No 3-4-3 do Barcelona, não há apoio de laterais, mas meias dão suporte

Sánchez e Messi - no 3-4-3, Barcelona é o mesmo, mesmo diferente

Pep Guardiola sabe muito bem que a escola barcelonista possui uma filosofia que, embora venha carregada de um esquema tático muito bem definido, não se adapta ao esquema. O esquema usado se adapta à filosofia, mesmo que as modificações na formação tática sejam quase inexistentes no time catalão. O 4-3-3 é predominante.

Ontem, diante o Villareal, foi diferente. Guardiola resolveu mudar um pouco o desenho tático, prezando mais a linha de 3 homens na defesa. Aceito. Mascherano não compromete, e Sergio Busquets é muito bom marcador e contém as ações ofensivas adversárias como volante, ainda participando da transição defesa/meio. Abidal é mais que consolidado como um bom zagueiro, apesar de seu maior sucesso na seleção nacional ter sido como lateral, com o vice na Alemanha em 2006. Mesmo assim, no Barça ele é lateral-esquerdo.

Barcelona no 3-4-3: sem laterais, meias abrem o jogo, Fábregas se infiltra e Messi brilha (como sempre)


Prezando e aceitando uma formação diferente, o Barcelona não modifica o princípio básico: a posse de bola e o toque vertical. Um time que, marcando pressão, ganha todas as ações na faixa intermediária e, assim, vence os jogos com considerável tranquilidade. No 3-4-3 de ontem, o time de Guardiola jogou como sempre, mas como nunca.

Muito pelo esquema que, sem tanto apoio dos laterais, libera Iniesta e Thiago Alcântara para concederem o suporte aos atacantes ponteiros, como Sánchez e Pedro, no caso. Messi fez a posição do falso nove e Cesc Fàbregas ocupou espaço como o vértice adiantado no losango do meio-de-campo.

Isto é, o desenho muda, mas a razão para o clube estar onde está, não. Sim, não muda. A posse e o tiki-taka são marcas registradas da equipe catalã. Messi deu show, Cesc jogou muita bola, Iniesta teve um jogo com menos rendimento que os dois citados e o naturalizado espanhol, Thiago Alcântara, fez gol e deu passe para outros dois: um de Sánchez e outro de Lionel.

Enquanto isso, a proposta se assimila mais a cada jogo. Mesmo com as mudanças e sem um apoio de um lateral como Daniel Alves, o Barça tem time suficiente para vencer, convencer e golear adversários, em outro esquema. E ainda há tempo de dar show, tema mais exclusivo no que se refere a Lionel Messi. Barbaridade.

Por: Felipe Saturnino

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