Real de Mourinho é mais agressivo do que ano passado

Os times de José Mourinho, reconhecidamente por ele, são notáveis em segundas temporadas. Porém, isso não o impede de ter uma boa temporada, e uma segunda temporada de apenas alguns “aprimoramentos“.

O Real Madrid mantém seu esquema, seu desenho predominante, as movimentações ofensivas e o trabalho defensivo. O que ocorre mesmo é que, com o passar do tempo, a equipe assimila mais o trabalho, se adapta ao 4-2-3-1 e executa as funções com mais naturalidade nos jogos. Com isso, o time agride mais, é mais incisivo e, apesar de Mou simpatizar-se pelo contragolpe, a equipe madridista tem sido fatal em seus jogos por causa da sua ofensividade.

As movimentações do Real na última quarta, diante o Villareal

Avaliemos os últimos dois embates da Liga dos Campeões e os últimos dois jogos do Campeonato Espanhol: a equipe de Mou marcou 14 vezes, e não sofreu gol algum. Tem tido mais posse de bola média do que no ano anterior. Contra Málaga e Villareal, respectivamente, 56% e 66%.

Desde o setor mais defensivo, dos volantes, funções exercidas por Xabi Alonso e Khedira, com o alemão mais agressivo; Di María recompondo e marcando muito forte pelo lado destro, com Kaká articulando e Cristiano e Benzema concluindo as jogadas, um na extrema-esquerda e Karim Benzema na posição de avante central. Com todos os atributos, o Real Madrid de Mourinho tem aniquilado seus adversários com câmara de gás: rapidamente. Sem piedade. Na última quarta-feira, em 10 minutos, a equipe havia criado 5 chances, com dois gols anotados – por Benzema e Kaká – e um tento anulado, de Sergio Ramos.

Na Champions, diante o Lyon, a equipe de Mourinho foi soberana em todo o tempo. 62% da bola em seus pés, e 4 gols a nenhum.

O trabalho da linha dos três meias ofensivos, sendo esses Di María, Kaká e C. Ronaldo, em relação ao jogo diante o Villareal, só não foi perfeito pois Cristiano fez um jogo muito abaixo da sua real capacidade. E, apesar do Villareal centrar em Borja Valero, o bom volante-meia, a responsabilidade de marcar Kaká, o meia brasileiro foi articulador primoroso. E o dono do jogo, Di María, está cada vez mais aplicado ao estilo do Madrid que é mais agressivo a cada dia que passa.

Um espetáculo a cada jogo. Porém, equipe da capital tem de estar preparada para agredir o todo poderoso da Catalunha, azulgrana. E esse time de Mou é cada vez mais incisivo, e cada vez mais é o dominante numa partida. Posse de bola absurda, muitas finalizações – 26 no alvo, mediando mais de 6 chutes no gol nos últimos 4 jogos – e atuações cada vez mais primorosas do seu trio de meias. Pode ser o ano dos madridistas.

Por: Felipe Saturnino

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