Entre festas e negócios

Claro que hoje tenho que abordar Ronaldo no texto sobre sua despedida. Óbvio que vou usar palavras como Fenômeno, artilheiro, sensacional, magnífico, craque, gênio etc para defini-lo. Claro que, hoje ele fará seus últimos 15 minutos vestindo o uniforme da seleção com maior importância no cenário do futebol mundial. Por tanto, Ronaldo tem de ser festejado hoje, com muito merecimento.

Entre festas e despedidas, também visualizamos uma equipe brasileira ainda necessitando de ajustes. Falta de articulador, chutes de média distância e jogadas laterais explorando os nossos atacantes, como atuou o Brasil de Mano contra a Holanda. O time de Mano, que antes regia o futebol em um 4-2-3-1 hoje não tem mais opção para jogar no esquema da moda do momento. Sem Ganso não há quem o substitua, apesar de achar que Hernanes seria uma boa à meia central brasileira. Porém, o ex-técnico do Corinthians que hoje verá seu ex-pupilo Ronaldo se despedir “em grande estilo” com a Seleção Brasileira em amistoso oficial, não convoca Hernanes desde o incidente que parece ter marcado o atual meia da Lazio da Itália e ex-são paulino. Aquela entrada faltosa que rendeu um vermelho merecido mudou os traços do jogo diante da França.

Águas passadas, enfim, estamos com problemas na seleção. E, por mais que hoje tenhamos uma parte festiva, Mano tem de resolver se vai prosseguir com um esquema que tem dificuldade em trafegar com a bola pelo meio-de-campo ao ataque sem um meia, vai mudar o jeito de jogar, ou simplesmente esperará por Ganso na meia do Brasil, com a legítima 10 verde e amarela.

Entre festas e negócios, Mano precisa acertar seu time. Nem que apresente uma atuação convincente diante da Romênia, o atual comandante da Seleção Brasileira ficará em créditos. O problema é maior. O Brasil precisa de um padrão que, de fato, renove as ideias que muitos dos nossos nativos tem sobre o Brasil nos tempos atuais. Um Brasil que é indeciso sobre o que faz com a bola e que não consegue emendar boas atuações contra grandes, este é o Brasil que temos em mente. Por mais que seja cedo, o Brasil não é o que esperávamos. Não é para ser vaiado, mas para ser, ao mínimo, questionado. Com razão. O torcedor não pensa assim. E se não tem razão, pouco importa. Se o Brasil não jogou bem, não convenceu, e não venceu, o torcedor, no caso, tem razão.

Entre festas e negócios, hoje Ronaldo diz adeus. Dizemos obrigado, meu caro.

Por: Felipe Saturnino

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