No Dragão, empate heroico

O maior clássico de Portugal teve, hoje, seu primeiro round, no Estádio do Dragão.

Vítor Pereira, ex-auxiliar de Villas-Boas no Porto, hoje técnico da equipe, levou o 4-3-3 para dentro de campo – como é de praxe. O triângulo que tem como base a presença de bons volantes-meias, Guarín e Moutinho, já é o padrão do time do Porto. Hulk foi ponta-direita, Varela ponta-esquerda, e Kléber, recém-convocado por Mano, funcionou como o centroavante da esquadra. O Benfica veio de 4-2-3-1, com o trio de meias ofensivos muito “sonolento” na primeira etapa. Aimar, Gaitán e Nolito não conseguiram impor ritmo para o Benfica. E o argentino, principalmente, é o maior culpado. Aimar, apesar de ser um trintão, tem técnica suficiente para reger a equipe. Mas o meia não fez um jogo nada bom, apesar de ter a função primordial no setor: a criação.

Há de se dizer que o Benfica apenas entrou no jogo pelo fato do Porto querer se complicar. A equipe de Vítor Pereira simplesmente dominou as ações no primeiro tempo; Kléber, número 11, fez o tento aos 27 minutos de jogo. Na segunda etapa, porém, o time da casa deu de ombros: tomou o empate no 1º minuto. Gol de Óscar Cardozo. Já nesse ponto, o Benfica mostrava as dificuldades para fazer progressão no campo adversário. A equipe cresceu somente após o Porto parar de ditar o ritmo de jogo.

Otamendi – zagueiro argentino – apareceu bem na área após boa bola de Varela: 2 a 1. O Porto, aí, já mostrava os sinais de “preguiça”.
A inconsistência do segundo tempo deu ao Benfica a bola, que ele não tinha no primeiro tempo – depois do Porto simplesmente massacrar a equipe de Jorge Jesus. Justamente após as substituições de Aimar e Nolito por Saviola e Bruno César – este que veio atuar mais pelo flanco direito no 4-2-3-1 de Jesus – o time visitante melhorou. Saviola passou a ser um falso-articulador, atuando mais por dentro, ocupando a posição antes de um Aimar muito apático.

Em um passe, o camisa 30 do Benfica decidiu o jogo: bola para Gaitán, que era o melhor do Benfica em campo no momento, para o empate heroico.
Um ponto importante por motivos claros: o Porto é mais time e simplesmente perdeu por ter um rendimento ridículo na segunda etapa. Isso colocou o Benfica no jogo.

A queda do Porto se deveu às quedas de Guarín e Moutinho e, também, Hulk. Mas que o Benfica foi heroico, ah sim, foi.

Vítor Pereira - lamentando o ponto perdido


Por: Felipe Saturnino

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