Peñarol venceu, mas tem limite

No clima de Champions League que vivemos hoje, me coube assistir ao embate entre Peñarol e Vélez Sarsfield ontem. E o jogo foi “interessante”. Não foi de um nível alto, não. Aliás, de fato, foi baixo. Mas, ver um time de tradição como é o caso do Peñarol fazer a festa que fez no estádio é algo para ser lembrado. E ainda mais após os gritos de Diego Aguirre, campeão com a equipe uruguaia em 1987 da Libertadores, o Peñarol se tornou mais forte do que de fato é. Fato é que a equipe tem alguns pontos fracos a serem ressaltados.

O time de Diego Aguirre atuou no tempo normal com o esquema de 4-4-1-1. Uma linha de quatro jogadores no meio-campo em que dois volantes atuavam com o intuito de marcar, e só. Mier e Corujo, que não fizeram grande partida no Uruguai, são os jogadores de mais apoio na equipe. Martinuccio é o o meia-atacante que volta e leva bola. Ao mesmo tempo que volta para buscar bola, avança para encostar em Olivera, o único atacante do Peñarol. Ontem, o Vélez engoliu o Peñarol. Os dois volantes da equipe uruguaia – Freitas e Aguiar – ficaram restritos à marcação de Zapata e Razzotti, os jogadores mais “recuados” do meio-de-campo do Sarsfield. Ocorreu dos mesmos dominarem as ações no jogo. E o Vélez tomou conta. Teve as melhores chances após trocas de bolas do lado canhoto de seu ataque; a mistura entre Papa, Alvárez e Martínez faziam o Vélez mais perigoso por sequência de lances do que por efetividade em suas conclusões. O Peñarol não conseguia progredir por tamanha falta de criatividade no seu meio-de-campo. Martinuccio, o jogador de mais habilidade no Peñarol, era o cara para buscar o jogo e progredir com a bola. Mas nem isso fez com eficiência. Mas, de fato, teve a chance do jogo, após jogada de linha de fundo e arremate na trave.
E acontece de, aos 45 minutos da etapa inicial, a equipe uruguaia abrir o marcador com tento de Darío Rodriguez. Foi injusto? Não. O Peñarol foi mais eficiente, mesmo que o Vélez tenha tido mais a bola e progredido mais no jogo com a mesma.

No segundo tempo houve um massacre absurdo dos argentinos para com os uruguaios. Mas, novamente, nada que resultasse em gol. Mais uma vez, a falta de criação com tamanha apatia dos volantes e dos jogadores que atuam nos extremos laterais, e agora com a falta dos laterais que não apoiavam, o Peñarol foi absorvido pelo Vélez. Que nada fez que desse em gol. Isto é, o Peñarol aproveitou a chance que teve. Se o Vélez teve mais volume e progrediu mais em campo, o Peñarol jogou na apatia e com a força que tem, para que saísse de casa com a vantagem mínima pela eficiência de um cabeceio uruguaio. Justo.

*E para mim, o Peñarol seria o time de maior dificuldade em um confronto diante do Santos. A equipe de Aguirre joga em um 4-4-1-1 que não permitiria a infiltração de jogadores santista na defesa do time uruguaio. A equipe, porém, peca muito em criação. Quero dizer, a falta dela. Além de tudo, o jogo do time do Peñarol é muito eficiente por se basear em jogadas aéreas, que parece que vem sendo um quesito que o Santos vem pecando. Para mim, jogar contra o time uruguaio seria mais difícil do que atuar contra o Vélez. Os argentinos jogam e deixam jogar. Os espaços que dariam as volantes seriam muito bons. Agora, se o Peñarol vai passar para a final, é outra história. Mas o que veremos a seguir, nos confrontos da Libertadores, será o time da casa tentando virar. E ouso apostar em Santos e Peñarol.

Por: Felipe Saturnino

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