Histórico


O City, com o dinheiro, com seus jogadores, e, por conseguinte, com seu elenco, ainda assim, não era considerado um time grande.

Mas a história do futebol marca grandes times e potências por vitórias em grandes jogos contra outras grandes potências. E a importância desses jogos, no caso, é gigantesca.

O Manchester City fez algo histórico que pode delimitar em que era estamos. A vitória sobre o United com superioridade e predominância, hoje, em Old Trafford, é a maior no dérbi. E uma das maiores da história.

A equipe de Mancini começou recuada, e os mandantes iniciaram a partida tendo o domínio da bola predominantemente. Porém, nenhuma chance de gols clara, por um motivo muito simples: Mancini colou seus volantes – Yaya e Barry – na sua área, para sempre ter o rebote defensivo. Se havia espaço para Anderson aparecer – pois deduzimos que não havia marcação sobre o mesmo – tudo era compensado com uma defesa quase intransponível. No meio-campo adversário, Fletcher centrava-se pela direita, tentando auxiliar Smalling sobre David Silva – o organizador do City ao lado de Milner. A surpresa de Mancini, porém, foi escalar Balotelli e não Dzeko.
Se o United chegou a capitalizar seus 62% de posse de bola nos 15 minutos iniciais, o City, de forma natural e bem planejada, começou a se impor. Com a força de David Silva e Clichy pela esquerda, da mesma forma com que Milner e Richards no lado oposto.

Balotteli faz o primeiro

A grande ideia de Mancini foi ‘colar‘ seus volantes na sua área. O United, com a bola, não passava pela muralha. Os citizens, porém, sem o mesmo empecilho, iam executando seu plano com perfeição. Estratégia adequada, proposta de jogo sempre muito centrada. A chave foi explorar a deficiência do miolo de zaga do United, que era pouco protegido por Anderson, no lado esquerdo, o mesmo que Evans, beque do United, atuava. Sua expulsão não foi de todo acaso. Há de se destacar também, de forma negativa, a forma com que Young e Nani não se adequam à combatividade. Os dois meias são ótimos, mas quando são exigidos, compõem um desastre. O primeiro gol, de Balotelli, saiu aos 21 minutos da primeira etapa.

Nesse ponto, a estratégia já estava mudada. Agora, Yaya e Barry avançavam sobre Fletcher e Anderson, respectivamente. Após a expulsão de Evans, na segunda etapa, o jogo ficou mais simples ainda.

Balotelli – de novo ele – fez o segundo – após jogada espetacular do craque David Silva, que deu um passe de maestro para Milner cruzar.

Pelo mesmo lado direito do segundo tento, Richards apareceu e cruzou para Agüero fazer a goleada. E no panorama, o United já jogava com Smalling e Ferdinand na posição dos beques. Rooney já havia recuado para ser o médio-volante para fazer a transição do United.

Mas o City era fatal. Mesmo com a pintura de Darren Fletcher, aos 33, Dzeko, onze minutos depois, após um escanteio, fez um gol de joelho. E o dono do jogo, David Silva, fez o seu no 45º minuto. O mesmo Silva deu outro passe para gol – também espetacular -, aogra para Dzeko fazer o sexto.

O resultado histórico mostra um princípio de nova era. Se vivíamos num mundo inglês com United e Chelsea se alternando no posto de maior da Premier League, hoje o City, com um investimento pesado, teve um resultado espetacular para sua história. História que, compartilhada para o mundo, apresenta-nos um novo grande para o futebol mundial. Este é o City.

Mario após primeiro gol - Por que sempre ele?

Por: Felipe Saturnino

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