Mais um título para Pep e os ensinamentos do “espelho” Porto

O Barcelona é cada vez mais campeão, mas já nesta temporada. O segundo título em dez dias mostra a força da equipe a ser batida no mundo.

Todos sabem que, para parar o Barça, é preciso barrar a transição meio/ataque. Ah, não se esqueça que você não pode deixar Lionel Messi jogar solto. Impeça os avanços dos laterais e, ainda, tenha uma linha defensiva combativa e inteligente o bastante para não deixar Villa e Pedro infiltrarem-se sozinhos na área adversária – vide linha de impedimento.

Mourinho, que tem elenco para fazer o possível e o mais que possível contra o Barcelona, seguiu a lista corretamente. Impediu a transição, não deixou Messi trabalhar solto entre as linhas dos volantes e dos zagueiros centrais e colocou seus “wingers” para impedir os laterais barcelonistas de jogar para o apoio. No 5 a 0 deu errado, na Copa do Rei funcionou. Mesmo assim, os madridistas fizeram sua melhor partida na temporada passada diante os rivais e, ainda assim, não foi possível parar o Barcelona de Josep Guardiola. Até pelo fato de sua equipe jogar cada vez mais e incorporar cada vez mais o estilo “tiki-taka“, de posse de bola, monopolização das ações e infiltrações.
Mas quando o português do Real propôs o 4-1-4-1 se desenvolveu um estilo para atuar contra o Barcelona. Você joga no extremo da marcação, mas produz pouco no ataque. Mesmo assim, na vitória por 1 a 0 em Mestalla, em abril deste ano, mostrou-se um Real Madrid combativo e criativo. Dois volantes batiam de frente com Iniesta e Xavi e não os deixavam jogar. Messi era acompanhado por Pepe em um ponto alto do campo dos madridistas. Di María e Cristiano se sacrificavam para impedir os laterais barcelonistas de apoiar. Não funcionou na Champions League.

É cada vez mais difícil parar o Barcelona. O Porto fez um jogo parelho, ou melhor, fazia, até o momento em que tomou o gol. Guarín, que tinha espaço para jogar por trás de Iniesta, jogou contra o patrimônio e Messi fez o de sempre: gol.
Enquanto isso, o auxiliar de Villas-Boas, Vítor Pereira, técnico do Porto, assistia ao Barça jogar mais ao gosto na etapa seguinte. O volante Souza auxiliava os zagueiros na missão de marcar Messi. Hulk e Cristian Rodríguez acompanhavam os laterais do time de Pep. Moutinho jogava com Xavi.

O Porto que tentou barrar o Barça: 4-1-4-1 na defesa que "impede" o estilo do Barcelona. Não funcionou.

Mas simplesmente não funcionou. Muito pelo fato de, enquanto Messi prende o volante adversário, sua equipe não tem mais uma peça no meio-de-campo para auxiliar a construção e evolução de jogo. E se sabe que, do outro lado, Xavi e Iniesta ditarão o ritmo do jogo de forma cadenciada, estilo mais do que consagrado pelos barcelonistas.

Ou seja, o Barcelona é cada vez mais “melhor do mundo“, e também há de se falar que ontem Messi jogou barbaridades novamente. E é outro que vai jogar cada vez mais.

O título da Supercopa da Europa promete uma temporada mais do que boa: teremos mais um ano de sublime Messi ou alguém parará o Barça? Boa pergunta.

Crédito da imagem: blog “Olho Tático

Por: Felipe Saturnino

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