Uma volta “permanente”

Kaká é um caso diferente de craque. Ele é um, tem recursos que parecem normais, mas os eleva a nível diferente.

Quando, em 2007, numa partida pelas semifinais da Champions League, ele fez dois gols no Manchester em Old Trafford, definitivamente, ele adquiriu um status diferente. Óbvio que aquilo é apenas um marco em sua carreira. O seu desenvolvimento é bem maior e mais abrangente do que apenas um jogo. Mas, especificamente, aquele jogo nos mostrou qualidades inevitáveis em um craque: poder de decisão, recursos técnicos e o papel de um protagonista.

Kaká voltou hoje ao Real Madrid. Não é que voltou – ele não vem de lesão. Mas voltou diferente. Com um tom de maior permanência.

Ainda mais pelo fato de não substituir Özil, mas sim Di María. O ex-São Paulo e ex-Milan jogou por dentro do campo, como um típico meia de criação. Sua movimentação foi importante, concedendo a C. Ronaldo a chance de entrar em diagonal, criando mais possibilidades durante o jogo.

O Ajax de Frank de Boer foi de 4-1-4-1, que era um desdobramento tático do 4-3-3, que existiu com a bola. Destaque para o bom meia dinamarquês, Christian Eriksen; tecnicamente muito qualificado para compor o setor. A equipe holandesa incomodou na transição do Real Madrid, jogando em cima de Xabi Alonso e Khedira.

Aliás, o primeiro gol foi de contragolpe. Isto é, sem uma transição comum, mas com uma defesa desorganizada. O segundo tento surgiu após um lançamento lindo de Xabi Alonso para Cristiano Ronaldo, que apenas entregou a bola para Kaká marcar, com um chute cruzado, aos 41.

O brasileiro teve a maior nota de acordo com os especialistas da UEFA. Foi mesmo o melhor em campo, jogando em uma posição que permitiu a atuação de dois meias: ele e Özil. O alemão jogou em um setor mais periférico, mas deu suporte à produção do meio-campo. Assim, Cristiano se junta mais ao ataque, ao lado de Benzema.

A volta de Kaká parece ser mais ‘permanente’ do que nunca. Cheira a algo mais consistente na titularidade. O número 8 pode, finalmente, achar uma forma decente e aceitável no time de Madrid e, ainda mais, no Madrid de Mourinho.

Kaká e Cristiano - o brasileiro pode estar voltando


Por: Felipe Saturnino

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