Entre uruguaios e brasileiros: a final da Libertadores

O Uruguai há tempos não tinha um time na final da Libertadores da América. Desde 1988, quando o rivalíssimo do Peñarol, o Nacional, venceu o Newell’s Old Boys na decisão.

Hoje o cenário remete à tradição clássica entre ambas as equipes. O Santos conseguiu vencer um Peñarol que havia sido bicampeão em 1960 e 1961, nas duas primeiras edições da maior competição das Américas. O triunfo santista surgiu em 1963.

Em tons atuais, para aqueles que reclamam do Peñarol, a equipe é boa e merecidamente está na final. E acho que o Santos não poderia esperar pior adversário. Um time que de tão pouco flexível em movimentação pode dificultar muito em marcação para um Santos que surge em desfalques no Centenário de Montevidéu. Neymar deverá ter menos espaço do que vinha tendo, já que nenhum jogador atuante da linha de quatro jogadores inicial do time uruguaio é móvel. Nenhum deles dá apoio algum.

Chave do jogo. Monopolizar o meio-de-campo do Peñarol não é lá das tarefas mais difíceis, já que mesmo com Martinuccio, a equipe tem um aproveitamento de troca de bolas muito fraco. Porém, o que se deve notar é que os dois jogadores mais abertos do Peñarol na faixa intermediária de campo – Mier e Corujo – participam muito e dão trabalho aos laterais adversários. Martinuccio é um jogador que atua nas jogadas laterais verticais com esses abertos, evoluindo em campo; ele ainda executa a função de marcar o volante adversário. A arma mais preciosa que o Santos terá em mãos será a conservação da posse de bola, sabendo que qualquer descuido de seus laterais poderá gerar gol ao Peñarol, sabendo dos dois jogadores mais abertos.
A segunda linha de quatro homens. O Santos não terá tanta facilidade em infiltrar volantes com jogadas rápidas de entradas surpresa, com Arouca, principalmente. A equipe no jogo de hoje terá Elano no comando do meio-de-campo, em teoria, o jogador vai exercer o papel de meia típico de armação. Mesmo não sendo mestre na função, vai ter que praticá-la bem no dia de hoje. Ficar com a bola e ditar o ritmo sobre um Peñarol que é deficiente em manter a posse é de extrema importância.
Neymar e seu companheiro. Neymar não terá facilidade hoje. Terá González marcando pelo seu lado de campo e não deixando muitos espaços em suas costas. Este lateral não sobe tanto assim, já que Corujo faz o trabalho em avanço lateral no campo desse lado falado agora e aqui. O Santos terá que achar outra alternativa. Possivelmente, mais movimentação de Neymar possa funcionar no caso.

Bom jogo e boa noite!
Ah, por hoje, meu palpite é empate.

Por: Felipe Saturnino

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