Copa América VI – Chile 2 x 1 México: Justo!

O Chile de Bielsa se manteve intacto. Quer dizer, quase. Mudou um pouco. Hoje, aliás, não é mais de El Loco. É de Claudio Borghi. Que não perde os méritos de manter a mesma estrutura do Chile que foi até as oitavas na Copa do Mundo.

E o Chile de Claudio Borghi, mantendo a ideia de Bielsa – com alguma diferença – venceu o México em um jogo de ineficácia na primeira etapa e oportunidade na segunda.
Mesmo tendo perdido chances na etapa inicial, o Chile começou bem. Monopolizou as ações por movimentação de laterais – Isla pela direita -, toques rápido, sendo incisivo. Parou um pouco nisso. Aliás, há de se citar que a seleção chilena teve chance de abrir o placar: Sánchez perdeu o gol. Tudo isso proporcionado pela superioridade do Chile jogando contra um México muito pouco apurado. Pois é. Deu-se que o gol não saiu.

Foi o México abriu o marcador, no fim da primeira etapa. Armado praticamente com 5 zagueiros intactos e que atuavam contra um bom ataque chileno, – ineficaz, tem de se falar – o time mexicano levou de vencida a primeira etapa. O Chile, armado no 3-5-2, reeditando um pouco das ideias de Bielsa – mudando que o 3-3-1-3 de Bielsa hoje muda para uma linha de quatro jogadores na faixa intermediária do Chile – pressionou no primeiro tempo, pecou por, após perder chances de gol, não conseguir furar a defesa mexicana. Matías Fernández, um compositor da linha de 5 no meio-de-campo, não fez lá das melhores etapas. A pendência de gol não poderia ser creditada a este homem, mas sim ao abuso de erros de passes chilenos – mesmo sabendo que Fernández fez oito passes errados dos 42 totais do Chile. Mas o Chile era melhor.
E era mais time. Não por falta de chances, estava perdendo o jogo. Virou na segunda etapa, com um gol de Paredes – entrando no lugar de Beasejour – e outro de Vidal. Ambos surgiram de bola parada, mais precisamente escanteio.

Justiça feita, o Chile venceu pois é mais time que o México. Certamente. Teve algumas dificuldades na primeira etapa, abusando de alguns erros e por um jogo médio de Fernández. O México também se aproveitou para fechar-se. Na segunda etapa, não faltou eficácia. Paredes deixou sua marca e Vidal também. E Bielsa, hoje não mais treinador do Chile, ainda deixa sua marca no esquema idealizado pelo mesmo.

Uruguai 1 x 1 Peru — Mais um favorito que começa a Copa América de um jeito inconvincente. O Uruguai sofreu o primeiro gol após contragolpe e erro da própria defesa. A equipe ainda edita o 4-3-3, ou 4-3-1-2 que deu certo na Copa do Mundo. Suárez fez o gol de empate. Forlán fez um jogo abaixo do que pode. O Peru jogou num 4-1-4-1, e mereceu o empate pelo que fez. Soube explorar algumas jogadas e ainda teve chance de gol no 1º tempo. Ao Uruguai, resta enfrentar um Chile que saiu vitorioso com justiça diante o México.

Por: Felipe Saturnino

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