O jogo dos pobres meio-campos

De um lado, Song, Arteta e Benayoun. De outro, Kehl, Bender e Kagawa. Ainda existem os “wingers”, mas, nos 4-2-3-1s de Borussia Dortmund e Arsenal, os miolos da faixa central do campo foram pouco produtivos.

Primeiramente, o erro de Klopp. O alemão foi de Kehl e Sven Bender. Dois volantes que são pouco criativos, que pouco adicionam à qualificação na criação. Kagawa, o bom japonês, fez um jogo muito mediano para sua tamanha qualidade. Perdeu um gol no início do jogo, mas não pôde fazer muito atuando sobre os volantes londrinos, Song e Arteta.
Sim, o Arsenal também repetiu o 4-2-3-1, e, sem querer tornar proposital, fez o jogo ficar espelhado. Afinal, o esquema da moda passa pelo mundo. E Wenger dá ao Arsenal a cara do esquema há algum tempo.
Periféricos, dois jogadores que ajudam muito na abertura de espaços e na infiltração de jogadores mais recuados, pois afunilam o jogo e são velozes o bastante para ultrapassar os adversários. Gervinho, com muita velocidade e pouco técnica, ao lado de Walcott, são os dois que exercem a função no Arsenal. Mas no miolo de meio-de-campo, um problema. Benayoun, Arteta e Song. Parece um trio apurado, mas não é. O israelense tem o toque que cadencia o jogo, Arteta qualifica a saída de bola, e Song marca e protege a zaga. Mesmo assim, o Arsenal precisa se acertar. Na Premier League, a equipe tem somente 4 pontos. Na Champions League, um empate em Signal Iduna Park não é mau negócio, mas o time precisa de um ‘jeito‘ na parte central do campo.

O 1 a 1, num jogo que foi movimentado mas que pouco me convenceu sobre as duas equipes, configurou um resultado justo. O Borussia, mesmo com Götze, não conseguiu atacar eficientemente pelos flancos – mesmo sendo muito superior nos últimos 15 minutos de entrave.

Nos últimos momentos, o Borussia foi para o ataque, passando do 4-1-4-1 ao 4-1-3-2 em algumas substituições. Só não compreendo o erro de Klopp, escalando Kehl, e, assim, empobrecendo a qualidade técnica do time num setor tão fundamental para indicar progressão no campo adversário.

Sem falar que Kehl ainda perdeu a bola no gol do bom Robin Van Persie, centroavante no Arsenal. E, ainda, não nos esqueçamos do golaço de Perisic, croata do Borussia. Sem pulo, um chute que desmontou Sczesny. Nada ele pôde fazer para impedir o empate. No fim, foi justo.

Reação pós-gol - Perisic consegue o empate

Por: Felipe Saturnino

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