Mal-entendido

Rafael é abraçado - brasileiro foi o dono do jogo

O Borussia de Jurgen Klopp iniciou a temporada na Alemanha sendo o favorito. É evidente. Afinal, a equipe foi a campeã da edição do campeonato nacional germânico de 2010/2011.

Mas a equipe não tem jogado o futebol que a tornou sensação na temporada passada, fazendo-a sempre estar no topo e sempre na frente do Bayern de Munique. Algo que não se repete.

A atuação de gala na estreia da Bundesliga, no começo de agosto, na jornada diante o Hamburgo, com vitória por 3 a 1, está distante de se repetir se os padrões forem mantidos. Muito por um motivo consolidado: a execução limitada e equivocada de seu esquema, 4-2-3-1. Sim, ele não é usado da mesma forma que uma vez já foi.

Contra o Hertha Berlim, do técnico Markus Babbel, o Dortmund não conseguiu fazer seu jogo evoluir. Teve dificuldades pelo “espelho” tático usado pelo time da capital. E foi utilizado inteligentemente.
Torun, winger-esquerdo, fechava em profundidade, incomodando Piszczek mas, ao mesmo tempo, entrando por dentro para jogar sobre os volantes do time de Dortmund. O brasileiro Rafael, meia central, foi o dono do jogo. Atuando sobre Bender, com sua esperteza, conseguiu desmembrar a base do meio-de-campo do Borussia. No lado direito, o alemão Ebert concedia suporte ao ataque e fechava para acompanhar Schmelzer, lateral-esquerdo dos donos da casa. A chave foi afunilar a marcação sobre o bom japonês, Shinji Kagawa. Ottl, o sempre regular volante ex-Bayern de Munique, e Niemeyer, recumpanham a faixa do começo do círculo central e davam suporte ao lateral e o winger na marcação do lateral ou do meia extremo do Borussia Dortmund e, ao mesmo tempo, conseguiam afunilar o jogo de Kagawa. Com os flancos inoperantes, o que o Borussia Dortmund conseguia fazer era centralizar o jogo. E nem Bender e nem Gundogan conseguiam produzir o esperado. Porém, as ações se iniciariam com os dois, que estavam em um nível aceitável para o jogo. Afinal, o Hertha Berlim não pressionava, mas se compactava em seu campo.

Klopp decidiu trocar o volante turco naturalizado alemão, Gundogan, por um brasileiro, Antonio da Silva.

Este entrou mal, sem conseguir recompor eficientemente o setor, ao lado de Sven Bender. E o brasileiro Rafael foi cruel.
Pois o Borussia tinha perdido chances, mas não a ponto de ter sido muito melhor dentro do jogo. Quando Rafael arrancou aos 5 minutos da segunda etapa, o Hertha Berlim fez o gol.
E tudo se manteve relativamente igual, até o segundo gol, de Niemeyer. Mesmo com a bola na trave de Bender, aos 26 minutos, antes do segundo gol do time de Berlim

Mal-entendido de Klopp. Sim. Colocar o brasileiro foi um ato equivocado, questionável. Deixando espaços, apesar de a jogada não ter sido originada ao ponto dele. Mas, o erro está implícito no trabalho geral do brasileiro no jogo, e agora me refiro ao jogador do Hertha, Rafael. Ele teve espaço para cadenciar e ditar o jogo, pacientemente.

Outra história interessante é a dos extremos de Dortmund. Götze, suspenso, não jogou. A falta dele se fez presente – digno de antítese. Mas, o mal-entendido ocorreu. E é bom o Borussia se recuperar logo, pois terça tem Champions League.

Por: Felipe Saturnino

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