A tônica palmeirense: até busto vira ‘crise’

O Palmeiras virou um ninho de turbulências no último ano, mais do que já foi um dia: os confrontos entre Frizzo e Felipão, Tirone no meio do falatório, e, ainda, a relação conturbada entre o elenco e o comandante alviverde. Foram 365 dias lastimáveis em céus alviverdes.

O ambiente era tão ruim que se tornava possível fazer crise com tudo. Tudo mesmo. Até com derrota de playstation. Uma questão política, com homens chave não se dando entre si. Notoriamente, claro. Ambiente extravasando para ares mais frescos. Qualquer coisa tornava-se uma grande qualquer coisa. Qualquer suspiro tornava-se insulto.

Não esqueçamos das questões envolvendo Kléber – que sim, forçou a barra para deixar o Palmeiras no meio da temporada passada -, um que bancou a briga com Scolari, criando mais ocasiões de tônicas sofríveis aos alviverdes. Óbvio que a questão ficou mais flagrante quando se notou o que foi dito entre os envolvidos, então a situação era mais abrangente do que apenas um atacante tentando sair de um clube. O técnico tinha perdido o grupo há um tempo.

E este Palmeiras de Scolari nunca conseguiria ser brilhante ou se classificar para uma Libertadores, o que era reforçado pela crise e que reforçava a crise. Como num círculo vicioso, simplesmente terminaria como iniciou. Verdade.

A tônica alviverde parece continuar, e vai, talvez não com a mesma ‘violência’ do ano que passou. Frizzo, que apoiou Tirone em sua eleição, foi ameaçado de ter seu cargo tirado. Não consistentemente, mas é uma notícia com pendências a confirmar.

E parece continuar não só por isso, mas por algo ainda mais estarrecedor: o busto de um jogador. Não o busto de um simples jogador, um simples busto do jogador – Marcos, no caso.

Alarmante como ‘apenas’ isto pode mostrar uma ‘crise’ num time. Nunca foi caso de ocorrer. No Palmeiras, pra tudo que há, tudo crise pode ser. Ou tornar-se uma.

As distintas características do ridículo busto de um excepcional goleiro, que virou lenda, podem relacionar-se às diferentes ‘excentricidades’ dos homens mais fortes de um clube, que não se compreendem entre si, e apesar de entenderem a essência da vida do goleiro, não foram capazes de sintetizar isso numa imagem que é, certamente, fielmente retratada em retratos mais triviais, de formas mais convenientes. Todos sabemos que não é somente sobre um busto pateticamente designado, contudo, é mais abrangente; é sobre o quão diferentemente partes se conciliam e quão diferentemente elas vêem as coisas.

O busto muito mal feito é a tônica palmeirense mais do que bem simbolizada: o desentendimento sobre um algo, qualquer que seja. Pena que as diferenças devidas aqui são em relação a Marcos, o maior ídolo da história do ainda grande clube da capital paulista.

Busto do Marcos - nada a ver

Por: Felipe Saturnino

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