Na Bundesliga, time a ser batido é o Borussia

Götze - o alemão habilidoso de um talentoso Borussia

O Borussia começou a temporada do mesmo jeito que terminou. Ganhando é a palavra correta para terminar a primeira frase do post. Pois sim, o Dortmund venceu o Hamburgo em uma estreia brilhante pelo futebol apresentado pela equipe mandante em 70 minutos de jogo, e também pelo clima e as circunstâncias de um jogo de estreia.

Jurgen Klopp sabe muito bem que será difícil vencer a salva de prata pelo 2º ano consecutivo; mas, que se note, não creio que seja nada, nada impossível.

O Borussia derrotou o Hamburgo jogando muito futebol – por 70 minutos, que se diga. Armado em um 4-2-3-1, os mandantes venceram com a autoridade sempre notada de quem atua no Signal Iduna Park. Mario Götze e Kevin Grosskreutz foram os melhores na partida, justamente os jogadores que atuam mais “abertos” no campo. São técnicos e tem uma importância tática relevante.

Tecnicamente, ambos tem suas qualidades que os fazem mais notáveis no time de Dortmund. Götze é veloz e habilidoso. Grosskreutz é rápido, mas não chega a ser Mario, mesmo sendo um jogador altamente versátil, dando apoio e tendo poder de marcação e de recomposição.
Taticamente pelo fato de, por ambos atuarem abertos, os dois jogam em cima do laterais adversários. Götze foi brilhante em seu jogo hoje, pois jogou em cima de Aogo e o prendeu, não o liberando para apoio algum. Por isso, Elia, o meia hamburguês, simplesmente se viu em maus lençóis quando confrontou Piszczek – o lateral do Borussia. Mesmo com as investidas do Hamburgo sendo por aquele lado, – lado esquerdo do ataque da equipe – o desenvolvimento criativo era muito fraco. Enquanto isso, Grosskreutz apoiava por um lado muito deficiente no caso do Hamburgo – já que falamos do lado direito, onde Diekmeier joga, um lateral que apoia mas não marca bem. Com isso, Kevin atacava e recuava para não deixar Löwe – contratado de Jurgen Klopp – vulnerável.
Com os dois lados inoperantes, ainda aconteceu de Michael Oenning – técnico dos visitantes – creditar a Guerrero a posição de meia central no 4-2-3-1 da equipe visitante em Signal Park. Um erro, ao menos para mim, que só tornou a equipe hamburguesa menos efetiva no ataque. Por isso, o zagueiro brasileiro Felipe Santana saía para conflitar o “meia” Paolo Guerrero. Ele era o jogador designado para combater o peruano; assim sendo, os volantes Bender e Gandügan tinham outras tarefas a fazer. Bender se limitou ao combate anterior a defesa, por vezes conflitando com Töre, o meia-direita da equipe do Hamburgo, e, em ocorrências, ajudando Piszczek no combate a Elia. Gandügan se viu livre para desenvolver o jogo, ao lado de Kagawa, Götze e Grosskreutz. O japonês – muito talentoso, por sinal – tinha em sua marcação Rincon, venezuelano que jogou a Copa América. Mesmo assim, ele rolou sobre a marcação. Chutou perigosamente ao gol no minuto 14. 10 minutos depois, já com um a zero no placar após gol de Grosskreutz, o nipônico fez “embaixadas” com a bola, após linda jogada de própria autoria e, colocou a bola na trave.
Mario Götze fez o segundo em jogada belíssima com toque de letra vindo de Lewandowski após ótima tabela.

No segundo tempo, Grosskreutz fez o terceiro. Tesche descontou para o Hamburgo, após Jansen entrar bem e mostrar como foi bom lateral e como ainda sabe apoiar.

Mas, além da vitória, o Borussia provou ser um time que pode sim, manter a taça. Com uma importância tremenda baseada em Grosskreutz e Mario Götze, a equipe funciona normalmente com jogadas laterais, entradas em diagonal, movimentação, tabelas, triangulações, muita velocidade e toque de bola. Com Götze, a equipe anulou Elia, pelos motivos mostrados acima. Com Grosskreutz, a equipe se preveniu pelo lado em que o Hamburgo tinha deficiência mas que apoiava. Com Kagawa, uma maior criatividade, partindo do centro. Com os laterais, apoio e suporte aos wingers – que são Götze e Grosskreutz. Com uma boa dupla de volantes, a equipe produziu bem e dominou as ações do jogo, vencendo o duelo tático e técnico no meio-de-campo.

Sim, o Borussia Dortmund é o time a ser batido na Bundesliga. Mesmo que o Bayern não seja um time que fique dois anos sem um título do alemão há algum tempo. Pois é, parece que o fato pode acontecer desta vez.

Por: Felipe Saturnino

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