Archive for abril, 2011

28/04/2011

Mourinho é covarde? Pepe foi expulso justamente? Guardiola é o melhor técnico que há? As perguntas e respostas

Depois de uma quarta-feira movimentada, chego hoje com uma outra proposta de texto. As perguntas que mais tenho ouvido no decorrer de meu dia. E as perguntas que também faço às pessoas que convivo com, e aquelas que também se interam nas informações e sei que me daram respostas consistentes e coerentes.

Pois é. Vamos ver se estão de acordo como será o post de hoje:

1 – O aspecto fundamental de um indivíduo que escreve artigos é demonstrar claramente a sua opinião. Deixo aqui, então, minha opinião sobre as perguntas.

2 – Outro aspecto é o de aceitar as discordâncias, obviamente, tendo uma base argumentativa. Por isso, caro querido leitor, não tenha medo de deixar o que você acha do que estou, aqui e agora, escrevendo.

3 – Ressaltando o ponto, comente. O espaço é seu, como todas às vezes, é. Se tiver pergunta, questione. Se quer responder, responda.

Vamos ao que interessa.

Mourinho é covarde?

Para mim, mentira. Se todos se referem aos jogos da série Barça-Madrid, ou ainda fazem menção ao confronto da volta das semi da Champions League do ano passado, estão errados. Na minha opinião.
A Inter, por exemplo, tinha uma vantagem a defender. E se defendeu, e muito bem. Porém, tinha proposta de jogo. Contra-ataque, puxado por Sneijder, ou até mesmo Eto’o. O que acontece é que não ficou efetiva a proposta interista. Concordo plenamente quando alguém diz que o Barça monopolizou as ações. Está certíssimo. Porém, a tática não foi sem proposta e nem houve anti-futebol, para mim.
No jogo da Copa do Rei, o Madrid achou a fórmula, que deu certo. Avançar as linhas de marcação, ocupando os espaços do campo em fim de dificultar o jogo de passe do Barcelona. A equipe se compactava quando o time catalão atacava, e teve como trunfo a formação do meio-de-campo, que avançava para marcar o tripé barcelonista. Todavia, no jogo de ontem, Pepe foi expulso e Messi perdeu seu “marcador natural” na partida. Com o espaço que Messi tinha, voltando para buscar jogo e a falta de ocupação de espaço que Pepe proporcionava com sua expulsão, era fácil adivinhar que uma hora o Barça faria o gol. Messi então começa a jogada do seu primeiro gol na aprtida, tocando para o Afellay. Começa de trás, voltando para buscar jogo, com um Real Madrid também muito confuso com sua marcação, que enfim, é por zona. E era uma zona, também. Messi desfilou com brilhantismo em campo.
Para terminar, Mourinho não é covarde. Ele é estratégico, se comporta de acordo com o time que tem, e há vezes que é teimoso. Contudo, não é retranqueiro. O Chelsea não era assim. A Inter não era absolutamente “defensivista”. Mourinho é tático, estratégico e seguiu a fórmula que havia funcionado anteriormente. Dessa vez, porém, não funcionou.

Pepe foi para fora justamente?

Para mim, foi. Praticou o jogo perigoso que poderia ter acabado de um jeito pior para Daniel. Eu teria expulsado. Enfim, Wolfgang Stark, na minha percepção, estava certo. Além do mais, não era para tanto.

Guardiola é o melhor que tem?

Essa é complicada. Eu ainda considero, nem que seja por um pouquinho, José Mourinho melhor que Pep. E não é como pessoas por aí falam. “Com o time do Barcelona, qualquer um como técnico ganha o que quiser”. Guardiola, porém, faz mais do que isso. Ele manda Pedro e Villa trocarem posicionamento quando um não está bem, escala o remendo do Barça de forma coerente com lógica. Usa os jogadores certos, e, além de tudo, conseguiu fazer a função de Messi se tronar mais abrangente. O argentino, agora, participa das jogadas desde o meio-de-campo até sua conclusão.
Voltando ao ponto, Mourinho, ao menos para mim, é um pouco mais técnico. Talvez sejam os mais diversos títulos que conquistou nas diferentes ligas que disputou e os times que montou. Porém, Guardiola parece que motiva o time que simplesmente não perde o brilhantismo. É o melhor técnico que tem, empatado com Mourinho. E se tem melhor, Mourinho está à frente por um pouquinho de nada. Pouquinho mesmo.

Leitor, comente. Deixe sua opinião geral na caixinha.

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Por: Felipe Saturnino

27/04/2011

Messi faz 52º tento na temporada, e mostra o distintivo do Barcelona

O jogo de hoje foi quase igual aquele do Campeonato Espanhol, que terminou em 1 a 1.

Pois é, foi quase. Só falo que foi quase pois os jogos se assemelhavam por exemplo, em seus respectivos enredos. O Real teve um expulso naquele como nesse jogo. Daquela vez, a equipe achou um pênalti. Desta, não achou não, não mesmo…

O Real Madrid utilizou aquela formação, naquele mesmo estilo. Um meio-de-campo com tripé de Xabi Alonso, Pepe e Lassana Diarra. O primeiro jogava, como característica, centralizado. Lassana Diarra era o volante que atuava pela direita e Pepe atuou na esquerda. Iam à frente Cristiano Ronaldo, – centralizado – Özil, que jogava pela direita e o argentino Di María, atuando no lado esquerdo.
Porém, o Real Madrid não suportou ao Barcelona. Talvez tenha errado pois os passes e os toques sutis que a equipe barcelonista trocava no meio-de-campo fossem imparáveis. Na verdade, não eram. Hoje, o Barcelona demonstrou que não tinha muito jeito de perder. A equipe de Pep Guardiola mudou seu jeito de jogar. Messi, o cara, apareceu pro jogo, pediu a bola, partiu pra cima, criou jogada, entre outras coisas.
O que o Messi representou no jogo foi o fundamental. Foi o que o Barça não teve na Copa do Rei, sem querer desmerecer o Real Madrid, que realmente foi melhor. Aliás, é difícil estabelecer um critério na análise: Messi não jogou o que pôde como hoje no dia da final da Copa do Rei e por isso o Madrid foi campeão? Messi foi apagado naquele jogo. Mas aceitar o jogo com demérito porque Messi não fez o que podia é errado. O Real Madrid jogou aquele jogo como ninguém tinha feito contra o Barcelona.
Dessa vez, foi diferente. Messi jogou muito. Não se pode desprezar o homem de 50 gols numa temporada, unicamente. O que Messi pode fazer transcende uma tática, uma estratégia de jogo. Ele pode romper barreiras, desmontar esquemas, quebrar recordes. É por isso que fez o que fez.

Claro que posso citar aqui também a expulsão de Pepe, não tão legal. Foi, ao menos para mim, justa. E devo afirmar que até a expulsão, o Real Madrid estava mais incorporado ao jogo. Mas, para que tanto? Pepe demoliu a tática de José Mourinho, que ainda é o melhor técnico que há. Porém, agora, vai ter que engolir o desgosto de perder do maior rival, do rival que mais provocou durante a semana.

E enquanto isso, Messi mostra o distintivo do Barça ao Bernabéu. Após jogada de Afellay pelo lado de Marcelo, saiu o gol. O brasileiro errou, deu espaço para o holandês cruzar e Messi penetrou na defesa madridista e, como o melhor, antecipou a zaga para depois, vencer Casillas. E o segundo foi uma pintura. Foi brilhante.

Messi mostrou sua categoria, seu finesse, elegância e sua habilidade ao Bernabéu mais uma vez. Em alguns momentos, o conjunto raro de essas características pode transformar um jogador em unanimidade mundial. O estágio de Messi, hoje, é esse.

*Para muitos que reiteram uma análise tática, o jogo foi quase igual ao primeiro da série. Só não foi porque Messi reinou. A tática madridista de fórmula antibarcelonista foi implantada, mas, dessa vez, não foi páreo para Messi em um dia como outros. Se Messi tivesse ficado como no jogo anterior da série, diríamos e elogiaríamos a estratégia do Madrid. Mas, como sempre, mas, aconteceu o que aconteceu. E o que eu acho é: se o Madrid fez na Copa do Rei, poderia muito bem ter feito hoje. A fórmula consegue até fazer Messi jogar mal. Hoje, porém, o mesmo voltou para buscar jogo, e nos fez pensar e dizer que, novamente, está em nível de estágio para o melhor do mundo.

Brilhantismo em pessoa - Lionel Andrés Messi é o gênio no Bernabéu

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Por: Felipe Saturnino

26/04/2011

Sir Alex Ferguson e a consistência: Manchester United e a sua sina

Sir Alex Ferguson é a imagem do Manchester, e o mesmo é a sua semelhança. Como se transformar em chefe máximo de uma entidade que abrange tantas diferentes visões como um clube? Ferguson lhe ensina.

Sir Alex Ferguson é o Manchester incorporado. O jeito de se comportar, o jeito de jogar, a maneira como dá de ombros se os outros não se encantam com seu futebol.

Hoje, a consistência do United ficou de lado. Na verdade, não ficou de lado. Somente foi incorporada por um futebol “mais convincente”. A equipe de Alex Ferguson é uma das de respeito. É aquela que você sabe que vai dar trabalho, nem que seja mínimo. É aquela que do “velhinho” que consegue, mesmo mascando um chiclete todo jogo, usando um óculos e desfilando elegantemente pelos estádios ao redor da Europa, formar todo ano um time de respeito. Com ou sem Cristiano. Com ou sem Tévez.

Tudo isso acima foi para dizer que o Manchester está na final da Champions League, mesmo sem a segunda semifinal ter sido jogada. A vitória digna de aplausos contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen deixou mais do que clara a capacidade o Manchester United. Um time de Giggs, de Chicharito, de Park, de Carrick, de Vidic, de Ferdinand, de Rooney, de Van der Sar e de Sir Alex Ferguson exigem respeito. E muito.

O jogo de hoje foi um verdadeiro massacre. O Manchester só não goleou porque Manuel Neuer tem um dom para defender bolas. E pegou tudo. Aliás, ressalvo o nome do goleiro no jogo. Foi chave para o Schalke não tomar mais bola na rede.
A formação proposta por Ferguson, tendo Giggs como titular foi efetivamente ofensiva. O escocês não queria segurar jogo, ou conseguir um placarzinho qualquer na Veltins Arena, ele queria vencer. Vencer era o que importava. Ter ainda Rooney e Chicharito só consolidou a proposta. A vitória veio, e foi merecida. O Schalke não conseguiu ter a chance. Não teve jogadas, Jurado não atuou bem, Farfán também não e Raúl não teve chance. Passar pela defesa do time vermelho, ou ainda penetrar no território defendido por Carrick, Vidic e Ferdinand, é algo difícil, digno para times que podem fazer isso pois tem jogadores e criação para tal.

Agora, após um dois a zero merecido, com Rooney fazendo uma partidaça, assim como todo o resto do time do Manchester, com uma ressalva para Giggs, – que ainda joga barbaridades – Sir Alex Ferguson deve estar sorrindo até agora. O escocês deve estar jogando conversa fora e mostra que ainda tem tudo para ganhar uma Champions. E mais outras, se continuar a montar times bons com essa consistência. Essa é a sina do Manchester. Ferguson. Há 24 anos tem sido assim. Não estou criticando, estou elogiando. 24 anos no cargo não é para qualquer um. É para Sir Alex Ferguson.

Smile, Alex Ferguson!

Sir Alex Ferguson - rindo à toa

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Por: Felipe Saturnino

24/04/2011

Dispondo as ideias

Com as quartas de finais do Paulistão já finalizadas, melhor começar agora a dispor minhas ideias sobre o que pode vir a ser o Paulistão desde este momento:

São Paulo

A equipe das três cores dificultou o jogo, levando alcunha de clássico – mesmo achando que nos dias atuais, não seja – e mostrando uma apatia grande em partes do entrave. A equipe fugiu das suas características normais, ou melhor, inibiu-se de seu jogo natural. Considerando o jogo em si, o time de Carpegiani jogou sem aproximação de seus meias e laterais, sem jogadas de ultrapassagem de Jean ou de Juan. Quando ocorreu a tabela, surgiu o gol. Porém, na segunda etapa, Carpegiani inibiu mais ainda o Sampa de seu poderio ofensivo. Colocou Luiz Eduardo, jovem zagueiro, no calor da partida, em um entrave um tanto quanto complicado até o momento. Foi a hora em que Ilsinho recebeu em um rápido contra-ataque para enfim decretar a vitória do São Paulo. Não foi o que esperava, além da Portuguesa se fechar em tempos e atacar em outros tempos, o São Paulo é mais time. Como ouvi por aí, a equipe estava esquisita inicialmente, e depois se achou, até fazer o gol. Pra mim, uma nota 7, comparado ao que pode fazer.

Santos

A equipe de Muricy enfrentou a dureza da Ponte Preta. Neymar deixou mais um gol na sua conta, levando o Santos à semi. Parece que Muricy achou o Santos e arrumou a equipe pelo menos por ora. O difícil é manter o foco na Libertadores e mais tarde, dividir atenção com o Paulistão, onde encontrará o São Paulo. Se antes discordávamos do Santos, hoje, pelo menos eu, não seria bobo de não apostar na equipe, mesmo achando que não será o campeão de 2011. Contudo, Neymar, Ganso, Arouca, Elano e principalmente, Muricy, parecem ter entrado em harmonia. Nota 8 para os praianos.

Corinthians

Como sempre, foi sofrido. O jogo contra o Oeste foi difícil, tendo sido decretado óbito da equipe de Itápolis após o gol do bom atacante William. A equipe de Tite, mesmo com um elenco pouco “rico”, pode muito bem ser declarado campeão, já que o Paulistão é torneio de tiro curto, que pode ser vencido em apenas poucos jogos. Entretanto, a equipe tem que resolver algumas deficiências que podem ser resolvidas já na próxima partida contra o Palmeiras. Se isso não acontecer, o time alviverde pode aproveitar a chance, já que vive das mesmas. Ressaltando, o Corinthians vem forte, e mesmo não tão pronto, pode vencer o Estadual e conquistar um título no semestre. Vou de 7,5 para 8 com os alvinegros.

Palmeiras

Talvez o time mais pronto do Estado de São Paulo seja o Palmeiras. A sua consistência não me deixou dúvidas contra o Mirassol. Mesmo com um erro no gol da equipe do interior, o Palmeiras vive de chances, nem que essas sejam convertidas por seus volantes. Márcio Araújo foi o cara que teve a bola e fez gol. 2 a 1 e classificação assegurada, onde terá o Corinthians como rival. Dou um 7,5 para a atuação dos palmeirenses, deixando claro o duelo entre as defesas em uma das pernas do torneio.

Palmeiras x Corinthians – PALPITE: Palmeiras. A consistência da equipe de Felipão deve achar uma forma de vencer o time alvinegro paulista. Puro palpite seco, ressaltando o ponto já citado. Pode dar Corinthians, se jogar o que pode, acertando tabelas, jogo rápido e permitindo a não-marcação dos palmeirenses.

São Paulo x Santos – PALPITE: São Paulo. Outro seco na minha conta. No mais, por causa do território a ser disputado e a maior efetividade do Tricolor nos setores do campo. O Santos pode me provar que é mais time que o Sampa, veremos. E ressaltemos: o Sampa, pelo menos hoje, é “arrogante” e não é tão confiável. Outro aspecto que pode contar aqui é o embate do Santos na Libertadores. Toda bobeira é grande coisa.

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Por: Felipe Saturnino

22/04/2011

São Paulo faz boa Copa do Brasil. E só

A Copa do Brasil é o torneio mais democrático no cenário nacional. Abrange os mais diversos clubes – muitos desconhecidos – das regiões do Brasil. Esse é um dos charmes dessa competição.

A ambição de conquistar o título apontam para uma singularidade: a vaga sagrada na Copa Libertadores da América. Quem está disputando a Copa do Brasil, então, não só disputa um torneio comum, mas disputa sim um campeonato de grande importância que almeja a vaga na Libertadores.

Agora, aqui começa o post de hoje. O São Paulo, clube que conquistou 3 taças Libertadores, 3 Mundiais Interclubes da FIFA e estava disputando o torneio sulamericano há 7 anos consecutivos, hoje joga a Copa do Brasil. O que não é motivo para desprezar o momento do clube. O que ocorre é que deixar uma competição tão grande no cenário internacional, há vezes, que pode ser algo bom. Divulgar a imagem da equipe no âmbito nacional também é importante para a sustentação de uma expansão de torcedores e simpatizantes do tricolor paulista.

E o São Paulo almeja a Libertadores, como todos os outros. Até agora, o momento da equipe na competição não é ruim. Aliás, é bom. Passou por seus adversários, está nas oitavas e com um pé nas quartas, fase que teria como adversário o Avaí.
Porém, é bom notar que o São Paulo mesmo fazendo uma boa Copa do Brasil por aqui, é uma equipe que ficou devendo em alguns jogos.
Por exemplo, na ida contra o Santa Cruz. Jogo difícil, o time de PC Carpegiani não teve como se dispersar da forte marcação do time pernambucano e centralizou muito o jogo, mesmo com algumas jogadas laterais. A equipe não teve Lucas em campo, já que o mesmo fora anulado por um algoz do Santa. O Sampa perdeu por placar simples e na volta, como era de se esperar, pressionou o Santa até Ilsinho fazer o segundo, sacramentando a vitória paulista.
No jogo de ida das oitavas, mesmo ganhando, o Sampa poderia ter acabado com a história na ida. Poderia ter tomado o ônibus e ido embora, mas, não aproveitou a chance.

É fundamental citar que a análise daqui que faço é em relação ao potencial da equipe do São Paulo, que tem nível bem maior que os de seus adversários. A classificação contra o Santa, um pouco dramática e a vitória merecida mas displicente do Tricolor contra o Goiás fazem com que o Sampa olhe com mais cuidado para seus adversários e aproveite as chance com menor arrogância, mesmo que essa não ocorra. A arrogância que cito aqui é prepotência que em alguns momentos, os torcedores tricolores desprezavam quando algum torcedor rival comemorava o título da mesma competição que a equipe hoje disputa. O Sampa tem um dos 3 melhores elencos do Brasil hoje mas tem que ser menos arrogante em momentos. Menos displicente. Mais decisivo. Talvez isso faça com que a equipe se torne mais intimidadora do que já é, o que, possivelmente, faria com que o São Paulo levantasse a Copa do Brasil pela primeira vez em sua história.

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Por: Felipe Saturnino

20/04/2011

Fórmula antibarcelonismo mostra que Barcelona não é invencível

A ideia de ser invencível ou imbatível deriva de um respeito enorme a um objeto que parece não ter pontos fracos.

No caso que hoje vem ao post do blog falamos do Barcelona, que é o melhor time que eu vi jogar até hoje. Óbvio que você pode argumentar e falar que tenho uns bocadinhos de anos, mas creio que você também não vai me contradizer, afinal, o Barcelona joga o futebol de maior qualidade – e isso envolve os aspectos como toque de bola, movimentação, dribles, habilidade em geral, etc. É o time a ser batido. E é um time “imbatível”, para mim, uma ideia que existe, mas óbvio, todo time tem seu ponto fraco.

Pois é. Por um certo tempo, questionávamos o que faríamos com o Barcelona. O que se faz com um time que sabe tocar a bola como só o Barcelona sabe, e quando perde a mesma, sabe recuperá-la de um jeito único? Como se faz para derrotar uma equipe que te pressiona e tem os melhores do mundo, que jogam o quase total de seu futebol quase sempre?

Depois de tanto falar sobre o Barcelona, e da ideia de sua “eterna invencibilidade”, podemos dizer agora que o Real mostrou o caminho de como deixar as armas do time catalão ao chão, após vencer a Copa do Rei, nesta quarta em Mestalla.
A fórmula, como citei no post anterior, era simples de ser pensada porém difícil de ser executada com perfeição. O jeito era avançar as linhas de marcação, marcar pressão, como havia feito o Arsenal nos primeiros minutos do duelo da ida das oitavas pela Champions League. O Real de Mourinho o fez e levou a partida desta quarta-feira, jogando muito futebol. Marcou certo, como poucos times. Criou chances e, em uma delas, deixou o gol. Cristiano Ronaldo marcou de cabeça após cruzamento de Di María, que havia feito tabela com Marcelo.

Depois de 18 anos sem vencer a Copa do Rei, Mourinho achou a fórmula antibarcelonismo e a implantou brilhantemente. Porém, mais brilhante ainda foram seus comandados que exerceram suas funções com quase perfeição. Diante de um poderosíssimo Barcelona, que ainda assim é o melhor time do mundo, o Madrid mostrou a que veio. Aliás, Mourinho mostrou a que veio. Assim como Cristiano que, finalmente, mostrou que sente a pressão mas joga muito apesar dela.

Real Madrid: o caminho que se abre,e que é festejado.

Depois de dois jogos da série Barça-Madrid, o time da capital abre vantagem com um triunfo importantíssimo. Porém, os confrontos mais importantes ocorrerão semana que vem. E quero ver o que vai ter pelo lado catalão.

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Por: Felipe Saturnino

18/04/2011

Nadal diz, e concordo

Certo e pouco tempo atrás, disse em um de meus posts da série Barça-Madrid que é, pelo menos por hoje, o clássico de maior abrangência mundial, pois o jogo, além de ser elevado tecnicamente, também tem suas figuras fora do campo, que fazem a essência do confronto mais e mais influente e elegante.

E isso é verdade. O jogo não só repercute nos países europeus, mas uma análise profunda vem ocorrer por aqui também. E as mais e mais opiniões que se misturam pelo globo afora são de comuns. Não são de analistas que vêem, justificam taticamente e tecnicamente o que ocorre pelo campo; as opiniões são de pessoas que simplesmente apreciam o futebol e, sobretudo, gostam de ver um jogo bem jogado, como o de Real Madrid e Barcelona.
Acontece que, Rafael Nadal, atual número 1 do mundo de acordo com o ranking da ATP opinou pelo jogo Real x Barça, no Santiago Bernabéu, nesse sábado. O tenista afirmou que gostou do que viu e que a formação com Pepe, como um zagueiro-volante – ou volante-zagueiro, como quer que seja – foi a disposição tática mais eficiente. Pelo que vi do jogo, foi. Mesmo que tenha sido pouco – e na realidade, foi mesmo – vi como o Madrid se comportava.
Mourinho achou a fórmula, não agora, há um ano atrás, quando derrotara o Barça nas semi da Liga do Campeões. A Inter jogou de igual para igual com o time catalão. Venceu.
A fórmula é uma das mais simples de se pensar, e uma das mais difíceis de se executar: pressionar a saída de bola do time com a melhor transição de jogo. E isso não só se dá na defesa barcelonista, reduzir o tempo do meio-de-campo também. Para isso, Pepe estava ali.
O problema é marcar o Barcelona com consistência. Continuar com esse trabalho de marcação é difícil, mesmo que seja o Madrid.

Tendo dito tudo isso, Nadal tem razão. O Madrid não fez “o jogo”, mas Mourinho parece ter achado de novo um jeito de vencer o Barcelona. Parece.

Nadal - madridista de coração, preciso na sua fala como seu gancho canhoto no tênis moderno

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Por: Felipe Saturnino

17/04/2011

Enfim, o que importa

Depois de 19 rodadas sem tantas emoções – a não ser o jogo entre São Paulo e Corinthians – o Paulistão iniciará a sua fase mata-mata. Ou apenas mata, já que das quartas até as semi haverá apenas um jogo.

É garantia de emoção? Bem, é bom olhar para todos. Acho que pode haver alguma surpresa nos quatro jogos. Por isso, cuidado para São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos, se esses vacilarem, não poderão comemorar seu passaporte para as semi e vão dizer ‘tchau’ de mão fechada pro Paulistão. Então, ressaltando, deve haver um pouco de emoção. Nem que seja um pouquinho, de nada que seja.

Os confrontos são os seguintes: São Paulo x Portuguesa, Palmeiras x Mirassol, Corinthians x Oeste e Santos x Ponte Preta.

Para mim, uma zebra pode acontecer, já que se, por um acaso, qualquer um dos times grandes jogarem seus tipos de futebol no pior de seus níveis, vai ser difícil continuar na competição, pelo fato de termos somente um jogo nas quartas.
Porém, o palpite seco e certeiro iria, sem dúvidas, em classificações dos grandes.
No entanto, se fosse para escolher o jogo de mais dificuldade para um dos times, escolheria o entrave entre Santos x Ponte Preta, que empataram em 2 a 2 no Moisés Lucarelli no turno único.
O jogo teoricamente mais simples é o do Corinthians, que pega o Oeste de Itápolis.
O São Paulo deve vencer, mas não com tanta facilidade assim.
O Palmeiras, ao menos para mim, terá a segunda pior partida. Pega o Mirassol que é um time acertado. Mesmo vindo de derrota, o Palmeiras tem um time muito consistente que se, não joga bonito, vence. Hoje, não foi o que ocorreu.

Com ressalvas, para mim os grandes passam. Porém, é melhor ter cuidado, porque de bobos, a Lusa, o Mirassol, o Oeste e a Ponte não tem nada, nada mesmo.

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Por: Felipe Saturnino

15/04/2011

Bomba não é nada, Luís Fabiano é o que importa

Na mesma semana em que o São Paulo anunciou que poderia contratar uma bomba para a janela de agosto, o time paulista também anunciou que Fabuloso voltará contra o Goiás no Morumbi, na volta das oitavas da Copa do Brasil, dia 27.

E o que importou mais na semana? Ah, podem haver indivíduos dizendo que a notícia bombástica da semana foi a bomba são-paulina. Mas, não é o que vai constar no time, efetivamente, por agora. Quem vai estar lá será Luís Fabiano “o Fabuloso”.

Será o mais importante na estrutura do time e também, vai ajudar em muito o marketing tricolor.
E se ele emendar uma sequência e ganhar ritmo, a coisa pode ficar boa pro São Paulo, afinal, Luís ainda está em forma, mesmo já estando com seus 30 anos.

E a bomba? A bomba pouco importa, ao menos para mim. Perto do que foi anunciado, Fabuloso é agora. É certo.
Tenho quase certeza que dará certo no time são-paulino, agora, se vai ganhar título, é outra história. Fato é que, tem tudo para tal.

Luís Fabiano - esperança, certeza e constância

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Por: Felipe Saturnino

14/04/2011

Una barbaridad

Una barbaridad, é assim que começo o post de hoje. O que dizer de quatro Barça-Madrid em pouco menos de 20 dias. Una barbaridad.

Enfim, já disse tudo sobre o clássico nos posts anteriores. O que ele representa, a tamanha influência que ele exerce na Espanha e na Catalunha, a repercussão que possui na imprensa mundial. Porém, quem é quem? Quem tem mais chance? Barça? Madrid?

Vamos às previsões:

Real Madrid x Barcelona – Campeonato Espanhol: Aqui talvez seja o jogo menos importante entre as duas equipes. Claro que não se pode jogar fora a partida, mas pouco interessa ao Madrid. Mesmo se vencer, o que é possível, a equipe ainda ficará 5 pontos atrás do Barcelona na corrida pelo campeonato nacional. Se dois pontos em um campeonato tão arrogante como esse já fazem diferença, 5 representa o total fracasso para o Madrid; ainda mais, o Barcelona não tem a tabela difícil. E mesmo que tivesse, não teria dificuldades para alcançar seu objetivo do tricampeonato. Palpito uma vitória do Barcelona.

Barcelona x Real Madrid – Copa do Rei: Aqui começa o perigo real para o Barça. Mourinho certamente colocará o seu Real real para esse jogo. A disputa é muito aberta, é apenas um jogo e o Real Madrid pode surpreender. Por isso, prevejo aqui que o Real vença a Copa do Rei, 1 a 0 magrinho, magrinho.

Real Madrid x Barcelona – Champions League (IDA): Esse é o primeiro confronto do agregado da maior competição do globo. Na Champions League a essência da vitória é diferente. No primeiro jogo, a disputa entre os dois melhores do mundo será na capital espanhola. Neste jogo, vejo mais um confronto em que o Barça terá que ter cuidado. Diria que, para a ida, o Real deve vencer, novamente, por placar magro.

Barcelona x Real Madrid – Champions League (VOLTA): Na volta, o Barça é favorito. Aqui vejo mais um método Mourinho. Se defender por 1h30 é a meta, não tomando gols, obviamente. Repetir o feito do ano passado, isso sim, seria histórico. Isso sim, marcaria os livros. Aqui mandaria uma vitória barcelonista e, dependendo do resultado da ida, o Real pode passar.

Serão jogos para serem eternamente lembrados. Tentarei assistir os quatro, mesmo que seja um pouco difícil.

A análise do jogo você vê aqui, no blog, em próximas postagens. No fim de semana, além de haver o primeiro clássico espanhol, os mata-matas do Paulistão serão definidos. Por isso, devo postar algo por aqui. Até lá, nos vemos, já que o que importa virá no sábado.

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Por: Felipe Saturnino