Uma vitória emblemática para o time de Löw

Todos sabem como os germânicos tem um time forte e, além do mais, um bom técnico. Aliás, um ótimo técnico.

Joachim Löw assumiu ao fim da Copa de 2006, que não, não foi um fracasso.
O time de Klinsmann foi terceiro lugar, vencendo Portugal por 3 a 1 na oportunidade.

Hoje, Löw tem um time ‘mais time’ que aquela esquadra de Jurgen Klinsmann. A qualidade técnica do futebol alemão é de um time top, talvez perdendo somente para a Espanha, chegando a desbancar os holandeses vice-campeões mundiais. E se comparando ao time de Klinsmann, a Alemanha de hoje também é um time com mais futebol.

A vitória dos alemães é tão importante quanto a derrota dos brasileiros. Sim, pois significam coisas distintas aos trabalhos – enquanto Löw forma um time mais forte e mais encorpado, Mano tem um time com indefinições e nomes questionáveis no elenco. E, também, pelo que significam. Os amistosos contra figurões são importantes. A questão abrange outras vertentes de pensamento.
Até pelo fato de, quando Mano jogar contra uma equipe de nível da Alemanha, se perder, a derrota terá um impacto notável. Estes jogos estão em um nível alto, e por isso são importantes para testes. A questão é até onde testes deste nível influenciam o trabalho de Mano na seleção. Perdê-los pode representar uma queda do técnico na seleção atual.

O confronto dos dois times no 4-2-3-1 mostrou como o meio-de-campo alemão é funcional. Schweinsteiger, Kross, Götze, Müller e Schurrle, que jogou no segundo tempo, monopolizaram as ações do jogo no tempo inteiro. O Brasil teve um Ramires regular, mas sem brilho algum, um Ralf protetor mas que não conteve os avanços do trio da segunda linha de meio-de-campo alemã, um Neymar debilitado e fraco, um Robinho esforçado mas ainda sim médio e um Pato fazendo um jogo acima das atuações de Copa América.

Ralf fez cerco a Mario Götze em praticamente todo tempo do jogo, e não se saiu bem. Fernandinho fez um primeiro tempo razoável, mas não conseguiu ser efetivo em jogadas ofensivas. Müller, pela direita da Alemanha, no 4-2-3-1 proposto por Löw, mantia um apático André Santos no seu cerco. E olhe, André Santos conseguiu movimentar-se para dar apoio em uma jogada do Brasil, somente. No lado oposto, Podolski fazia suas jogadas com suporte de Lahm, o ótimo lateral alemão.

Não deu outra. Depois de 15 minutos consideravelmente regulares na etapa complementar, a equipe brasileira não conseguiu se afirmar diante os alemães. Em um pênalti de Lúcio bem marcado, Bastian Schweinsteiger se confirmou como um dos melhores em campo. Ele conseguia organizar a Alemanha, surgindo da posição de volante. Mas o melhor em campo foi o autor do segundo gol. Como já citado aqui no blog, Götze parece ser um pequeno craque. O alemão fez uma partida de gala, mesmo jogando em uma posição que não é o seu lugar original. Após uma jogada de Kross-Klose e Götze, os alemães marcaram o segundo. O Brasil fez de penal com Robinho, porém, André Santos resolveu mostrar suas mais do que evidentes deficiências. Schweinsteiger recuperou a bola e entregou para Schurrle, o bom atacante do Leverkusen, marcar o tento.

Neymar fez o seu, que não foi nada mais do que relevante.

As atuações são relevantes sim. O Brasil por uma atuação razoável, mas pouco efetiva. A Alemanha pelo emblema que a conquista diante os brasileiros carrega. O time de Löw se consolida mais e mais.

Aos brasileiros resta rever nomes da convocação e, finalmente, formar um time que seja competitivo e que possa vencer um dos figurões mundiais.

Pois avaliar uma demissão ou, no mínimo, pensar numa, chega a ser algo um tanto fútil. O trabalho ser medido diante um confronto com a Alemanha não é justo. O trabalho deve ser mensurado com as etapas gerais, desde a convocação até o jogo.

Mano não tem uma equipe para a seleção, mas tem padrão. Um passo dado. Um passo pequeno, que se diga. Somente não consigo ver um time competitivo em 13 jogos de trabalho na era Mano Menezes. Esta é a maior crítica feita a Mano aqui.

Alemães tiveram um meio-de-campo muito funcional; ao Brasil faltou ligação de jogo


Para Löw, uma vitória emblemática para um futebol envolvente dos germânicos. Conquista justa e merecida aos tricampeões mundiais.

Por: Felipe Saturnino

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