Dia de maestros: do craque Petkovic à menção honrosa ao maestro suíço com sua batuta

Petkovic é um craque, mesmo. De se recordar os seus melhores momentos. Hoje ele disse adeus ao Flamengo e ao futebol em um jogo que não correspondeu nem um pouco ao que é e sempre será a sua grandeza no que se refere ao futebol. Um jogo de uma equipe que parece se traçar por linhas borradas de incerteza (Corinthians) e outra que se desenha indefinidamente por traços que pouco representam (Flamengo).

E fato foi que as duas praticamente exerceram quase o mesmo esquema de jogo por certo tempo: o 4-2-3-1 da moda atual. O modelo de Tite, que não está disposto a mudar e persiste no esquema, foi o que melhor funcionou na tarde de domingo. Em um apático, o Corinthians largou melhor. E foi o time alvinegro que abriu o marcador com Willian, em boa jogada do lateral direito Weldinho sobre o frágil Egídio. O jogador do Flamengo deu as condições para o lateral corintiano passar bem com entendesse. Ele passou e deu a bola para Willian.
No Flamengo, o 4-2-3-1 não originava nada. Os dois volantes de uma linha inicial da faixa intermediária, Renato Abreu e Willians, não conseguiam dar uma saída de bola que fosse lá das melhores. Willians não o fez nunca, e Abreu poderia fazê-lo. O Flamengo simplesmente não se achava em campo. E Luxemburgo, até que enfim, reparou que o Flamengo precisa de um Ronaldinho pela esquerda, bem como quando triturou seus marcadores nos tempos de Barça. Mesmo assim, o Flamengo como um conjunto, não funcionou. E não foi por causa de Petkovic, que aliás jogou bem. Era o meia mais centralizado do 4-2-3-1 rubro-negro. Bottinelli apareceu bem em oportunidades pelo outro lado, o direito, mas pouco fez. O Flamengo pouco criou contra um Corinthians baseado em ocupação de espaços que simplesmente aniquilou a apática criação flamenguista. Mas Ronaldinho, em uma falta, conseguiu o que foi um alívio. Sofrera a falta que, Renato Abreu, que não fez um primeiro tempo dos melhores, cobrou e empatou o marcador. Aliás, foi um golaço. Aliás, o time do Flamengo não jogou bem, em completo. Mas, Renato tirou uma dessas cobranças do baú e empatou.

No segundo tempo, o Flamengo tentou se reinventar de qualquer jeito que fosse possível. Ou ao menos parecesse. Deu-se que Ronaldinho começou a atuar mais centralizado, com Negueba caindo pela direita e Bottinelli pela esquerda, com Wanderley avançado. Com Wanderley saindo para Diego Muarício entrar, o Flamengo tinha mais poder ofensivo mas não criava chance. Uma equipe confusa. Era isso. Ronaldinho sem posição fixa, alternando setores. Negueba, idem. Diego Maurício, avançado, fixo. Transição para o 4-4-2, vindo de um 4-2-3-1 original.
O Corinthians não conseguiu nada. Não teve competência para ainda ir à frente e criar mais uma chance. Willian foi o melhor da equipe de Tite. Após Liédson sair, Edenílson entrou. Depois, Sheik. Morais também. Nada que mudasse o andar da carroagem.

Ao jogo: Petkovic, homenageado com devida menção no texto, não só pelo que jogou, mas pelo que representou enquanto esteve em campo.

Maestro com a bola.


Menção honrosa: Ao outro maestro com sua batuta, o suíço Roger Federer. Bater Djokovic na semifinal não foi suficiente para destronar Nadal. Para mim, o que fica é o jogo entre Federer e o sérvio. O gênio suíço, apesar de não conquistar o 17º título de Grand Slam, fez o que ninguém havia feito por ora: bater o sérvio. Isso mostra, mais do que tudo, o gênio que verdadeiramente é. À Nadal também fica menção, por bater o suíço, com tanta genialidade quanto o mesmo. Mas, Federer é Federer.

Maestro com a raquete.

Por: Felipe Saturnino

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