Por que o Milan vence mas não empolga?

Há tempos o Milan não empolga. O primeiro semestre da temporada, apesar de uma boa Champions e a liderança do Calcio, foi um pouco que sonolento do time rossonero.

O losango de meio-de-campo do Milan no domingo de hoje: mudanças entre Boateng e Emanuelson e vitória por 2 a 0

O que explica a ‘preguiça’ do time é a eficiência. Exato.

A equipe consegue vencer e mantém um desenho tático com consistência. Utiliza sempre do 4-3-1-2, mudando o trequartista, jogador mais fundamental do esquema, o ‘1’ do esquema. Com esta mudança, pode-se mudar também os ‘carrileros’, os volantes periféricos que suportam o criador da equipe. Assim, o Milan faz dos jogos suas vitórias.

O que casou bem foi o misto de características do jogadores: Prince Boateng é uma joia. Muito disposto a jogar, com recursos e um bom arsenal de jogo. Pode ser ‘carrilero’ ou trequartista.
Emanuelson é canhoto, e pode ser jogador de lado ou o próprio trequartista. É bom jogador, mas não alia sua técnica ofensiva à rigidez defensiva, o que pode resultar numa perda do Milan em vantagem numérica no campo – no caso de Emanuelson tentar neutralizar um adversário marcando-o por seu setor.
Robinho é o cara do drible diferenciado que pode ser seguido de uma jogada brilhante ou um fiasco. Pode ser trequartista, mas entrou hoje como atacante ao lado de Ibrahimovic.

E estes são exemplos apenas para o trequartista. Mas o que tem que não empolga no Milan?

A rigidez. O time não tem o atrativo de outros e aquele jogador em fase primorosa que destroi os adversários. Mas, fundamentalmente, obter um meio-de-campo forte e uma transição ofensiva de qualidade é possível. Nisto, Massimo Alegri foi mais do que feliz ao ditar o Milan no 4-3-1-2. E a vitória contra a Atalanta foi um exemplo disso: 2 a 0 incontestável, mas sem empolgar.

Agora, no período pré-dérbi, é importante avaliar a situação para o uso do trequartista: sem Prince Boateng – já que estará na Copa Africana de Nações -, Aquilani pode entrar como ‘carrilero’. Com Emanuelson, a equipe pode perder um pouco da rigidez num ponto mais alto do campo, apesar do holandês ser um bom meia. Com Robinho, o drible e variação de jogo predomina.

Mais do que tudo, Allegri deve pensar em como parar a Internazionale vinda de 5 vitórias consecutivas e após um 4 a 0 diante o Parma em Giuseppe Meazza. Talvez seja o jogo para o Milan empolgar.

Com Emanuelson ou Robinho na posição de trequartista, o Milan terá mais força dos carrileros com Nocerino pela esquerda

Por: Felipe Saturnino

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