O protagonista Kun Agüero

O Manchester City, apesar de rico há um tempo, sempre careceu de um protagonista. Ou quase sempre.

Por exemplo: passaram pelo clube Robinho e Carlos Tévez. O brasileiro não conseguiu ser o que podia. O argentino não passou pois ainda lá está, mas passou pelo que passou. É o que é, mas poderia ser mais – não fosse sua tamanha falta de disciplina e profissionalismo. Por isso, é mais um dos bons jogadores que por lá passaram.

Outro argentino é Sergio Agüero. Mas distinto de Tévez neste sentido.

Kun – permita-me chamá-lo deste modo – chegou e tomou conta do seu espaço. Na estreia diante o Swansea, na primeira rodada da Premier League, ele anotou dois tentos e deu um passe – espetacular – para outro de David Silva.

Hoje, diante o Villareal, Agüero entrou durante o entrave que foi marcado pelos evidentes limites do Villareal e pelo domínio do campo pelo City. Originalmente, ambas as equipes iniciaram o jogo no 4-2-3-1. O City tinha mobilidade no eixo Nasri-David Silva, mas Adam Johnson não tinha mobilidade para mudar o lado em que atuava – o direito – e fez um jogo muito limitado. Foi substituído, para que Yaya Touré, atuante na cabeça-de-área ao lado de De Jong, pulasse para a meia central empurrando David Silva para o lado direito. O Villareal, com um time muito cauteloso, vencendo o jogo após erro de De Jong e gol de Cani, tinha força na saída de Borja Valero, que saía da posição de segundo volante e agredir mais o City na sua cabeça de área – sabendo que o meia De Guzman era muito pouco produtivo no setor. Pérez, o extremo – winger -, variava o lado com Cani. Ambos recompunham pelas laterais, protegendo os lados da defesa dos avanços dos outros wingers do City.

A equipe de Roberto Mancini empatou, com gol contra de Marchena – ex-zagueiro da seleção espanhola. Porém, começou a se perceber que, na mesma medida em que o City pressionava pela ação dos três meias ofensivos, perdia-se a agressividade do setor anterior ao dos meias, neste caso, o setor dos volantes Gareth Barry e Nigel de Jong. Borja Valero, um dos melhores em campo pelo Villareal, fazia suas progressões por este setor aqui citado.

O City não conseguiu criar a sua chance para definir. Mas com Agüero em campo, descartando a opção de Barry, a equipe seria mais forte por trás do meio-campo do ‘submarino amarelo‘. E foi.

Nem por isso, ganhou-se o jogo. Mancini arriscou, de fato. Depois, colocou Milner no lugar do francês Nasri. Quis dar mais toque vertical ao meio-campo do Manchester, mais fluência nas jogadas. Deste fato, surgiu a jogada do gol. Zabaleta apareceu bem após grande jogada de Milner.

Mas o desfecho teve o fim do protagonismo de Sergio ‘Kun’ Agüero. O 16 dos citizens, mais uma vez, foi protagonista. Herói. Do City, da torcida e da cabeça ainda viva de Mancini. Cabeça mais que viva, aliás.

Kun Agüero - herói e protagonista

Por: Felipe Saturnino

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