Corinthians quase campeão; um brinde à Alex e seu dinamismo

Jogar no Orlando Scarpelli não era tarefa fácil de modo algum, ainda mais com um Figueirense fortalecido e que dependia de uma vitória para ir à Taça Libertadores. Os corintianos, entretanto, sabiam que necessitavam do mesmo resultado para continuarem o rumo natural ao título. E, mesmo sem um futebol convincente, em jogo que decide campeonato, vence-se ou ganha-se.

E a equipe do Parque São Jorge levou mais uma de vencida. Mais uma fora de casa. O jogo-chave – sabendo que um empate dá o pentacampeonato ao segundo mais querido do país – ganho.

Chamou minha atenção, porém, mais do que a simples vitória paralelamente ao resultado épico da vitória vascaína, o comportamento do Figueirense em campo. Nada revolucionário – claro que não -, mas mais uma tentativa para conter o Corinthians.

Jorginho havia dito que o alvinegro não seria campeão em SC, e modificou o Figueirense taticamente, passando a equipe do 4-3-1-2 para o 4-2-3-1. O ex-lateral armou o esquema da moda, puxando Wellington Nem à ponta esquerda para fazer frente ao lateral-esquerdo Fábio Santos – menos seguro no combate que Alessandro. No outro lado, Maicon era menos incisivo sobre Alessandro. Muito pelas características do jogador e, por, propositalmente, fortalecer o lado em que Paulinho, o volante corintiano, agia no campo. E também por conceder liberdade à Nem – constatando um equilíbrio tático nos flancos do campo. No meio-campo central, Ygor era o volante que batia de frente com Paulinho. Coutinho atuava junto de Danilo, o número 20 do Corinthians que nada fez no jogo. Nada mesmo. Não articulou, errou muito e estava preguiçoso. Algo que num time com um dado Alex, em dia razoavelmente bom, pode custar a vaga na equipe titular.

A estratégia de Jorginho era válida por neutralizar Paulinho com Ygor, barrar Émerson com Juninho e ter mais força na marcação com Maicon pelo mesmo lado. O motivo mor da equipe de Tite jogar mal, porém, foi a falta de um “ligador” em dia de “ligador”. Este era Danilo. E Alex entrou no segundo tempo; centralizou-se, empurrou Danilo para a esquerda e sacou Willian em um dia muito fraco. Mesmo assim, o mais sensato seria tirar o ex-são-paulino.

O que foi dito sobre o Figueira se parecia com o que Caio Júnior fez na ótima vitória do Botafogo sobre o Corinthians por 2 a 0 – manter um volante preso à Paulinho. Porém, a dinâmica que faltava no meio-campo apareceu, e as chances que o adversário teve não foram aproveitadas como naquela derrota. O lance de Alex no gol de Liédson mostra o que quero dizer.

Com a mudança, Tite praticamente ganhou o campeonato. Alex, mais atento ao jogo que Danilo, deu o passe qualificado que a equipe precisava. Nem precisou de Adriano nesta vez.

Muito deste jogo demonstrou a dificuldade de jogar no 4-2-3-1. Se barrado um certo ponto do esquema, as outras partes se tornam muito frágeis. Se não fosse a agilidade de Alex para se soltar mais em campo, talvez estivéssemos falando aqui do Vasco líder. Um brinde à Alex.

Alex e Liédson - dinamismo e decisão

Por: Felipe Saturnino

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