Como esperar?

Uma semana depois do título merecido do Santos, Ganso e Neymar, juntos ainda de Elano, despediram-se da equipe do litoral e foram à Argentina, com fins para se agrupar ao conjunto proposto por Mano Menezes. E isto é o Brasil.

Sim, aqui meu texto proposto vai à Argentina, que pouco vi jogar. Lembro do embate que entravou diante um Brasil pouco ascendente, que ainda pouco havia trabalhado. Assim como a própria Argentina. Pois bem, para quem tem Messi, o pouco trabalho de pouco restara contra um Brasil pouco inspirado. A Argentina venceu em Doha, no Catar, por 1 a 0. Foi a primeira derrota de Mano exercendo a função de técnico. Águas passadas. Se o Brasil não tem um time convincente quando Ganso está de fora, a Argentina, amigo, eu não sei como virá a campo.
Do que me recordo, a equipe vitoriosa diante o Brasil veio com Mascherano, Banega e Pastore no meio-de-campo. Di María, Messi e Higuaín compunham a faixa avançada argentina. Se Batista repetir a formação pode ser que haja Tévez no lugar de Di María, possivelmente. Higuaín pode entrar mais para os últimos jogos da competição, como em um entrave final da fase inicial da Copa América. Há também o atacante Lavezzi, integrante do Napoli, que pode figurar no ataque argentino de Sergio Batista.
Outra questão é se Pastore – ótimo meia para dar base à criação de jogo argentino – irá atuar entre os titulares. Se isso ocorrer, teremos dois volantes mais contidos, nas devidas proporções. Caso não ocorra de Javier Pastore entrar, Messi, naturalmente, com toda sua habilidade, voltará à faixa intermediária para distribuir e fazer circular o jogo albiceleste. Não que Banega, o provável volante titular de Batista não seja um distribuidor. Na verdade não é. Messi, sabendo do que tem que fazer, – e o que fará – também sabe que a equipe argentina está armada ao seu redor. Mesmo que Gago tenha dito que não é assim. Pois é meu caro, é assim. A Argentina de Checho Batista é o Barcelona, sem tanto talento em demasiada demasia, em uma hipérbole sem proporção e nexo algum. Messi é gênio. Que joguem, então, ao redor do gênio.

Com sinceridade, teria Pastore ao meio-de-campo, contendo mais Banega ao lado de Masche. Di María faria parte do meu time, mas também teria que cumprir tarefas mais defensivas – assim como estava executando no Real Madrid de Mourinho.

No mais, esta Copa América vai ser uma das melhores. Messi, Neymar, Ganso, Forlán podem e devem brilhar. Então, esperemos a Copa América. Os times? Bem, estes não sabemos como esperar.

Sergio Checho Batista - ele sabe como vai jogar a Argentina

Por: Felipe Saturnino

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