Camarões

Frutos do mar nunca me agradaram em demasia. Não sou fã de muitos tipos de peixe, com exceção de um salmão bem feito. Ostras, nem pensar.

Camarões, porém, já me agradaram. Parecem sempre bons, aparentemente. Pelo menos os que comi.

Camarões parecem também ser a comida de Luiz Felipe Scolari. Com grande inspiração, ainda antes do fim do Brasileirão passado, o gaúcho fez o que fez com sua declaração direcionada à contratações do clube alviverde. Disse que não aceitaria mais ‘feijão com arroz’, comparando obviamente a comida à qualidade medíocre dos jogadores palmeirenses.

Felipão tem razão.

O elenco palmeirense é muito médio para o tamanho do clube que o representa. Sendo abrangente, entre os figurões paulistas, o time do Palestra Itália é o que, certamente, vai sofrer mais novamente. Até o dado momento, o lateral-esquerdo Juninho, ex-Figueirense, foi o único bom nome para a equipe. Daniel Carvalho é bom jogador, mas não concede muita confiança a quem o vê jogar com frequência – pelo menos não tem sido assim. A menos conhecida das compras foi a de Adalberto Román, beque do River que foi rebaixado ano passado com o time.

O Palmeiras também necessita de nomes distintos para as meias e o ataque. Fernandão pode não satisfazer na posição, a menos que esteja tão estrelado quanto naquele jogo contra o Corinthians, em Presidente Prudente, pela 19ª rodada do Brasileirão no ano passado.

Fica certo, por ora, que o setor defensivo se fortalece com Juninho, e Felipão pode manter o 4-2-3-1 característico de 2011, com força pela esquerda com o lateral ex-Figueirense e o meia Luan, que apesar de não ser nada requentado, foi a ‘arma’ mais perigosa do Palmeiras nos jogos da última temporada. Um meia de centro do campo também é preciso no momento, para a imediata opção por Valdívia em caso de mais uma daquelas lesões patéticas por chutes no ar. Se o chileno adquirir confiança e criar a vergonha de que precisa para jogar bem, o time pode ser mais consistente e pode também ir mais longe na temporada.

Evidentemente, parece, porém, que os ajustes precisam ser feitos rapidamente para o início do ano. Claro que a equipe vai ganhar seus jogos e se classificará para a segunda fase do Paulistão, mas bater times mais fortes como Corinthians, São Paulo e Santos será algo diversas vezes mais complicado.

A não ser que a equipe verde e branca contrate seus camarões até o fim da janela. O pior ainda é ver Tirone falando que ‘os 25 camarões estão lá (no elenco)’.

E pior ainda é ver que tem muita crise para rolar nos ares de lá.

Como fica o Palmeiras, afinal?

Por: Felipe Saturnino

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