Criação, filosofia, problemas, maturidade e juventude

Walcott - o jovem e talentoso de um Arsenal muito confuso


Arsène Wenger, notoriamente, é sabido como um dos maiores treinadores do futebol. Afinal, não é por qualquer coisa que um técnico se mantem num cargo por tanto tempo, e com a eficiência que tem.

Porém, sabe-se também que sua eficiência há tempos não é refletida em títulos. Desde a temporada 2003-04, os Gunners simplesmente não ganham títulos. E tem uma explicação.

Sabendo e conhecendo Wenger, creditamos os sucessivos fracassos do Arsenal à filosofia do clube. Ou do próprio Wenger – de fato, é a do treinador.
Tivera ganhado a Carling Cup diante o Birmingham, em fevereiro do ano atual, e a pressão sobre os ‘garotos’ do Arsenal certamente seria menor.
Mas a sina continuou e o clube permaneceu sem título, depois de 7 anos.

A saída de Fàbregas mostra o que o clube forma: jogadores que se formam e deixam a instituição.

Desde a criação de base, o Arsenal volta seus garotos ao clube com uma grande atenção. Mas não crê em alternativas mais experientes para dar maturidade ao grupo atual. E se necessita disso. Fica mais claro e evidente.

Hoje, diante a Udinese, Wenger não dirigiu os Gunners no campo, mas sim, dos camarotes do Emirates – punição em respeito às reclamações do jogo diante o Barcelona, pelas oitavas da Champions deste ano. A equipe não se achou em campo e, jogando em um 4-3-3, o jovem Ramsey, outro bom nome da base, decidiu o jogo com um passe.

Mas o time não conseguiu desenvolver a criação na partida. Muito pela vantagem da Udinese no meio-de-campo – sabendo que possuía 5 jogadores e o Arsenal três. O que não tira o demérito dos londrinos quando se refere ao jogo em si. Com Rosicky jogando mal, o time do técnico francês não conseguiu fazer ligação e dependeu basicamente de suas jogadas laterais, com Theo Walcott, ou de um lampejo de Aaron Ramsey. Gervinho fez um jogo fraquíssimo, o que acarretou em problemas na sua movimentação. O avante da Costa do Marfim não se achou em campo, e ‘circulou’ pelo campo de batalha.
O destaque para a Udinese fica para a vantagem que a equipe tomou no meio-de-campo, prendendo seus volantes para as saídas periféricas do bom apoiador Isla e do ex-Palmeiras, Pablo Armero. Tivera ele convertido sua chance em gol e o Arsenal estaria mais do que encrencado.

Mesmo ganhando, mais uma vez, o time de Wenger não parece confiável. O reflexo de uma filosofia de criação do técnico que, transmitida diretamente ao clube, gera prejuízos na produção de jogadores enquanto seus times se desenvolvem apenas de ótimos jovens valores, mas não de experientes certezas. A seca de títulos só reforça a tese.

Wenger - filosofia do francês parece ter fracassado

Por: Felipe Saturnino

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