Copa América XVII – Brasil 0 x 0 Paraguai – 0 x 2 nos pênaltis: Displicência, incompetência e evolução

O futebol é brilhante. Quem o inventou é brilhante. O único jogo que, vencer ou perder, em suma, não retrata em fidelidade aberta o que foi o jogo.

O Brasil jogou bem, dominou. Mas, pouco importa. Os paraguaios foram robustos como sempre e, venceram e, estão nas semis. Mereceram.

Mano Menezes esteve convicto que manter o esquema 4-2-3-1 seria a chave. Chave que levava o nome de Ganso, Neymar e Robinho. Porém, além deles, citei aqui no post passado que os volantes teriam de aparecer para dar suporte aos santistas e, bem, um ex-santista. Ramires e Lucas apareceram, mais e melhor do que nos últimos jogos. O atual blue – Ramires – foi mais eficiente nas suas subidas; Lucas, como de se esperar, se conteve por algumas subidas pouco impactantes, mas subiu, de fato.
O Paraguai era robusto. 4-4-2, valente, duro como pedra. Marcavam forte, chegavam forte e faziam faltas até a última geração. Estigarribia, o jogador mais talentoso do Paraguai, compunha o lado esquerdo. Pela direita Vera atuava. Riveros e Cáceres eram volantes mais contidos.

Villar foi brilhante, mas brasileiros displicentes

O Brasil criou muito. Massacrou, em chances, claro. Robinho foi ótimo. Neymar, regular, foi displicente. Ganso, foi normal. Os volantes foram melhores que antes. Ramires subiu de produção na segunda etapa, mas mesmo assim os paraguaios conseguiram manter a Seleção em igualdade no marcador. O segundo tempo poderia ser de Neymar – que perdeu duas chances – ou de Ganso, que perdeu uma. Pato perdeu uma em defesa sensacional de Villar. Fred perdeu também, substituindo Neymar.

Mas, simplesmente penou. Por uma causa questionável, que envolve displicência e incompetência, nosso time ainda está na estaca de era pós-Dunga, e não era Mano Menezes. Um time que sai da forma que saiu não deve ser cobrado em demasia, mas, simplesmente, os erros em tamanho exagero exigem que a situação se torne de valor um pouco exorbitante. Mano, de fato, recorrerá a outro esquema, ou pode manter a mesma formação e esperar por resultados.

Os paraguaios, em contraponto, foram robustos e duros até o último nervo existente. Erraram pouco, e Villar – brilhante – , o melhor do jogo, pegou tudo e um pouco mais. É um exemplo para atribuir méritos a Paulo da Silva e Verón, defensores paraguaios que tiveram trabalho até demais hoje. E venceram.

Bem, os pênaltis foram uma ironia sem fim. Depois de perder diversas chances, do falado modo mais fácil, a seleção sucumbiu. Elano, Thiago Silva e André Santos perderam seus penais, no que culminou a eliminação brasileira da Copa América.

Injusta chega a ser. Não menos que seja, desmerecida não foi. Os paraguaios mereceram por ter segurado os brasileiros, até quando ficaram se mAlcaraz, fazendo assim Cáceres, antes volante, recuar para compôr a defesa. Foram fortes, robustos e persistentes.

E antes de tudo, não consigo ver progressões no Brasil. A Copa América serviu mais como um grupo de amistosos, onde, na equipe em si, não se estabeleceram grandes certezas.

A única certeza é que displicência e incompetência não fazem parte de evolução. Espero que não.

Por: Felipe Saturnino

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