Copa América XIX – Os 11 e os palpites

Depois de 22 dias de jogos, – decepcionantes, há de ser dito – estamos chegando ao fim da Copa América. Hoje Peru e Venezuela duelam pelo 3º lugar e amanhã teremos uruguaios e paraguaios fazendo a final.

O nível da competição é relevante, de ser dito, obviamente. Não sei se leva o motivo de considerar o final da temporada europeia e os jogadores, possivelmente, estarem esgotados. Ou de fato o futebol está nivelando, ou, também, pode ser que os figurões de sempre, brasileiros e argentinos, tenham suas seleções ainda em reformulação e renovação. Os argentinos tem mais nomes veteranos no elenco, o que os brasileiros tem como quase igual. Porém, há de se falar que carregamos em alguns jovens nossa esperança, o que torna a seleção mais vulnerável a golpes. Não evoluímos, em nada.
Porém, os uruguaios e paraguaios se afirmaram. Seja por isso, estão na final. Ambos os dois derrotaram argentinos e brasileiros, respectivamente.

Os finalistas se afirmaram pois, de fato, trabalham há mais tempo juntos. Os uruguaios chegaram na final com maior merecimento – o que não pode se discutir em relação aos paraguaios. Mas, há de se falar que os paraguaios fizeram uma Copa América um pouco abaixo do esperado. Os empates refletem o nível técnico, de uma equipe pouco produtiva da seleção de Gerardo Martino.

Estamos aqui, então, para selecionar os melhores da Copa América. Para mim, estes são os 11 melhores.

Fernando Muslera – goleiro do Uruguai: sua atuação diante os anfitriões foi a melhor de um jogador na Copa América, quando analisado a fio. Fez defesas brilhantes e decisivas no jogo, e jogou regularmente na Copa América inteira – salve o lance diante o Peru, em que quase resultou numa falha. Nota: 7,5

Maximiliano Pereira – lateral-direito do Uruguai: não é brilhante, nem foi, mas de fato foi seguro nas suas atuações, mesmo sendo “atazanado” um pouco por Agüero nas quartas. Foi protegido por volantes, é claro, mas isso não tira o seu méritos em um bom apoio. A vaga teria ficado com o brasileiro Maicon, porém, teria que se manter em um nível regular. Maxi Pereira conseguiu, mesmo não sendo brilhante e eficiente em nenhum jogo do Uruguai. Nota: 6,5

Paulo da Silva – zagueiro do Paraguai: foi bem na competição, sendo o melhor defensor de uma zaga paraguaia um pouco insegura em alguns momentos. Fez par com Alcaraz, e também com Verón, nas vezes que este não foi lateral. Da Silva cometeu apenas uma falta na Copa América – acredite – e realizou 29 desarmes em 5 partidas disputadas. Não é o mais técnico da Copa, mas foi o que teve atuações mais regulares e interessantes. Por estes motivos já citados, ele ganha a vaga na seleção. Nota: 7

Oswaldo Vizcarrondo – zagueiro da Venezuela: foi bem em seus jogos, dando estabilidade para a defesa. Realizou 15 desarme – mias da metade que seu companheiro de seleção da Copa América – e fez 5 faltas. Compreensível para uma defesa que foi vulnerável para a competição e sairá com boa imagem, certamente. Nota: 6,5

Pablo Armero – lateral-esquerdo da Colômbia: mesmo com o fracasso dos colombianos na competição, a equipe mostrou peças interessantes e notáveis. Como os “portugueses” Falcao e Guarín, e também, destaco aqui, logicamente, o lateral Armero. Fez boa temporada na Udinese, fazendo dois gols em seus jogos. Apoia bem, aparece no ataque, havendo tempo para recompor a defesa colombiana. O colombiano de 24 anos fica com a vaga por se destacar no apoio qualificado e ser protegido por bons zagueiros colombianos. Nota: 7

Arévalo Ríos – volante do Uruguai: o ótimo volante uruguaio fez ótimas atuações na Copa América. Sua melhor, para mim, foi diante a Argentina, quando teve de se cuidar com Messi jogando pelo seu setor. Soube lidar e por isso está na seleção da Copa América. É mais um jogador que manteve-se regular em um Uruguai que começou com deficiências em articular jogadas pela frente, mas sempre obteve êxito em jogadas defensivas, mesmo com Lugano não sendo o de sempre na zaga central. Arévalo tem poder de marcação, e comanda os cabeças de área uruguaios. Nota: 7

Seleção da Copa América no 4-2-3-1: força pela esquerda com Armero e Estigarribia; pela direita, Messi com liberdade para flutuar pelo campo, tendo cobertura de Ríos; Guarín sai sendo segundo-volante para dar suporte a Forlán, o enganche da articulação

Fredy Guarín – volante da Colômbia: outro que destacou-se apesar do fracasso colombiano. Sua temporada em um forte Porto de Villas-Boas o trouxe para a Copa América como um dos melhores segundo-volantes que existem, um jogador com boa presença pela frente, que passa bem a bola e consegue compor o meio-de-campo. Está na seleção por apresentar isso em seus jogos, superando neste quesito o brasileiro Ramires, outro que decepcionou muito na seleção brasileira, que poderia estar aqui também. Guarín merece a vaga aqui. Nota: 6,5

Marcelo Estigarribia – meia do Paraguai: o bom canhoto paraguaio fez ótima competição até aqui, sendo a arma paraguaia nas saídas de jogo. Foi bem no empate contra o Brasil, ainda na primeira fase, participando dos dois gols. Sendo a opção do jogo paraguaio, reagiu bem e foi o melhor na posição, com boa velocidade em suas jogadas. Por isso, ganha a vaga até aqui. Nota: 7

Lionel Messi – meia/atacante da Argentina: o melhor do mundo não fez tudo o que podia, mas jogou muito bem nas últimas duas partidas. Por este motivo, ganha a posição, até pelo fato de nenhum ganhar a sua posição na seleção da Copa América. Messi fez suas melhores atuações atuando do lado direito para dentro, e por isso foi bem contra a Costa Rica e o Uruguai. No final da era Rjikaard no Barça, era o que ele fazia. Justamente, foi o que Batista fez. Deu certo, mas não bastou. Mesmo assim, ele ganha a vaga. Nota: 7

Diego Forlán – meia/atacante do Uruguai: jogou as últimas duas partidas bem, e por isso, ganha a vaga na seleção. Sua atuação contra o Peru foi boa, e isso o faz entrar aqui neste time. Como enganche, ele fez o jogo uruguaio fluir interessantemente, mesmo estando apagado nos primeiros dois jogos. Merece a posição por isso, e pelo que ainda está por vir – me refiro à final. Nota: 7,5

Luis Suárez – atacante do Uruguai: fez boas apresentações na Copa América, como diante o Peru e contra a Argentina, também. Mesmo estando apagado no início, ele também fez o time fluir e marcou gols fundamentais para classificação do Uruguai até a final. Merece a posição por isso e pelo que pode fazer na decisão. Nota: 7,5

Palpites:

Peru 0 x 1 Venezuela

Uruguai 2 x 1 Paraguai

Por: Felipe Saturnino

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