A importância de um bom passe e de uma referência

Há tempos insisto que algumas situações em equipes que não conseguem atuar bem são denominados problemas de “articulação”. Pois é, acontece muito nos times mas é algo que pode virar clichê.

No São Paulo de ontem, não faltou evolução de jogo e desenvolvimento no campo adversário, mas sim, um passe qualificado – a falta que um Rivaldo, mesmo com seus trinta e tantos anos, faz. Sim, o passe qualificado, com um tripé de volantes que parece ter recursos para fazer uma transição com qualidade suficiente.
Mas a falta de um jogador mais refinado consiste. Lucas é um condutor de bola, que tem muitos recursos. Dagoberto e Fernandinho são atacantes, mas nenhum deles é referência.

E ontem, no 4-3-1-2, o São Paulo idealizado por Adilson Batista só conseguiu se encontrar no segundo tempo, sabendo que não ameaçou a equipe do Ceará na etapa inicial. O time de Vágner Mancini clamava por uma jogada de maior velocidade, para encaixotar a equipe paulista. No 4-4-2 que libera os laterais e persiste com Edmílson aprofundando a posição de um volante, o Ceará nada conseguiu. Osvaldo caiu pelos lados, flutuando por trás de Marcelo Nicácio, preso entre os zagueiros. Egídio, um lateral apoiador mas pouco combativo, perdeu quase todos seus confrontos com Iván Piris, sempre atento à marcação.

No segundo tempo, com um passe mais qualificado, o time do Morumbi achou três gols. O primeiro demonstra a falta de um meia central avançado com mais recursos do que Lucas e uma referência, que foi executada por Cícero em um belo gol de domínio e chute.
Depois, as jogadas dos gols basearam-se em velocidade, uma marca deste São Paulo nos últimos confrontos.

O time ideal de Adilson Batista precisa de uma qualificação no passe e uma referência. Há de se dizer que um time pode funcionar sim, sem uma referência. Mas sem um bom passe, não, a transição meio/ataque não é executada.

Dagoberto - autor de um dos gols no jogo


Wellington fez jogo seguro como primeiro-volante e tem de se falar que o bom zagueiro João Filipe fez uma atuação digna de um 7,5. Como Ceni disse ao final do entrave, “jogou muito bem”.

Botafogo x Atlético-MG: no 4-2-3-1, Caio Júnior deu ao Botafogo uma cara. O time de MG foi de 4-3-1-2, com Fillipe Souto fazendo o volante primário, mas distribuindo bem o jogo. Richarlyson simplesmente fez um jogo muito esforçado mas pouco produtivo. O time de mineiro precisa se achar, caso contrário, amargará seriamente a ideia do rebaixamento. Os botafoguenses avançaram jogando em um nível mais baixo em relação a entraves anteriores, mas, mesmo assim, com um pênalti marcado de forma equivocada, foram superiores aos atleticanos. De olho no time de Caio Júnior, com jogos promissores. Com exceção desse, é claro.

Por: Felipe Saturnino

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