Copa América XVIII – Peru 0 x 2 Uruguai: Quando seu craque e seu artilheiro jogam

Para se ter um futebol qualificado em um time, deve-se possuir, primordialmente, um elo para criação, com um jogador ou um conjunto que pode criar chances para serem concluídas finalmente em gol. Este é o setor mais importante de um time de futebol.
Tão importante quanto este elo de ligação é o setor ofensivo de conclusão de chances, para enfim, converter-se em gol.

Quando os setores funcionam em alguma harmonia, algum resultado convincente se tem também. Hoje, foi o Uruguai que finalmente fez uma apresentação convincente, sem descartar o jogo diante a Argentina. Mas aquele foi uma exceção – sabendo que os uruguaios jogaram com um a menos por 50 minutos ou pouco menos que isso. Hoje, Forlán jogou bem, e Suárez aproveitou seu oportunismo, dando uma aula de conclusão e finalização em gol.
No 4-4-2 de Oscar Tabárez, Diego Forlán jogou mais recuado, como um enganche para criação de jogadas, desdobrando o esquema em 4-4-1-1. Álvaro Pereira atuou pelo lado esquerdo, dando suporte à marcação e tentando carregar a bola e abrir o jogo por aquele lado. Assim, mas mais ofensivo, Álvaro González o fez pelo lado oposto.

Com Forlán fazendo a ligação tão devida e necessária, fazendo bons passes em um Uruguai bem arrumado, a vitória apareceu. O Peru tinha no lado esquerdo o seu maior trunfo, com Vargas. No lado direito, Advíncula aparecia, mas com menos eficiência, mesmo dando trabalho para Álvaro Pereira e Cáceres. Sérgio Maskarían optou por um tipo de 4-1-3-2, com Balbín fazendo a proteção e confrontando Forlán, Cruzado e Yotún variando as posições e Advíncula, já citado, fazendo o lado direito.

Talvez uma variação que tenha finalizado mais opções peruanas do que apenas e somente jogar com Vargas, o ótimo canhoto que foi expulso justamente, foi a mudança de posicionamento de Advíncula, indo do lado direito para atuar mais pela esquerda. Por lá, o lado forte do Peru, um espaço foi deixado por ambos, fazendo com que Maxi Pereira chegasse batendo de frente com Vilchez, um prático

Luis Suárez - o melhor do jogo fez dois

zagueiro peruano da linha de quatro jogadores ultra defensivos.
Por conseguinte, Forlán tomou conta no confronto do meio-de-campo, contra um Peru possuindo apenas um “lado bom“. Assim, deu-se a todo momento do embate um tempo para Luis Suárez e Diego Forlán brilharem. E brilharam, quando mais precisaram.

Quando seu craque e seu artilheiro jogam bem, ambos saem satisfeitos. Aliás, ajudam o time também, por serem muito importantes no desempenho. Forlán vai evoluindo quando os uruguaios mais precisam, assim como Suárez, o melhor do jogo de hoje.

Por: Felipe Saturnino

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