por uma parte.

Após uma expulsão patética do nosso meia – do qual, mesmo parecendo que desprezo, acho um jogador muito bom – o Brasil certamente perderia o jogo. E aconteceu que perdeu. Da França, de novo.

Os franceses, é verdade, tem uma seleção mais arrumada do que aquela da última Copa. Laurent Blanc realmente deu um padrão tático aos francesinhos, que realmente levaram a peleja. Mostraram que estão mais organizados e tem uma forma de jogar.

Só que eu não posso tirar o mérito – e realmente deveria – da vitória do time bem dirigido por Blanc. Se pudesse, realmente tiraria. No mais, o que posso dizer é que o clássico se abstém até somente o primeiro tempo. Basicamente, pela expulsão do tão calmo Hernanes.

E foi interessante. Interessante ver a França contra o Brasil. O Brasil contra a França. Ver uma espécie de losango formado no meio-de-campo brasileiro com Lucas – vértice recuado – Elias pela direita, mas um pouco mais recuado, mesmo com suas eficientes subidas ao ataque, Renato Augusto mais a frente do ex-corintiano e Hernanes centralizado.
A França com um 4-2-3-1. A defesa de Rami e Méxes – dois bons zagueiros – e o lateral direito Sagna – que apoiava – e a lateral-esquerda de um nem tão bom lateral, que é mais um zagueiro, que é Abidal. O meio com os dois volantes M’Vila e Alou Diarra, e o três meias pela frente com Malouda, – pela esquerda – Gourcuff, – centralizado – e um dos nomes do jogo, Ménez. Falo isso pois Benzema viu a necessidade de jogar, e jogou o que podia. E foi o outro nome do embate. Atrapalhou demais a defesa com Thiago Silva e David Luiz. Mesmo com tudo isso, o clássico ficou com um-gostinho-de-quero-mais. E realmente, poderia ter sido, e poderíamos não nos abster tanto à análise de menos de um primeiro tempo, já que a expulsão ocorreu aos 39.

Benzema fez o gol, após uma ótima jogada do meia francês Ménez.

CONCLUSÃO: O Brasil teria dificultado mais se tivesse onze. Poderia ter até mesmo ganho, e tinha time para tal feito. Só que a expulsão boba de Hernanes simplesmente impede uma análise mais aprofundada do jogo, já que as equipes estão em condições totalmente distintas.
Todavia, não se pode desmerecer o fato de que, efetivamente, a França tem uma equipe bem organizada, que ainda tem algumas coisas a melhorar.

Só não se pode querer resultados tão rápidos assim. O Brasil passa por uma total reformulação. A era MM só tem um bocadinho de jogos. Até a Copa América, haverão mais alguns testes interessantes. E espero que o Brasil se saia melhor. Psicologicamente, principalmente.

Mas, hoje é dia dos franceses. Au revoir. Afinal, o tabu prevalece…

Por: Felipe Saturnino

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