O contra-ataque que derrubou o melhor do mundo

No jogo de ontem, dava uns 55% de chance para o Barcelona matar o jogo das oitavas da Champions League já em Londres. Claro que também acreditava muito em um possível triunfo londrino, mas como era o Barcelona, tem de se alterar o cenário. Mesmo jogando em casa, o Arsenal já sabia que do outro lado do campo havia um time com Messi, Iniesta, Xavi, Villa e outros.

Mas, também tem de se dizer que o Arsenal é um time que, mesmo não tendo aquele jogador fora de um nível comum, tem algumas joias que, futuramente, podem se tornar craques de nível absurdo. E é verdade. Basta olhar pra Walcott, Nasri ou até mesmo, o jovem volante Wilshere, um dos melhores em campo no jogo dessa quarta.
O que acontece é que o Arsenal tem algumas “promessas” enquanto o Barcelona tem jogadores consagrados. Por isso não levava tanta fé que o Arsenal derrubasse um time como o de Guardiola. Óbvio que não vencer por total o maior do mundo, mas já mostrou que tem força para tal. O poderoso contra-ataque do time londrino postado em um 4-2-3-1 com Eboué como lateral-direito, Clichy na esquerda e na linha de volantes com Wilshere e Song – volante mais fixo. Os três mais postados à frente eram Walcott – um winger, como falam os ingleses, pela direita – e Nasri pela esquerda executando quase a mesma função, mesmo não entrando diagonalmente como o jogador inglês. Fábregas era o jogador mais centralizado e próximo de Van Persie, que era o “único” atacante no esquema do francês Arsène Wenger. O Barça atuava no eterno 4-3-3, com Busquets fixo, Xavi pela esquerda e Iniesta pela direita; Messi era o falso centroavante que tanto falam, Pedro pela direita entrando diagonalmente e Villa fazendo o mesmo.

E foi Villa que colocou a vantagem no placar para o time catalão. Na tradicional enfiada de bola entre os zagueiros, Villa tocou na saída do goleiro Szczesny.
O Arsenal no começo da partida havia pressionado, mas agora não conseguia manter sua marcação avançada contra o Barcelona. O que se percebia é que a arma era o contra-ataque. Walcott era o jogador mais acionado para realizar a ação. E foi ele que puxou o mais perigoso da primeira etapa, depois de cruzamento de Fabregas para Van Persie que foi interceptado por Abidal.
O que ocorria era que o Arsenal crescia. O Barcelona não matava, e realmente poderia – tivera Messi marcado em duas chances e a fatura estaria já mais do que paga. Foi aí que Van Persie apareceu para o empate. Um gol que pensava que jamais faria. E fez. E empatou. E botou fogo no Emirates.
E como já citei, o contra-ataque era a arma da equipe londrina. E foi assim que a equipe chegou ao tento da virada: Nasri foi lançado por Cesc Fabregas e teve a paciência de levar a bola e tocar para Arshavin vindo da esquerda para entrar e finalizar. 2 a 1.

Foi um contra-ataque fatal. Em uns 3 ou 4 toques a bola estava no pé de Arshavin que teve toda sutileza para tocar para o gol.

A situação agora é a seguinte: um empate basta para o time da capital inglesa. Porém – como é de praxe, sempre tem um mas – o Barcelona de Josep Guardiola só tem que fazer um golzinho para levar a vaga. E acho que Wenger não vai querer armar um time fechado só para empatar. Afinal, o Barcelona pode muito bem passar por qualquer barreira.
E se o Arsenal fizer um gol no começo? Pra mim, só aumenta a vantagem. O Barça pode muito bem ir lá e colocar 3 gols a seu favor, e levar a decisão para a prorrogação.

Quem leva?

Eu sou Barça. Mas seria interessante ver os meninos do Arsenal nas quartas eliminando um Barcelona.

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Por: Felipe Saturnino

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