Copa América II – Argentina 1 x 1 Bolívia: questão de mérito e demérito

A anfitriã já houvera preparado a festa anteriormente. Uma festa da torcida local. Palco para Messi brilhar, fazer gol, driblar, dar chapéu, entre outros. Somente esqueceram que do outro lado a Bolívia poderia ser uma inóspita visitante.

O primeiro embate da Copa América 2011 decidiu-se por alguns segmentos, quais devo ser rigorosamente rígido para criticar. A Argentina foi desorganizada, confusa, com futebol mediano. O time atuou sem um organizador característico, preferiu por um meio-de-campo com volantes, alguns que possam sair para jogar, nenhum que possa armar o jogo. Nem Banega, muito menos Cambiasso, muito longe disso. Quando falo tipicamente de armação, refiro-me ao jovem Javier Pastore, talentoso meia do Palermo. Serviria certamente ao caso prático de Sergio Batista.
Sem a típica armação e organização de jogo, mesmo assim, a anfitriã azul e branca não deixava de ser favorita. Caberia então à Messi a função de distribuir o jogo, fazendo a bola trafegar com mais qualidade na intermediária do campo. Banega e Cambiasso foram liberados para jogar um pouco mais ao gosto do freguês, com Javier Mascherano contido como um terceiro zagueiro. Messi, inicialmente, impôs ritmo ao jogo argentino. Bastavam alguns lances do gênio para satisfazer aos torcedores argentinos, com o gol, óbvio. O gol não saía. Não pelo fato de Messi somente fazer um jogo muito abaixo do seu possível, mas principalmente pela constante Bolívia bem postada no campo adversário. As duas linhas de quatro da inóspita visitante no jogo de hoje encaixaram com o jogo tremendamente não-definido pelo esquadrão de Sergio Batista, que mantendo Mascherano na zaga, liberou seus volantes, que não conseguiram trabalhar a bola e infiltrar pelos espaços deixados por Messi. Lavezzi teve uma atuação apagada, assim como Tévez. A melhor chance albicieleste foi desperdiçada com bom grado por Esteban Cambiasso. E fomos para o segundo tempo seguindo a lógica. Os mesmos esquemas; agora havia Di María no lugar de Cambiasso. Batista queria vencer, queria velocidade, queria presença no ataque. Tévez foi “empurrado” para a posição de centroavante, com Messi atuando pela meia central. Lavezzi fez mais uma metade decepcionante, até o ponto que jogou. Coube, posteriormente, à Agüero a devida posição.
Até que, com seus devidos méritos por manter a Argentina em uma confusão sem fim e não dar espaços para criação, a Bolívia, com suas linhas de quatro homens, marcou em La Plata. O tento que simboliza a confusão da Argentina no jogo. Banega só atrapalhou mais Romero, que tomou o tento feito por Edvaldo Rojas. Depois de muita desorganização, a Argentina continuou o segundo tempo em uma espécie de 4-2-3-1, com Mascherano já mais avançado atuando como volante. A Bolívia estava acuada, mas teve a chance de acabar com o jogo e liquidar a fatura por total. Bastava Moreno driblar Romero com eficiência e botar para dentro. Porém, o arqueiro se virou bem diante do atacante boliviano. E assim, Sergio Agüero fez um golaço, aos 30 minutos da etapa final, após cruzamento de Di María, símbolo do desespero e da desorganização argentina.

A Bolívia foi quase impecável. Apenas não ganhou. Uma equipe bem postada, dividindo bem a marcação e saindo bem contra uma Argentina com erros. Muitos aliás. As duas linhas de quatro dos bolivianos estavam bem postadas e deram pouca reação ao time argentino. Mérito da Bolívia. A Argentina viveu de imposições inconstantes, movidas ao puro gás de estreia, sem disciplina fiel ou organização regente predominante. Falei do mérito boliviano, mas Messi fez um jogo médio. E quisera Batista colocar Pastore a a equipe albiceleste estaria um pouco mais livre, com Messi mais desafogado e livre para abrir espaços e penetrar nos mesmos. Temos que exigir de qualquer forma do melhor do mundo, e neste caso nos deparamos com os deméritos argentinos.

Por: Felipe Saturnino

One Comment to “Copa América II – Argentina 1 x 1 Bolívia: questão de mérito e demérito”

  1. eu nao vi o jogo entao nao posso falar muita coisa,mas por isso q eu li a argentina nao esta com um time q veio pra ser campeao,por estar jogando em casa tem q ter alem de nome,tem q ter FUTEBOL,pq nome nao ganha jogo

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