Foi melhor pra quem?

Após o jogo de ontem, entre Santos e Cerro Porteño, equipe do Paraguai, fiquei com uma sensação de bom-para-ambas-as-partes. É claro que o Santos mereceu, jogou melhor. Fez o gol em um momento que o Cerro estava se acertando. Ou melhor, em que o Cerro estava acertado. Fato é que, Neymar, após sem grandes lampejos na etapa inicial, deixou tudo para o último minuto do embate para começar a decidir o finalista da Libertadores. O atacante deixou três para trás e cruzou para Edu Dracena marcar de cabeça. Mas a questão não é essa.

O fato é que, poderia ter sido um pouco mais. Um pouco. Muito pouco. Um gol, em exato. E não quero culpar Alan Patrick. O resultado foi muito bom para o Santos; vencer em casa, sem tomar gol, por ora, é fundamental. O caso é de ampliar vantagem e consolidar uma possível vaga na final. O Cerro jogou bem. Aliás, muito. Mas poderia ter saído com dois tentos de desvantagem. De fato, não foi por acaso que os jogadores da equipe paraguaia saíram festejando o resultado. Mesmo sendo negativo, mesmo sendo, pode muito bem ser posto ao avesso na casa deles.

O Cerro pode muito bem vencer o jogo. Aliás, poderia ter saído com um empate do Pacaembu. A equipe atuando com duas linhas de quatro quando se defendia e também quando atacava soube se postar em campo. No meio-de-campo da equipe paraguaia, Torres era o que mais incomodava pelo lado direito da defesa santista, impedindo maior apoio de Pará, lateral santista. Assim sendo, o lado mais forte do Cerro era o esquerdo. Além das jogadas de Torres, o suporte ainda de Fabbro, que deixava muito a área santista, era por aquele lado. Havia ainda César Benítez, para subir pelo lado esquerdo. As complicações no meio santista eram algumas. Danilo tinha que se abster a marcar os jogadores que atacavam por seu setor, os já citados. Arouca, volante de maior constância quando subia ao ataque, não encontrava espaços para infiltrações, desde que o Cerro se postava com duas linhas de quatro jogadores, fazendo com que a chegada de efeito do volante santista não se concretizasse em chance alguma de gol. De Neymar, tivemos pouco. Mas, foi muito para originar o gol. O atacante santista atuava pelo lado do apoiador Piris, que o marcou constantemente no jogo. No final, quem levou melhor foi o santista. Após a jogada até o fundo do lado direito da defesa do Cerro, Neymar cruzou com precisão para Dracena escorar para dentro da meta do arqueiro do Cerro. 1 a 0. E foi suficiente.

O Cerro, seguidamente o gol santista, teve sua melhor chance. Não fez, pois Rafael fez defesaça. Fato é que o Cerro assustou o Santos no começo do embate, marcando forte e tornando escassa a criação do time do litoral. Se isso valeu por 45 minutos, tudo bem. Mas o Cerro é bom time e ainda está vivo. Jogar em casa, perdendo por 1 a 0 é estar em situação “boa” para o Cerro, se obviamente vir a usar a vantagem do fato de mandar o jogo em casa. Mas, o Santos venceu por 1 a 0 em casa, e tem um time pragmático que parece estar maduro o bastante para jogar fora de casa e administrar o jogo diante das situações dadas. Além de tudo, tem Neymar. Pois é, parece que entrei em imparcialidade novamente. Me parece que há vantagem santista, mas o Cerro comemora porque sabe que o resultado foi bom. Bem, desde que seja bom para ambas as partes…

O Santos venceu e tem vantagem - mas foi melhor pra quem? Está (quase) tudo igual

Por: Felipe Saturnino

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