Sir Alex Ferguson e a consistência: Manchester United e a sua sina

Sir Alex Ferguson é a imagem do Manchester, e o mesmo é a sua semelhança. Como se transformar em chefe máximo de uma entidade que abrange tantas diferentes visões como um clube? Ferguson lhe ensina.

Sir Alex Ferguson é o Manchester incorporado. O jeito de se comportar, o jeito de jogar, a maneira como dá de ombros se os outros não se encantam com seu futebol.

Hoje, a consistência do United ficou de lado. Na verdade, não ficou de lado. Somente foi incorporada por um futebol “mais convincente”. A equipe de Alex Ferguson é uma das de respeito. É aquela que você sabe que vai dar trabalho, nem que seja mínimo. É aquela que do “velhinho” que consegue, mesmo mascando um chiclete todo jogo, usando um óculos e desfilando elegantemente pelos estádios ao redor da Europa, formar todo ano um time de respeito. Com ou sem Cristiano. Com ou sem Tévez.

Tudo isso acima foi para dizer que o Manchester está na final da Champions League, mesmo sem a segunda semifinal ter sido jogada. A vitória digna de aplausos contra o Schalke 04 em Gelsenkirchen deixou mais do que clara a capacidade o Manchester United. Um time de Giggs, de Chicharito, de Park, de Carrick, de Vidic, de Ferdinand, de Rooney, de Van der Sar e de Sir Alex Ferguson exigem respeito. E muito.

O jogo de hoje foi um verdadeiro massacre. O Manchester só não goleou porque Manuel Neuer tem um dom para defender bolas. E pegou tudo. Aliás, ressalvo o nome do goleiro no jogo. Foi chave para o Schalke não tomar mais bola na rede.
A formação proposta por Ferguson, tendo Giggs como titular foi efetivamente ofensiva. O escocês não queria segurar jogo, ou conseguir um placarzinho qualquer na Veltins Arena, ele queria vencer. Vencer era o que importava. Ter ainda Rooney e Chicharito só consolidou a proposta. A vitória veio, e foi merecida. O Schalke não conseguiu ter a chance. Não teve jogadas, Jurado não atuou bem, Farfán também não e Raúl não teve chance. Passar pela defesa do time vermelho, ou ainda penetrar no território defendido por Carrick, Vidic e Ferdinand, é algo difícil, digno para times que podem fazer isso pois tem jogadores e criação para tal.

Agora, após um dois a zero merecido, com Rooney fazendo uma partidaça, assim como todo o resto do time do Manchester, com uma ressalva para Giggs, – que ainda joga barbaridades – Sir Alex Ferguson deve estar sorrindo até agora. O escocês deve estar jogando conversa fora e mostra que ainda tem tudo para ganhar uma Champions. E mais outras, se continuar a montar times bons com essa consistência. Essa é a sina do Manchester. Ferguson. Há 24 anos tem sido assim. Não estou criticando, estou elogiando. 24 anos no cargo não é para qualquer um. É para Sir Alex Ferguson.

Smile, Alex Ferguson!

Sir Alex Ferguson - rindo à toa

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Por: Felipe Saturnino

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