Limite

Comparar épocas é um trabalho difícil. Árduo. Quase impossível de ser feito com eficiência e coerência. Além de tudo, você tem que ser muito cuidadoso para não cair no perigo de cometer um homicídio à devida época do esporte em questão.

É um trabalho difícil porque é carente de qualquer parâmetro para um estabelecimento de uma equação, que seja fria e que julgue sem pensar em nada. Por isso, o fator de equivalência deve ser ligado a uma época comum, com o menor número de distinções que existirem.

O fato de Lionel Messi ter ganho a sua terceira Bola de Ouro, e, ainda, a terceira consecutiva – o que torna o feito ainda mais exuberante -, pode-nos fazer traçar parâmetros entre lendas do futebol, ou, no mínimo, nos faz pensar nisso com mais seriedade a cada dia que passa. O problema é cometer uma ‘violação’ nas regras sagradas de colocação de um jogador na frente de outro na história do jogo.

Já foi falado há um tempo que, na sua idade, Messi é o maior ‘papão’ de títulos em comparação a outros lendários futebolistas. O número frio é comparável, mas ainda assim não é exato.

E não é por causa da Copa do Mundo, que Messi ainda não ganhou. Que vá ao lixo esta questão – assim como seleções que nunca venceram uma, como a Holanda-74 e o Brasil-82, e ainda assim são lembradas como vencedoras de tal. Todos os outros feitos do blaugrana são transcendentes.

Se um mínimo traço de comparação, de equivalência, não pode ocorrer por um cuidado mor com as maiores figuras do futebol, podemos pensar até onde Messi pode chegar com o nível de quase perfeição de seu futebol. Podemos pensar no seu limite.

Aparentemente, o argentino não tem um.

Pensar em ser o maior jogador do Barcelona, o seu maior artilheiro, o maior artilheiro da Champions League em sua história e em competições europeias também, e, possivelmente, vencer mais duas ou três vezes o Ballon D’or da FIFA não está muito longe. É algo real.

Como o gênio do momento no esporte disse, o objetivo de evolução na carreira, no momento, é ganhar coisas com a Argentina.

E pouco importa se ele não fazê-lo, não acham?

Afinal, podemos nos deliciar com o ilimitado arsenal de habilidade, técnica, agilidade e sutileza do argentino que parece também não ter limite para arrecadar prêmios e mais prêmios. A discussão para seu lugar na história se torna mais conveniente se for feita ao final de sua carreira. Por ora, vamos apreciá-la.

Messi - sem limites

Por: Felipe Saturnino

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