Copa América XVI – Argentina 1 x 1 Uruguai – 4 x 5 nos pênaltis: Inóspito

É notório que o Uruguai não teme anfitriões. Resgate o exemplo clássico – o Brasil falhou ao perder a Copa de 1950 para os uruguaios, no Maracanã.

Os uruguaios se superam como poucos. Remetem heróis, dos mais valentes, com mais garra, que chegam até mesmo se exceder. Mas, de fato, eles têm doses de heroísmo no sangue que poucos possuem. Poucos mesmo.

A Argentina de Batista manteve o 4-3-3, e valorizou a bola mais do que tudo. Há de se ressaltar que no 4-4-2 uruguaio, não havia um jogador que conseguisse, em momento algum, segurar a bola e administrar o jogo, fazendo a ligação. Forlán estava comprometido em jogar pela frente, ao lado de Suárez. Enquanto isso, Messi dava problemas a Álvaro Pereira e Cáceres, no lado esquerdo uruguaio. Messi jogava da direita para dentro. Criou chances, costurou adversários, deu passe pra gol, – e outros que simplesmente não foram convertidos – driblou, fez tabela, chutou…
Simplesmente, quando houve a chance, Muslera estava lá para barrar o atacante que estava para converter a bola, tornando-a um tento constatado. E nisso, o jogo estava 1 a 1, na prorrogação. Pérez fez o primeiro – erro total da defesa argentina – e Higuaín empatou – com passe brilhante de Messi.

No segundo tempo normal, Tévez entrou para fazer a meia esquerda argentina, substituindo Agüero, que fez uma partida pobre. Enquanto isso, já na prorrogação, Lionel tentava fazer o seu. Pastore já havia entrado também, e estava compondo o meio-de-campo com Tévez e Biglia na prorrogação.

Muslera - fez a melhor partida da carreira

Voltamos a Messi. Que jogou bem. Então como os uruguaios passaram dos argentinos? Simples. Como já citei acima, em quaisquer das linhas, os uruguaios conseguem se superar como poucos. Foi assim em 1950, no ano passado – diante Gana – e ontem, bem, ontem também foi deste jeito. Muito se deve a Muslera, – que fez uma defesa brilhante e outra sensacional – Lugano, Arévalo Ríos, Forlán, e outros.

Quando houveram os pênaltis, os uruguaios foram mais fortes: venceram. Fortes, não desperdiçaram chance alguma, jogaram com um a menos quase a partida inteira, se seguraram bem e se fecharam em um 4-3-2; seguraram Messi, Agüero, Higuaín, Tévez, e qualquer um que for.

E não foi culpa do Tévez, nem de Messi. Os argentinos tiveram chances para vencer os uruguaios; porém, quando não foram incompetentes para converter a chance em gol, encontraram Muslera, que fez a melhor partida da sua vida.

Assim como Muslera, inspirados estavam Lugano, Scotti, Ríos, Forlán…

Muslera foi brilhante. O Uruguai, inóspito, foi sublime. Venceu a maior rival, e está nas semis.

Por: Felipe Saturnino

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