Frieza

Aquilo que chamava de hesitação, por parte do São Paulo, virou outra coisa. Aquela singularidade envolvida por passividade, entregando a bola ao adversário, mas não dando o campo. Lembra, daquilo de dar chance aos adversários? Então. Agora chamo aquilo de frieza.

Ao São Paulo não bastava ditar ritmos, controlar um jogo e tocar de lado. Diante de um Ceará veloz, por menção aos dois laterais da equipe, que avançam muito, o time de Rogério Ceni teria que ser algo mais. Aliás, já tinha sido este algo mais. Mas, agora, esse mais tem nome. E não é hesitação, que quase prejudicou o Tricolor contra o Atlético-MG. Nem mesmo a velocidade, que matou o Grêmio imortal em casa. A frieza de um time de meninos falou mais alto.
Até mesmo pois Carpegiani não substituiu de jeito tão certo. Ao menos, tirando Marlos, autor do tento do time paulista, fazendo um jogo dos melhores, PC Carpegiani parecia estar querendo se defender. Engana-se quem pensa que era somente isto. Engana-se muito. Liberar Jean e Juan para trabalharem com mais liberdade ajudando os volantes e o meia são-paulino – Lucas, no caso – foi o trunfo. Tudo isso diante de um Ceará que tinha tudo para empatar, e não empatou.
A frieza de garotos, que nem são tão garotos assim. Mas, há de se mencionar a atuação com 7 jogadores canteranos do Tricolor. Bem, de fato, parecem garotos. E são.

O Sampa, diante de um Ceará veloz de imposição de ritmos, soube se postar em campo. Jogando no seu 4-3-2-1, se remontou em um 3-4-2-1 com a entrada de Uvini no lugar de Marlos. O ditado de ritmos imposto pelo São Paulo constatou o que foi o jogo: uma frieza nas linhas tortas. O gol de Lucas, ao seu melhor estilo, restou ao time das três cores do Morumbi a liderança, com 100% de aproveitamento, completando um feito inédito. Porém, domingo tem clássico. Ainda há de se ressaltar que hoje, o Sampa é muito mais frio que outrora foi. Peca por, no lado esquerdo, ter Juan muito inconsistente na marcação. A zaga, mesmo sem tomar gols, ainda parece um pouco insegura. Mas, também há de se falar que é formada por garotos – Luiz Eduardo e Xandão, com Bruno Uvini entrando na segunda etapa. Hoje, o Sampa, veloz com Lucas e Marlos, contrasta com ditos de ritmos aleatoriamente, com toques verticais. Vai funcionar para domingo? Talvez funcione. Aliás, funcionou por 5 jogos.

Frieza - Ceni representa bem a maior qualidade são-paulina diante o Ceará

Por: Felipe Saturnino

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