Derrotando o melhor do mundo

O Barcelona se impõe contra qualquer time do mundo, não importam as adversidades. Pode-se considerar estádio, clima, pressão ou outra coisa que for, o time de Josep Guardiola sempre é o grande ditador de ritmo num jogo de futebol que o envolve.

Inter de Milão 3 - 1 Barcelona: Sneijder regredindo na altura do campo para pegar Xavi, Maicon em forma esplendorosa sobre Keita, Pandev marcando Alves e Motta e Cambiasso no cerco à Messi

Mas é óbvio que, há alguns jogos históricos que também estão aí para serem recordados pela importância que possuem. Me refiro aos jogos que o Barça perdeu e que vivem em nossa memória. Afinal, não é um dia comum quando um Golias é derrubado.

É óbvio, também, que nenhum time é imbatível, mas o catalães já atingiram um nível absurdo de futebol apresentado que chegar neste ponto não pode ser considerado impossível. Se eu lhes falar que, considerando a fase de grupos da Champions League, em 38 jogos, o Barcelona perdeu somente 4 vezes, isso se torna ainda mais possível. (Números baseados na equipe com Guardiola como técnico.)

O que quero tornar real aqui – e perfeitamente possível – é que o Barcelona perdeu alguns jogos que ficarão em nossa memória como aprendizado. Como lidar com um 4-3-3 polivalente que toca a bola com tanta classe e paciência, sempre procurando o melhor ‘timing’ de seus avantes para infiltrações?

Duas derrotas, rapidamente, surgem em minha mente. Ambas para o mesmo técnico adversário, que, recentemente, tornou-se freguês dos blaugranas – o que não diminui seus feitos como treinador.

A derrota com o melhor nível técnico do adversário foi, certamente, aquela para a Internazionale na Champions League da temporada 2009/10. Ocorreu pelas semifinais.

Os gols daquele histórico 3 a 1 foram marcados por Sneijder, Maicon e Diego Milito, num jogo absolutamente perfeito. Ou quase.

Mourinho, não por coincidência e sim por uso comum, começou no 4-2-3-1 para espelhar um Barça desfalcado, sem Iniesta. A tarefa tornara-se mais ‘simples’, já que por natureza, a equipe espanhola perderia um pouco da progressão com a bola que Iniesta forneceria primordialmente.

Mais que simplesmente a tática e a atuação espetacular de seus jogadores, o time de Mou teve garra e vontade de sobra para derrotar os já considerados melhores do mundo na oportunidade.

O placar foi justo, visto que os nerazzuri fizeram de tudo e mais um pouco para derrotar o Barça. Foi a maior derrota do Barça de Guardiola, e foi o melhor jogo de um time que José Mourinho já montou em sua carreira. Simplesmente histórico.

E foi bem mais vistoso do que o 4-1-4-1 que o Real de José, também, apresentou na Copa do Rei em abril deste ano. Não que eu queira desvalorizar uma vitória também tão espetacular, talvez a pior do Barça de Pep. Afinal, perder do rival é sempre pior.

Real Madrid 1 - 0 Barcelona: o 4-1-4-1 de Mourinho que consistia em acompanhamento de Xavi e Ini por volantes particulares, Xabi Alonso na primeira bola de transição, e contragolpes de Di María seguidos de boas combinações pela esquerda, sobre Daniel Alves, que levaram ao tão clamado gol.

O placar de 1 a 0 representou um jogo parelho, muito disputado, ganho no legítimo detalhe. O antagonismo comprovou-se também taticamente: o 4-1-4-1 era um 4-3-3 com desdobramento tático obrigatório devido ao adversário. Di María e Özil abertos, recompondo para ocupar espaços importantes; Xabi Alonso acompanhando Messi, mas, ainda assim, com o Madrid marcando por zona; Cristiano Ronaldo, decidindo.

O lance ocorreu, aliás, num dos pontos mais fortes do Barça: o lado direito de Dani Alves. Di María e Marcelo tabelaram pelo flanco esquerdo para C. Ronaldo abrir o placar, de cabeça. No detalhe, de verdade.
E foi uma boa atuação, apesar de menos vistosa do que a primeira aqui discutida, que impediu o Barça de atacar como queria, e que agredia a equipe com contragolpes e jogadas aéreas. Mas havia imposição dos madridistas. Outro bom plano de Mourinho que, hoje, porém, não consegue inventar mais coisas para abater o ‘touro’ Barcelona.

Prévia

No duelo de amanhã, para mim, o Santos deve vir no 4-3-1-2, ou 4-2-3-1 ‘torto’, como Dunga fez com o Brasil de 2007 à 2010, no seu período regencial. Os espanhóis vão de 4-3-3, 3-4-3 ou até mesmo 4-4-2, com desdobramento em 4-4-1-1, isto é, vão com polivalência tática. A supremacia, porém, não tem relação ao assunto. Os catalães são favoritos em qualquer ocasião de jogo. Mas é óbvio que a análise será muito importante, até pelo fato de o Santos poder modificar seu diagrama amanhã, jogo das 8h30. Na teoria, Muricy optará pelo 4-3-1-2/4-2-3-1.
Como demonstrado, Neymar, craque, é a chave do Santos pelo lado de Alves. Se por ali souber como passar, pode levar vantagem sobre Puyol. Piqué deve constar na sobra.

Palpite: Barcelona 2 x 0 Santos

Por: Felipe Saturnino

2 Comentários to “Derrotando o melhor do mundo”

  1. O problema no jogo contra a inter de milão foi o Ibra,ele pouco se movimentava,resumindo,só atrapalhava o ataque do Barça sempre com muita movimentação,fora que a Inter fez uma retranca digna de ferrolho suiço

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