Liderança – válida e parcial

Todos nós sabemos que o Corinthians, mesmo sendo líder, não é mais o time assustador e temível das rodadas iniciais do campeonato brasileiro.

Muito por causa dos desfalques e a queda de rendimento de alguns de seus jogadores. Willian, como um exemplo mais claro.

Por isso, falar do jogo de ontem diante o Santos não é tão interessante. O confronto tático de um 4-4-2 e um 4-2-3-1 acabou empatado em 0 x 0.

Tite testou a formação com dois jogadores criativos, mas um deles fazendo uma função como jogador mais periférico e lateral, servindo mais para dar sustentação para as jogadas criativas do que para somente criá-las. Danilo jogou executando esta função. Diante o Atlético-PR se saiu bem, de certa forma. No jogo contra o Santos, o meia deixou a desejar. Assim como o criador, Alex.

Willian, como já dito, tem tido um rendimento médio nas partidas recentes. Émerson não vem bem.

E o Santos, no 4-4-2, teve Henrique, o ex-volante cruzeirense, que caiu bem na equipe de Muricy. No confronto diante Alex, ele tinha que fazer cerco ao camisa 12 corintiano. Foi bem. Seguro em sua atuação.

Arouca, mesmo saindo como segundo volante para dar poder à organização santista, tinha que dar suporte na marcação à Willian, que tinha Léo em seu cerco normal. Assim sendo, não teve uma boa atuação. Ibson também recompunha por aquele lado, o que deixou as tentativas de evolução de jogo naquele ponto do campo mais difíceis – mesmo sabendo que Ibson não é um bom marcador. O destaque mesmo foi para Elano, que atuando em posição mais lateral, soube jogar e criar algumas jogadas pelo lado.

No mais, o futebol foi muito razoável.

E o líder Corinthians merece a posição, mas sabe que se continuar com o rendimento atual perderá-a de alguma forma, seja para Flamengo ou até, em uma outra hipótese, para o rival São Paulo.

Sabendo do nível de competitividade da competição, Liédson voltando será fundamental para uma volta do Corinthians ao campeonato, de fato.
Pois dos últimos 12 pontos, a equipe ganhou 5.

Parcializando, a equipe precisa de seu centroavante. E uma apresentação geral também necessita de ser melhor.

Para noticiar, com a perda de Fábio Santos, o Corinthians tem Ramón. A questão é mais ampla. Com Ramón, que é um lateral um pouco mais agressivo por aquele setor do que Fábio Santos, Ralf estará mais carregado para recompor o jogo. Mesmo fazendo ótima temporada, é mais uma tarefa para o volante, agora da Seleção brasileira.

Por: Felipe Saturnino

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