Copa América VII – O dilema de “Checho”

Sergio Batista sabe muito bem que, lá em sua terra, ele não é uma unanimidade. Se Maradona não era brilhante treinador, – e continua não sendo – ele era bem mais “popular” e “descolado” que Checho Batista, atual detentor do cargo. Essa apatia com o atual comandante da albiceleste não ocorre por não ser carismático, mas por recorrer de atitudes questionáveis. Na verdade, suas decisões eram e são questionáveis. Vide-se a convocação de Tévez, que quase acabou-se em não-convocação. Ao contrário de Dunga, porém, Batista não foi teimoso e orgulhoso, e, assim sendo, resolveu chamar Tévez para a disputa da Copa América.

Hoje, porém, Batista vive um dilema, que transcende a convocação de Carlitos. Quem dirá, há algum tempo, este era seu problema. Hoje, Sergio ‘Checho‘ tem mais um. Recorrer de mudança ao time de sexta-feira passada, que empatou em 1 a 1 com a Bolívia, ou persistir em um time que, com futebol mediano, foi quase abatido por uma Bolívia que nada intimida? Pois é. Resume-se, em suma, a isso.
Batista poderia, de fato, – e eu recomendaria isso ao técnico argentino – mudar a cara do meio-de-campo argentino. Seria bom para desafogar Messi, liberando-o e comprometendo-o para as mesmas funções, mas com responsabilidades diferentes. Se, por um acaso, ele conseguir armar um time que misture versatilidade na articulação de jogo e participação efetiva de Messi no jogo, a Argentina sairá vitoriosa, certamente. Para isso, Batista recorreria à Pastore, ao meio-de-campo. Sem falar em Agüero, que se mostrou mais jogador que Ezequiel Lavezzi, um dos que pouco produziu no entrave na estreia em La Plata. Com essas duas mudanças, – recomendadas à Checho – a Argentina teria mais forma de time confiável.

Checho e Lio - os dois são questionados

Com Pastore atuando, Messi seria desafogado para jogar com responsabilidades distintas. A Argentina de Batista, hoje, se baseia em um esquema feito ao gosto catalão, ou gosto barcelonista, azulgrana. O ponto que agora atinjo é que, Sergio Batista esqueceu que o Barça usa de dois meias para cadenciar e aumentar o ritmo do jogo, sempre no controle da partida. Iniesta e Xavi protagonizam a função, no caso. Pastore seria o que poderia liberar Messi para fazer o que faz no Barça. Agora, fato é fato e verdade é verdade que, Messi, como melhor do mundo que é, tem que jogar mais. Nem que seja sem “mais liberdades” e sem o dilema que Batista vive, Lionel deve alguns trocados para a albiceleste.

Por: Felipe Saturnino

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