Ah, Bayern…

Ah, Bayern. De novo, perdendo e sendo eliminado pela Inter na Champions League.

Em jogo de duas viradas, a Inter venceu por 3 a 2 na Alianz Arena em Munique. E por pouco eu não acerto o palpite, que era empate. Mas, enfim, palpites nem sempre são certeiros. A questão não se refere aos meus palpites e sim, às diversas chances do Bayern de Munique vencer a partida e acabar com a história do jogo. Se Ribéry tivesse feito aquele gol no lance que terminou em defesa de Júlio César, o Bayern teria passado. E também teve aquela chance em que a bola rodou até a linha do gol e parou, e depois sobrou na trave após uma dividida entre o zagueiro interista Ranocchia e o jovem Thomas Müller.

O que se vê é que o Bayern desperdiçou suas chances quando tinha o jogo sobre controle. Por isso a Inter é mais time. Na hora em que teve as chances, aproveitou-as, mesmo que tenham sido escassas. A Inter é mais time, mais concentrada, mais bem equilibrada na defesa e no ataque, bem comportada taticamente. E será assim que ela caminhará até o fim da Champions, forte e focada, que é capaz de ganhar até mesmo fora de casa com uma grande desvantagem e superar o Bayern de Robben, Ribéry, Müller, Schweinsteiger…

O ponto forte da Inter é esse equilíbrio entre a defesa e o ataque, que aproveita as chances e é eficientíssimo. Isso foi o que faltou ao Bayern. E temos que destacar também o ótimo trabalho de Leonardo na equipe da Inter: em 12 jogos no Italiano, a Internazionale triunfou 9 vezes com o ex-milanista no banco, que ainda sofreu um empate e dois reveses. Nada mau. Na Champions, ele arrancou uma vitória em dois jogos e classificou a Inter. Tudo bom.

Também o destaque para a formação da Inter; mesmo que tenha ido em uma espécie de 4-1-3-2, Leonardo herdou a base Mourinho, do 4-4-2 em um losango em que Sneijder era o vértice adiantado. Até o sérvio Dejan Stankovic ir para o banco hoje – já que foi trocado por Philippe Coutinho na segunda etapa – a Inter tinha Thiago Motta como volante de contenção, o argentino Cambiasso pela direita acompanhando as subidas de Ribéry, mas mais recuado que Sneijder, que atuava pela esquerda já que Stankovic estava centralizado. Pandev se aproximava de Eto’o. Após a entrada do ex-vascaíno, a Inter adotou o 4-3-3 como a formação funcional. Sneijder voltara a sua posição original que tina Pandev pela direita, Coutinho pela esquerda e Eto’o fazendo o papel de centroavante. Quem teria de pegar Pandev seria o lateral Pranjic. Breno foi superado por Samuel Eto’o que passou para o macedônico. 3×2 e vaga para a próxima fase assegurada.

Melhor do jogo para mim: Eto’o – fez o primeiro – pouco importa se estava impedido – e deu passe para o segundo de Pandev. Tentou e forçou com os zagueiros da equipe bávara.

O trio que parece ser fundamental para a Inter: Sneijder, Eto'o e Pandev


Rapidinhas

– O Manchester United passou com dois gols de Hernández sobre o Olympique Marseille. Ferguson vai em busca de dua terceira Champions League.

– Amanhã temos Real Madrid x Lyon e Chelsea x Copenhaguen. Toda atenção no jogo dos merengues, que não passam dessa fase da Liga há seis anos. Não passar agora seria vergonha, não é Mourinho?

– Ainda falando sobre o Real, a equipe da capital espanhola acusava o Barcelona de doping. Tá, essa foi boa…

Siga-me no twitter: felipesaturno

Por: Felipe Saturnino

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