Corinthians: o campeão pragmático com um time previsível em um campeonato imprevisível

O Corinthians foi campeão não só por ser ‘Timão’ – nunca é só por isso, acreditem. Foi campeão porque perseverou o torneio inteiro num sistema, manteve-o, e com convicção. Foi campeão por, além do mais, manter o seu técnico que é bom – acreditem nisso também.

A equipe é diferente daquela que falhou ao combater o Tolima na Libertadores, lá no início da temporada. Mas tem o mesmo sistema. O que mudou é que Tite não tem mais Ronaldo e RC, mas sem mais significativas mudanças. Com exceção feita a Alex, é claro. E Willian, também.

O que mudou foi que Tite foi mais convicto do que nunca. E seus jogadores também foram. Tivera a equipe, talvez, perdido o confronto diante o São Paulo há certo tempo atrás, e o gaúcho, também talvez, não permaneceria no lugar que hoje está. E Tite nem foi combatido por sacar o beque Chicão da equipe – o elenco foi com o técnico.

Após as 10 primeiras rodadas, a poção acabou. Foram 28 pontos, algo absurdo, muito absurdo. Um bom futebol. Um bom 4-2-3-1. Depois da derrota para o Cruzeiro, poucas atuações foram de se elogiar. Talvez aquele jogo contra o Vasco, e aquele outro contra o Atlético-GO. Mas no mais, nada demais. O que me parecia é que, com tamanha previsibilidade – com a terminação fazendo homenagem ao técnico da equipe – e tamanho pragmatismo, o time iria se modificar de alguma forma, fosse taticamente ou no comando. Mas não.

O campeão Corinthians manteve a linha dos meias ofensivos e, no entrave decisivo contra o arquirrival Palmeiras, Wallace era o homem do ponto-chave. Se ele combatesse Valdívia, o Corinthians não teria tamanhos problemas. Valdívia fez uma partida razoável, mas mais uma vez fez bobeira. Expulso.

E tudo se desenhou à maneira comum de um time previsível num campeonato inimaginável. Pela emoção, não pelo conteúdo técnico.

Em pensar que tudo isso ocorreu quando um Doutor e ídolo da equipe faleceu, no mesmo dia.

Tite - perseverou, num dia histórico dos corintianos, para o bem e para o mal

Por: Felipe Saturnino

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