Corinthians não é mais o mesmo e São Paulo mostra evolução

Atlético-PR 1 x 1 Corinthians

Alex - o melhor jogador do Corinthians que já não é mais o mesmo


A liderança corintiana já não era mantida da mesma forma que uma vez foi. A equipe ficou invicta por 10 jogos, e depois foi derrotada por um Cruzeiro ultradefensivo mas altamente produtivo em suas conclusões a gol. A equipe venceu o Corinthians marcando os laterais, neutralizando-os.
Desde o jogo do Avaí, ficaram claros alguns limites do alvinegro paulista. Era líder, mas apresentava uma dependência de seu meia central, constatando ainda a queda de rendimento de Willian pela direita, e ainda um Jorge Henrique muito funcional taticamente mas tecnicamente deixando a desejar.
No duelo da Arena da Baixada, o Corinthians era mais time, porém, não o dava como favorito. Muito pelo fato de, praticamente, todo time que visita os atleticanos não ser favorito. Pois é, mas os corintianos sabiam que Tite, mantendo o seu natural e predileto 4-2-3-1, comandava um time que tinha tudo para vencer.
Porém, como uma vez disse, o Corinthians já foi “mais líder” no campeonato do que era antes de entrar em campo, hoje. No duelo diante o Atlético-PR armado em um 4-3-1-2 por Renato Gaúcho, o Corinthians tinha vantagem no meio-de-campo, com 5 jogadores – sendo dois volantes e três meias. Com isso, a marcação não ia se encaixar naturalmente. Simplesmente, Kléberson ficou com Danilo, Deivid fez cerco a Alex e Jorge Henirque tinha mais liberdade diante Cléber Santana. Errado.
O organizador do Atlético-PR – sim, Cléber Santana era este homem – comandou a equipe desde a direita, abrindo espaços e distribuindo passes. Marcinho era o meia central que tinha Ralf em seu cerco. Paulinho era o homem a fazer chover. O segundo volante corintiano tinha de aparecer no ataque para a superioridade numérica no meio-de-campo se consolidar. Pois é, Paulinho fez um primeiro tempo discreto. Cléber Santana organizava o jogo e Weldinho sofria com as investidas de Mádson pelo lado direito do Corinthians. Numa delas, obteve-se o pênalti. No segundo tempo, o Atlético-PR transitou para o 4-3-2-1 com a entrada de Branquinho, e o Corinthians tirou Willian de uma posição não tão confortável: a de centroavante. Tite manteve o desenho, e com Alex fazendo uma partida muito boa, a equipe empatou. O mesmo Alex fez também de penal.
O empate surgiu após uma ótima participação de Paulinho em jogada ofensiva do Corinthians. Se isso tivesse sido feito na etapa inicial, talvez o Corinthians tivesse saído vitorioso da Arena da Baixada. O que se tem para afirmar é que Willian teve uma queda de rendimento que é normal, mas que é sentida pelo Corinthians, e ainda não pode se falar do gol que o camisa 7 perdeu. Um tento que fez diferença na contagem final.
Weldinho não é o indicado para a lateral-direita – sorte que há Alessandro – e Paulinho fez uma partida muito pobre, sem tanta efetividade nas jogadas de ataque.

Avaí 1 x 2 São Paulo

Cícero - mesmo não sendo meia de articulação, foi o melhor em campo


Adilson Batista foi com Cícero, Carlinhos Paraíba, Wellington e Denílson para compor o losango previsto. Nenhum desses tinha características semelhantes a de Rivaldo, com relação a ligação de jogo.
Quando Cícero começou a aparecer mais nos suportes a Paraíba e Wellington, percebia-se que o São Paulo iria sofrer. E sofreu.
Com um 3-4-1-2 compactado na defesa, o Avaí se defendeu com seus zagueiros, seus volantes, liberando apenas para o jogo seus laterais – Romano e Arlan. Este último incomodou muito Juan, que sempre foi deficiente no que se trata de marcação.
Sem uma ligação qualificada e jogando contra um time compacto no campo de defesa, a equipe do São Paulo teria de recorrer a uma saída periférica, uma infiltração.
O primeiro tempo foi pobre, muito truncado. O time de Batista simplesmente não conseguiu arrumar espaços em um meio-de-campo muito marcador e protetor do Avaí. Na segunda etapa, o Avaí conseguiu sair em uma jogada periférica, e com uma complicação na zaga tricolor, estreando João Filipe, a equipe abriu o marcador.
Antes disso, Juan havia mostrado o “mapa da mina”. O lado direito do Avaí, após uma jogada sem grande fim. E as infiltrações aconteceram. Foi de um dos muitos volantes que jogaram no São Paulo. Cícero, o nome dele. O são-paulino fez um de cabeça e depois demonstrou a força e a personalidade da equipe de Adilson Batista, que, mesmo ganhando, sofreu sem um articulador nato. Este é Rivaldo. Poderia ter sido Marlos.
Mesmo assim, a equipe teve atitude e foi melhor.

Por: Felipe Saturnino

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: